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    Alguns fatores negativos e limites de uma dieta sem restrições

    Fazer dieta para muitos significa um grande tormento, pois isso remete diretamente a restrições alimentares as quais a pessoa definitivamente não tem a mínima vontade de fazer. Para a grande parcela da população, cortar doces (sorvetes, chocolates, tortas, bolos, biscoitos etc), refrigerantes, lanches industrializados, excesso de massas (pizza, lasanha etc) ou mesmo a cervejinha aos finais de semana, parece um grande suplício e algo impossível de ser feito por muito tempo.

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    Diante dessas dificuldades, entretanto, começaram a surgir formas de “burlar” esses contratempos, colocando em discussão as tais dietas diversificadas e maleáveis, ou seja, formas de “nutrir-se” adequadamente sem grandes restrições. Muito disso, inclusive ficou conhecido como a “reeducação alimentar”, ou aquele famoso “comer de tudo um pouco”… E, verdade seja dita que isso certamente seria algo muito viável, mas que na prática não passa de uma utopia. Mas, por que utopia? Estaríamos nós restritos ao final da vida comendo apenas os mesmos alimentos todos os dias dentro de um protocolo dietético? Entenderemos a seguir…

    As dietas sem restrições

    O que podemos dizer quando temos de fazer algo forçado e contra a nossa vontade, mas que por obrigação temos de fazer? Certamente, essa não é uma sensação muito boa… É como ter de acordar aos domingos às seis da manhã para ir trabalhar do outro lado de sua cidade em um dia de garoa e bastante frio…

    Diante disso, para que se tornasse mais fácil seguir certos planos alimentares, visto que eles hoje são mais do que mero luxo, são necessidades, pelas atuais condições da população mundial, muitos penderam a favor de educar a pessoa a comer bem novamente, sem grandes provações, mas respeitando alguns pareceres… Seria tudo um mar de rosas ou um conto de fadas… Imagine poder comer tudo o que gosta e aprender a se controlar diante disso… Porém, nem sempre isso é viável na prática se analisarmos alguns pontos críticos. E, não estamos falando nem mesmo de pessoas que buscam corpos exímios ou que desejam estar no âmbito competitivo, mas mesmo para pessoas que buscam apenas a eutrofia.

    Entre esses fatores que interferem negativamente, podemos considerar principalmente os abaixo descritos:

    – Hábitos: É impossível não falar de hábitos quando o assunto é a forma com que um indivíduo se alimenta. Cada qual, possui sua própria forma de se alimentar, de acordo com as condições financeiras, preferências, cultura, disponibilidade (de tempo e alimento) entre outros tantos fatores. Para consolidar um hábito, devemos praticar uma mesma ação por cerca de pelo menos 18 dias seguidos, ou seja, sem interrupções.

    Quando queremos nos abster de algum tipo de coisa, não convém fazer aquela coisa de vez em quando, mas sim, por um período, pelo menos, NÃO fazê-la. É óbvio que muitos acharão isso extremo, mas não é! Desconheço pessoas que tenham conseguido bons resultados sem antes um pequeno período de sofrimento. Do contrário, as que se permitem realizar a ação a qual desejam excluir de sua rotina “de vez em quando” para ir desacostumando, costumam não ter resultados duradouros nem tampouco significativos.

    Antes de mais nada, quando consolidamos um hábito, ficará muito mais fácil mantê-lo em nosso dia a dia sem sofrimento. Logo, veremos que o que tínhamos dificuldade em excluir, já não faz mais falta. E esse é um dos problema das dietas sem restrição: Ficar protelando por algo que DEVE SER FEITO!

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    – Nem todos sabem ser flexíveis: O que é uma dieta equilibrada para você? Talvez uma dieta onde você coma pequenas porções em seus olhos, realize frequentes refeições sem açúcares simples, excesso de carboidratos ou excesso de lipídios, coma bastante verduras e legumes etc não é? Porém, o que é flexível para você pode não ser necessariamente algo bom. Há muitas pessoas que consideram comer 2kg de alimentos altamente glicídios em uma única refeição, outros consideram 2 colheres de arroz uma porção muito grande, tendo então, carências nutricionais.

