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    Entenda a febre do TCM/MCT (Triglicerídeos de Cadeia Média) – Pt1

    Entenda melhor essa febre dos Triglicerídeos de Cadeia Média. Saiba se essa febre toda tem algum fundamento. Será que eles são tudo isso?

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    Durante o último ano e, mais precisamente os últimos meses, muito ouviu-se falar sobre o tal MCT ou, em português triglicerídeos de cadeia média para melhor desempenho pré/pós-treino tanto aeróbio quanto anaeróbio para atletas de diversas modalidades. E, a mais de 50 anos é usado clinicamente visando o tratamento de disfunções na absorção lipídica. Mas afinal, será que ele merece toda credibilidade que vem apresentando e seus efeitos são, de fato os prometidos na teoria que se estabeleceu em torno dele? Será que ele corresponde a todo o milagre proposto?

    O TCM nos últimos tempos talvez tenha sido o suplemento mais comentado entre os novos praticantes de musculação. Mas será que ele realmente é tão eficaz quanto mostra ser?

    [ad#2]Primeiramente, devemos saber o que é TCM. Trata-se de um lipídio de cadeia de 8-12 ligações de carbonos esterificados ao glicerol. MCT por sua vez é encontrado em alguns alimentos como o óleo de côco. Estes tipos ou, este tipo de lipídeo possue uma velocidade de absorção consideravelmente maior, quando comparado a outras fontes de lipídios, como o azeite ou o óleo de cânola.

    Os ácidos graxos que possuem o TCM são o ácido caprílico, cáprico e láurico. O TCM também é hidrolisado no pâncreas pela enzima lípase pancreática. Depois, é absorvido no duodeno.

    Durante sua oxidação, eles possuem uma elevação no nível de ácidos graxos plasmáticos (pois não possuem grande afinidade com lipoproteínas), poupando assim os carboidratos e sendo diretamente transportados ao fígado. E é por estar razão, que começou-se a utilizá-lo como fonte de energia para melhor desempenho e, mais tarde com o pretexto que seria uma melhor fonte quando comparada aos carboidratos (devido a não influência negativa a insulina e possível poder de termogênese).

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    Os TCM tem maior disponibilidade no corpo do que os triglicerídeos de cadeia longa, devido a hidrolise mais rápida. Assim, os ácidos graxos de cadeia longa deixam o intestino, pela via linfática como triglicerídeos de cadeia longa, após de incorporar com quilomícrons que sofrem hidrolise e liberam os triglicerídeos para tecidos extra-hepáticos, enquanto outra parte é liberada ao fígado, propriamente dito, ligados a albumina. Por outra visão, os TCM já ficam em forma livre após a digestão e são diretamente levados ao fígado pela veia porta.

    O tecido adiposo é interferido diretamente pela lípase lipoprotéica, localizada no endotélio dos vasos responsáveis por irrigar toda a musculatura. E é lá que ocorre a oxidação dos ácidos graxos (e armazenamento também). Isto faz com que ácidos graxos de cadeia longa sejam ali, melhor incoporados, quando comparados ao MCT, pois os mesmos possuem maior afinidade com as lipoproteínas, como já dito (e também não são hidrofóbicos, o que explica o seu maior transporte sem ligação a elas). Por outro lado, os TCM tem grande afinidade com a coenzima acetil-coa, causando grande estado cetônico.

    O TCM tem sido, também, incorporado em diversos esportes e, recentemente na musculação (em períodos pós-treino). Inclusive, alguns bons produtos já optam pelo TCM, como o Syntha-6 (BSN) e o Muscle Milk (Cytosport). Mas é importante lembrar que estes não tem o poder de retardar o esvaziamento gástrico. E não menos importante, algumas pessoas relatam algum desconforto gastrointestinal ao utilizarem grandes doses de MCT, o que ainda deve ser avaliado.

    Todavia, é o carboidrato a fonte primária de energia, seja em exercícios aeróbios ou anaeróbios. A princípio, acreditava-se que usando os TCM como energia primária, os carboidratos restariam para todo o restante da atividade, otimizando o balanço glicogênico e energético.

    Continue lendo sobre a febre do TCM e faça grandes descobertas e dismistifique toda essa grande ilusão…

    Artigo escrito por Marcelo Sendon



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