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    A técnica do “roubo” na musculação

    Aprenda o que é o "roubo" na musculação, as diferentes modalidades de roubo e técnicas para que você possa realizar um "roubo" eficaz e seguro.

    Quando iniciamos no mundo da musculação, normalmente, leva-se algum tempo para que você comece a entender a biomecânica dos exercícios e para que possa executá-los de maneira correta. Então nesse tempo de adaptação, acabamos por executar, por diversas vezes, o exercício de forma errada. Passada a nossa adaptação, continuamos a ver que pessoas mais experientes também executam o exercício de forma errada e ficamos a nos perguntar: qual motivo da pessoa saber o correto, mas fazer o errado?

    Arnold roubando no exercício de rosca alternada

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    E eu respondo a vocês, o motivo disso se chama “roubo” ou “técnicas de roubo”. Essa pessoa esta executando de maneira incorreta, para que ela possa estar “roubando” e colocando uma carga além daquela que ela conseguiria suportar e assim fazer o exercício com um peso maior. Mas afinal, o roubo pode ser considerado como uma técnica ou seria essa apenas mais uma desculpa para não corrigir seus próprios erros de movimentos?

    roubo não pode ser qualificado como algo totalmente correto nem totalmente errado. Isso dependerá de quem, como, quando e de que formas ele será feito. Portanto, passaremos a dividir o roubo como um todo em três categorias básicas.

    O roubo inexperiente

    O roubo pode primariamente ser desenrolar por inexperiência de um indivíduo, justamente por sua falta de entendimento no assunto ou simplesmente por alguma orientação inadequada de algum “bom técnico”, que é o que observamos na maioria dos casos nos ginásios de musculação.

    Esse tipo de roubo, normalmente, pode ser perigoso por fatores, como a inabilidade de livrar-se de acidentes (jogar a barra para trás num agachamento, travar-se no supino etc), a imaturidade muscular, ou seja, tendões, articulações, ligamentos e outras tantas estruturas não devidamente consolidadas e/ ou fortalecidas, rompimentos musculares e outros tantos. Neste tipo de caso não há muito o que se fazer, mas vale sempre ressaltar em primeiro lugar o cuidado e em segundo lugar a necessidade de correta orientação e acompanhamento.

    O roubo pelo ego

    Como o próprio título sugere, o roubo que é realizado por indivíduos que treinam o ego ao invés dos músculos, do corpo e da mente, representa a maior quantidade de roubos dentro dos diferentes ginásios de musculação. Esses indivíduos passam a tentar executar movimentos com elevada e consequentemente, por não aguentarem, executar de maneira totalmente errada e prejudicial. Se eles fossem executar corretamente o exercício com a mesma carga, não conseguiriam passar de um ou dois movimentos.

    O roubo pelo ego pode ser considerado o mais perigoso de todos e o mais propenso à lesões (que podem inclusive ser irreversíveis), pois além dos fatos já citados no item anterior ainda contamos com essa elevada carga a qual, obviamente um iniciante, por mais mal orientado que seja, não seria submetido. Devemos ainda, saber que quanto maior a carga em um movimento incorreto, mais incorreto ele tenderá a ser, representando um gravíssimo problema.

    Para construir músculos fortes, densos e realmente grandes, os bons fisiculturistas procuram trabalhar com cargas as quais os possibilite executar os exercícios em boa forma, pelo menos em sua grande maioria.

    Normalmente quando vemos algum tipo de vídeo ou algo dessa natureza com grandes demonstrativos de força, roubo e outros, na verdade estamos visualizando um marketing o qual na maioria dos casos é feito. E não é por acaso que grandes nomes como o do atual treinador Charles Glass (diga-se de passagem, é fantástico), Milos Sarcev, nosso baixinho Lee Priest, o grande e imortal Dorian Yates e seu mentor Mike Mentzer, pregam sempre uma boa forma de execução.

