• Ganhe de GRAÇA um E-book com 20 receitas

    Coloque seu e-mail ao lado e receba um e-book com 20 receitas para Ganho de Massa Muscular e Perda de Gordura.

  • X

    Ganhe de GRAÇA um E-book com 20 receitas

    Coloque seu e-mail ao lado e receba um e-book com 20 Receitas para Ganho de Massa e Perda de Gordura.

  • Cadastre seu e-mail, e receba todas nossas publicações   

    A importância da mastigação para o praticante de musculação

    Conheça a importância de executar uma boa mastigação e como isso pode impactar indiretamente em seus ganhos musculares e aprenda algumas dicas para melhorar sua mastigação durante a alimentação.

    O ato de mastigar é pouco a pouco inserido ao ser humano de acordo com o seu desenvolvimento, contando este com a formação e consolidação dos músculos mastigatórios, a formação dos dentes, a coordenação motora, a identificação de alimentos os quais necessitam ser triturados, entre outros. Mas, qual a tão grande importância da relevância da mastigação ao adulto e, qual a real necessidade deste ato tão primata para o praticante de musculação?

    A importância da mastigação para o praticante de musculação

    Comprar Whey Protein Feminino

    Pois bem, mastigar, segundo a definição, expressa-nos: “Triturar com os dentes; comer; apertar com os dentes; morder (…)” (Michaelis). Desta forma, a mastigação é associada com o ato de transformar pedaços maiores em pedaços menores e/ou micropartículas. Assim, é uma das principais funções no sistema estomatognático ou, talvez, a mais importante delas, pois nos proporciona a facilidade para ingerir alimentos dos mais diversos.

    Entre os principais músculos que estão envolvidos com o ato da mastigação podem-se destacar:

    Masseter, de origem na margem inferior do osso zigomático, tanto na parte superficial, quanto na profunda e inserção nos terços da face lateral da mandíbula. Este é responsável pelo levantamento e força mandibular.
    Temporal, sendo o mais forte (com origem na fossa temporal medial e em sua fáscia e inserção nas bordas e face medial do processo coronóide e na mandíbula), este é responsável por levantar a mandíbula, e retração da mesma em sua parte posterior.
    Pterigóideo Lateral (de origem na face lateral do processo pterigóideo e superfície infratemporal da asa menor do esfenoide e inserção na fóvea pterigoidea e margem anterior da disco da ATM) este possui a função de estabilizar o disco articular, movimentação lateral mandibular e Protração da mandíbula e pelas contrações bilaterais simultâneas.

    A mastigação constitui a parte primária da digestão, triturando os alimentos em pedaços menores e, liberando algumas enzimas, através da saliva que é produzida, ainda na boca para que a digestão (do amido, por exemplo, através da amilase salivar ou de lipídios por lipases linguais) seja iniciada, proporcionando um trabalho enzimático menor, ou reduzido no sistema gastrointestinal. Desta forma, temos o processo digestivo já iniciado nesse instante, tornando essas enzimas parcialmente inativas no esôfago e, posteriormente no estômago, visto o pH local.

    Os movimentos de mastigação não são meramente mecânicos e voluntários. O sistema nervoso central coordena alguns músculos para que hajam da forma certa e, na proporção certa para obter-se o efeito, tensão e outros aspectos desejados, promovendo assim uma melhor quebra das partículas grandes. O desenvolver da mastigação, inclusive, deve-se ao desenvolver também de funções do sistema nervoso central. Assim, o aprendizado da mesma, gera-se principalmente pelo núcleo caudado, estimulando assim o tálamo, nos núcleos da base.

    A língua é um órgão secundário que ajuda a movimentar o alimento dentro da boca, formando um bolo que será deglutido. Para isso, a saliva também é lançada, afim de, entre outras funções, umedecer e mesclar com a mesma e facilitar a movimentação do bolo, assim como, através de sua mistura, propiciar um melhor contato enzimático com o bolo alimentar.