    Portanto, deixe um pouco o ego de lado e vá treinar os músculos já!

    O real e eficaz roubo

    Traçamos anteriormente duas diretrizes erradas de treinamentos relacionados ao roubo, roubos ineficazes e prejudiciais ao corpo. Entretanto, a técnica do roubo pode ser algo conveniente para atletas, em primeiro lugar, experientes, promovendo um ímpar desenvolvimento o qual muitas vezes não é apresentado ou alcançado com o treinamento tipicamente correto. Entretanto, essa é uma das técnicas mais perigosas presentes na prática da musculação e que somente deve ser feita quando se realmente sabe o que está se fazendo.

    O que podemos primeiramente reparar nos atletas que realizam essa técnica, além da vasta experiência? Obviamente, corpos estruturalmente projetados e treinados para suportar tal técnica. Assim, ter experiência não é simplesmente o que basta para um bom atleta realizar de forma eficaz o roubo, mas respeitar suas capacidades e limitações físicas é condição fundamental também para o sucesso do chamado roubo.

    Arnold roubando na rosca alternada (foto de costa)

    Observemos, por exemplo, exercícios realizados por dois grandes atletas, sendo eles o grande Ronnie Coleman e seu adversário direto durante anos Jay Cutler: Ambos possuem estruturas densas, grandes, fortes e possuem uma característica de treinamento em comum: Treinam explosivamente em grande potência. Repetições explosivas, rápidas, contínuas e com grande carga, ou seja, um altíssimo trabalho em um curto espaçamento de tempo (leia-se muita carga, muitas repetições nas séries, a grosso modo).

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    O que permite esses atletas realizarem essas “façanhas”? Se nós, meros mortais, tentássemos executar algo dessa natureza, certamente nos lesionaríamos? Será que apenas a condição física desses atletas é o fator limitante para isso? Não, certamente não, pois se assim fosse, apenas pessoas com tais estruturas seriam propícias para a técnica. Obviamente, quando falo que estrutura é fundamental, me refiro a CAPACIDADE INDIVIDUAL de cada um e não necessariamente a um determinado tamanho muscular X ou Y. Esse é o mesmo exemplo de quando citamos a famosa “carga máxima”, algo individual para cada pessoa frente às suas máximas capacidades.

    O que, na grande realidade faz esse atletas capazes de realizar os roubos são as formas como eles são executados. Por exemplo: Imagine a rosca alternada sendo executada de forma perfeita. Joelhos semiflexionados levemente, coluna pouco ou nada arqueada, controle da fase excêntrica do movimento e todos os princípios biomecânicos do movimento respeitados. Agora imagine um indivíduo o qual está realizando rosca alternada com uma carga a qual não consegue suportar. Sua coluna será arqueada, seus deltoides executarão enorme trabalho, sua região lombar penderá para os lados, o controle na fase excêntrica do movimento será mínimo, os trancos evidentes e o trabalho por si só será pífio. Agora imagine um profissional, como o próprio Jay Cutler, realizando o mesmo exercício. Perceba que, apesar de movimentar a coluna, o arco é bem menor, a sinergia do corpo interage em um sistema de movimentos contínuo, o qual diminui grandemente o impacto articular, há um melhor controle na fase excêntrica do movimento e, portanto, possibilitamos um trabalho com maior carga, gerando um estímulo maior a fim da progressão de nível.

    Técnicas de roubos para praticantes de musculação

    Como dito, o roubo evidencialmente é uma forma de progredir de nível. Mas, somente com o roubo de movimentos, que é recomendado para atletas de altíssimo nível, é que possibilitamos isso? Não, certamente existem outras técnicas as quais podem ser consideradas como “roubos”, mas que na verdade são grandes técnicas e que muitas vezes podem ser usadas por indivíduos em fase média de experiência. E podemos brevemente tecer um comentário sobre alguns deles:

    Boards, madeiras, bancos, pranchas e afins: Muito utilizados, principalmente em esportes de força máxima como o powerlfting, esses equipamentos podem ser usados nos supinos, levantamentos terras, agachamentos e outros exercícios. Podemos considerá-los como “roubo”, uma vez que o movimento é executado não de forma completa, mas até um limite estabelecido pelo equipamento a ser utilizado. Um bom exemplo, pode ser tido em tais referências de vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=9ICtXp-IlZE ou http://www.youtube.com/watch?v=PsN3RS-Mg3E.