    O fato é que sempre ouvimos falar sobre a mastigação. Mas afinal, será mesmo tão importante a fim de prejudicar ou otimizar os ganhos e objetivos? Sim, sem sombra de dúvidas e conheceremos alguns dos porquês adiante:

    1- Melhor contato enzimático

    Graças a Natureza, possuímos enzimas. Enzimas são proteínas com determinada função, normalmente biológica, capazes de acelerar e/ou possibilitar reações químicas as quais ou demorariam MUITO (e pense no MUITO COMO SENDO MUITO MESMO) ou, simplesmente não aconteceriam. Em alguns casos, aconteceriam apenas por acaso e nem sempre da maneira adequada. Desta forma, essa classe especial de proteínas é extremamente importante em nosso corpo e em nosso metabolismo em geral.

    Sabe-se que, para a hidrólise de nutrientes e, para a metabolização destes e de outros, elas são FUNDAMENTAIS. Entretanto, agindo como uma “chave que se liga à fechadura” (sendo a fechadura onde ela agira, ou seja, o substrato), ela necessita desse contato, para ter efetividade. Esse contato (físico) é possibilitado, na medida em que, quanto mais superfície houver, melhor poderá ser seu trabalho. Analogicamente é como se, tentássemos abrir uma porta, colocando a chave na fechadura pela metade ou, colocando-a por inteiro. Qual será que obteria mais efetividade? Obviamente, no segundo caso.

    Com a mastigação, transformamos macropárticulas em micropartículas, fazendo a superfície do alimento maior e possibilitando assim, uma melhora na ação enzimática. Isso será conveniente não tão somente para as enzimas presentes na boca, mas, para as decorrentes enzimas presentes no trato gastrointestinal.

    Sendo a hidrólise ou a ação enzimática indispensáveis para esses nutrientes, o que podemos esperar? Para quem pensou, um melhor aproveitamento de nutrientes, acertou!

    Por fim, lembre-se também que, uma má absorção de nutrientes (sejam eles, carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais) que podem ser perdidos, pela falta de contato enzimático, podem prejudicar largamente os resultados. Fique atento!

    Foto mastigação de uma maça

    2- A maioria das reações acontece em meio aquoso

    Verdade seja dita: nem todas as reações, de fato ocorrem em maior aquoso, mas, a maioria delas SIM! Dessa forma, durante a mastigação e a salivação, possibilitamos um melhor contato enzimático e uma melhora nas reações, visto que, umedecemos o alimento, tornando-o não só mais maleável, mas possibilitando um deslocamento melhor das enzimas nele.

    Cupom de Desconto DDM

    Esse bolo umedecido, inclusive, irá ter interferências positivas em todo trato gastrointestinal.

    3- Saciedade

    A saciedade vem sendo estudada de acordo com várias diretrizes, envolvendo desde aspectos físicos, como a produção hormonal, a liberação de algumas substâncias, até fatores psicológicos. Sabe-se que, a mastigação pode auxiliar tanto em aspectos físicos quanto em aspectos psicológicos a promover essa saciedade durante a alimentação e/ou fazê-la ser prolongada.

    Isso acontece, pois, hormônios ligados à saciedade, normalmente são produzidos após 15-20 minutos de refeição, sendo assim, teremos de contar com esse tempo, adicionado ao tempo o qual demora para a sua efetiva ação. Além disso, a saciedade pode advir, na medida em que, com uma boa mastigação, propiciamos ao corpo saborear o alimento, distinguir seus aspectos, muitas vezes tornando dispensável uma repetição para “sentir a mesma sensação”. Algumas referências nos mostram que, a cada garfada a ingestão calórica pode ser reduzida em até 12%, representando assim uma ótima alternativa para o auxílio à redução da gordura corpórea.

    Não há necessidade de mastigar como uma lesma, atrasando toda uma refeição, mas, mantenha um ritmo sem pressa. Procure realizar a refeição adequadamente.

    4- Aumento e/ou surgimento de Refluxo de alimentos

    Mastigar corretamente pode auxiliar a diminuir as chances ou, diminuir os refluxos, propriamente ditos. Estes, podem ocorrer normalmente, pelo estômago “não aguentar” a carga de alimentos que chegam em densidades e pedaços grandes, tentando, assim os expelir. Como uma segunda tentativa, inclusive, a maior produção de ácidos no estômago, para tentar diminuir a densidade dos pedaços, é bastante solicitada, fazendo com que isso possa gerar transtornos como a azia, além do refluxo também.

    Para se ter noção, pessoas que mastigam incorretamente ou rápido demais, podem ter até três vezes mais chances de obter úlcera ou gastrite, o que pode simplesmente ACABAR com a vontade de comer, gerar dores intensas, agudas ou crônicas, causar vômitos e até mesmo, em casos extremos levar ao óbito. Portanto, MUITO CUIDADO!

    5- Aumento da Flatulência

    Quando comemos muito rapidamente, a tendência natural é que com o alimento, ingiramos também quantidades de ar, as quais, obviamente irão para o sistema gastrointestinal. Desta forma, só existem duas saídas para esse ar: Boca e ânus, mas, normalmente, a mais comum será a segunda opção. Flatulências além de desagradáveis, podem fazer com que hajam dores abdominais e/ou desconfortos os quais certamente implicarão negativamente em esportistas ou não. Gases ainda, podem causar dilatação do aparelho gástrico, gerando um aspecto visivelmente ruim.

    Para o praticante de musculação que está em offseason, sentir-se empanturrado pode ser uma das piores sensações existentes. Assim, evitando essa sensação, é possível alimentar-se mais corretamente, tendo por conseguinte, a possibilidade de evitar shakes e afins, que podem começar a tornar-se não tão convenientes quando utilizados em excesso para evitar essa sensação de estufamento.

    6- Saúde buco-maxilar e dos dentes

    Entre outros aspectos, não necessariamente ligados à digestão e absorção de nutrientes, está a saúde buco-maxilar, a qual deve ser, com o passar do desenvolver fortalecida, principalmente na região da ATM conforme ocorre os movimentos mastigatórios. Isso, além do tônus muscular, fará com que distúrbios bucais e/ou articulares não ocorram com facilidade. Lembre-se que sua boca é indispensável para a alimentação adequada e, portanto, dependemos disso para obter bons resultados.

    Os dentes também são estimulados nesse processo, auxiliando seu fortalecimento.

    Importância da mastigação tranquila durante as refeições

    Dicas para uma boa mastigação:

    – Procure ao máximo se alimentar em locais calmos e bastante tranquilos. Isso irá fazer com que você tenha mais tempo e menos agitação na hora de comer;
    – Se possível, procure tentar mudar o tamanho do seu garfo, para o garfo de sobremesa. Isso fazer com que você coloque menos alimento em sua boca, o que facilitará a mastigação;
    – Tente comer sem conversar com ninguém. Além de te deixar menos agitado, irá correr menores risco da ingestão de ar, trazendo outros problemas, como gases e etc;
    – Ao mastigar, tenha o habito de colocar os talhes ao lado do prato. Isso irá facilitar para que você não coloque mais alimento na boca enquanto ainda esta mastigando;
    – Tente ao máximo na mastigação sentir a textura do alimento, o sabor, temperatura, o cheio. Sempre lembre, que o prazer esta dentro da boca, ou seja, enquanto mastigamos;
    – Mastigue sempre dos dois lados da boca;
    – Mastigue lentamente, triturando bem os alimentos, até que eles se “dissolvam”. Não existe um numero ideal de mastigação, pois cada alimento tem sua forma diferente.

    Conclusão:

    A mastigação pode ter bastante influencia indireta nos ganhos obtidos pelo praticante de musculação, por isso é sempre válido estar atento aos fatores indiretos ligado ao nosso esporte, assim sempre entendendo-os e nos destacando dos demais.

    Às vezes pensamos que a musculação é um esporte o qual limita-se apenas a erguer pesos, alimentar-se e descansar. Entretanto, inúmeros são os aspectos que regem não só os protocolos de musculação, mas, principalmente os resultados obtidos a partir deles, de acordo com as mínimas diferenças que são obtidas dia-a-dia. É importante observar cada um desse aspectos com o máximo de precisão a fim de sempre incrementar benefícios e, diminuir ao máximo quaisquer riscos de malefícios.

    Seu corpo é complexo e, certamente, os processos que o regem também. Portanto, procure sempre conhecer e adequar cada um desses aspectos às suas necessidades individuais e a sua individualidade fisiobiológica.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon



    /* */