    Esses equipamentos ainda, podem ser úteis para atletas ou indivíduos os quais estão se restabelecendo de algum tipo de lesão, uma vez que, poupando a movimentação completa podem promover melhor segurança ou até mesmo impedir que o indivíduo não ultrapasse algum limite o qual possa ser prejudicial à sua lesão.

    É importante lembrar que muitos desses equipamentos não existem para vendas já fabricados e normalmente são feitos nas próprias academias. Dessa forma, faz-se necessário uma vasta avaliação sobre as condições dos mesmos.

    Movimentação parcial: A movimentação parcial, como o nome sugere, é um movimento o qual não é executado por completo. Entretanto, movimento não executado por completo APÓS A FALHA MUSCULAR. Jamais deve ser confundido com movimentos que não acontecem por condições, sejam elas biomecânicas de um indivíduo ou por excesso de carga, prejudicando a boa forma de execução.

    Os movimentos parciais eram muito defendidos por atletas como Mike Mentzer e o próprio Dorian Yates. Esses atletas acreditavam que a falha máxima obtida com perfeita execução era o mínimo a ser feito no treinamento. Mas, bem observando-os percebemos que esses eram atletas que CHEGAVAM realmente ao seu limite máximo, a exaustão máxima, portanto, por vezes consideravam movimentos incompletos como forma de estimular os músculos.

    Um bom exemplo, pode ser a elevação lateral com halteres sentado. O indivíduo eleva lateralmente os braços (abdução) até mais ou menos a altura da clavícula. Por conseguinte, ocorre a fase excêntrica do movimento após a concêntrica. Porém, ao chegar em seu limite máximo de solicitação dos músculos menores em questão no movimento, alguns ainda, maiores, poderão ser parcialmente ativados. Desta forma, se passa a executar alguns pequenos movimentos pela metade (movimentos esses de abdução, claro!).

    Os movimentos parciais devem respeitar as condições de cada indivíduo e não devem ser usados em exercícios que apresentam alto risco como o agachamento livre ou o supino reto.

    Movimentos ajudados/forçados: Após a falha concêntrica de determinado movimento, com auxílio de um parceiro de treino ou com o próprio auxílio, no caso de alguns exercícios unilaterais, pode-se realizar uma pequena ajuda para alguns movimentos os quais valorizam a fase excêntrica do movimento ou auxiliam a exaustão máxima da fase concêntrica.

    Entretanto, um dos maiores erros são os relacionados a indivíduos que acabam por ajudar demais ou por indivíduos que acabam por depender demais da ajuda de seu companheiro. É importantíssimo que o parceiro de treino saiba ajudar o quanto precisar e nada mais do que isso, do contrário passam-se a realizar trabalhos extremamente submáximos e ineficazes.

    Dorian Yates recebendo ajuda durante o treino

    Conclusão:

    Como podemos observar, as técnicas de roubos são muito mais amplas do que imaginamos e muito mais precisa do que alguns acreditam ser.

    É importante sempre pensar em condições que possam ser adaptáveis exclusivamente à você, sem usar diretrizes alheias como referência fundamental, afinal, contamos com a individualidade biológica, que é fundamental não só nos treinamentos, mas EM TUDO!

    Portanto, atente-se a movimentos, a quando usá-los e principalmente SEMPRE busque orientações adequadas para superar seus limites.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)

    Um Comentário

    1. thiago manoel 6 anos atrás


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