    Sem parâmetros a serem seguidos, fica muito difícil estabelecer o que é “flexível”… É o mesmo quando questiono o não uso de balanças em dietas: Uma colher de sopa para um, pode ser uma colher de sopa em sua medida padrão, já para outro, com olhos maiores, pode ser uma quantia maior, com aquele “montinho” por cima da colher… Ou seja, não existe um “termo médio” entre as pessoas e é por isso que essa flexibilidade é muito digna de julgamentos.

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    – O diversificado nem sempre é o que melhor gerará resultados: Convenientemente, sabe-se que quanto maior é a diversificação alimentar da pessoa, maior sua chance de não sofrer carências nutricionais. Porém, há pessoas que abusam, fazendo muitas “misturebas” em uma só refeição, com a desculpa de “diversidade”. Quer um exemplo? Imagine um desjejum para uma pessoa que treinará em seguida. Então, ela decide comer, 2 fatias de pão integral, 2 de peito de peru, 2 de mussarela, 1 copo de leite com achocolatado, um pote de frutas com aveia e iogurte e farinha de chia. Para completar, bebe seu “chá detox”. Ok… Só nessa refeição, temos 4 fontes de proteínas (queijo, peru, leite e iogurte) – isso, sem contar os carboidratos e lipídios dos lácteos -, 4 fontes de carboidratos (achocolatado, aveia, pão e frutas) e, para completar um pouco de chia, rica em lipídios. Imagine a mistureba e a dificuldade de digestão do organismo e também de assimilação de tantos nutrientes…

    Agora, imagine se essa pessoa não optasse pela “diversificação” e então decidisse comer um belo mingau de aveia acompanhado de bananas e um shake de proteína ou a própria proteína misturada no mingau… Certamente, a digestão seria muito melhor e o treinamento seria interferido beneficamente.

    Então, pense que apesar de ampla nossa alimentação, ela deve obedecer alguns limites:

    – Supercompensação: A lei da supercompensação é básica e segue mais ou menos o seguinte princípio: quando fizer algo a menos, faça depois a mais, e quando fizer a mais, faça a menos depois… E você pode observar isso com a clássica desculpa da menina que comeu muito no domingo a noite e decide passar horas na academia na segunda-feira, tentando compensar algo… Na realidade, de fato essa pessoa consegue compensar o saldo energético, porém lembremos que esse não é o único aspecto relacionado com a boa forma. Durante esse excesso de exercícios, teremos a liberação de hormônios catabólicos, teremos um acúmulo excessivo de ácido lático, teremos um aumento considerável de acidez sanguínea, prejudicaremos nossa recuperação, e não atingiremos nossos objetivos.

    Da mesma forma, supercompensar com a alimentação não é viável. Muitos passam um bom tempo sem se alimentar, para supercompensarem em alguma ocasião ou supercompensam em uma ocasião e depois entram em uma abstinência extremamente prejudicial.

    É importante que saibamos que o corpo não funciona como uma conta bancária com cheque especial, onde quando se está devendo, paga-se a mais e obtém-se o saldo. O equilíbrio e a continuidade, além de manutenção dos processos todos, incluindo os físicos, os nutricionais e os de descanso são sempre as melhores opções a serem seguidas.

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    – Interação negativa entre nutrientes: Voltemos ao caso de alguém que adora fazer misturas em uma só refeição. Ou, para sermos breves, utilizemos o exemplo do tópico já supracitado sobre a diversificação alimentar. Você acha que, com todos os nutrientes ingeridos na primeira refeição, a pessoa terá uma boa qualidade nutricional? Pode até ser que sim, mas é importante perceber que vão ocorrer diversas interações negativas com essas misturas. Parte do ferro ingerido será suprimido pela ingestão de cálcio nos receptores de minerais catiônicos bivalentes, as os aminoácidos podem ter interações e competitividades entre si, entre outros. Quanto menos misturas você fizer, então melhor será!

    – Encarecimento da dieta: A situação da maioria dos brasileiros já anda defasada e, muitos, inclusive, julgam esse o primeiro motivo por não seguirem uma dieta. A verdade é que, além de desculpas furadas, essas pessoas ainda creem que será muito caro comparar todos aqueles alimentos “FIT”. Porém, é óbvio que o valor desprendido para tanta firulagem é relativamente alto. Manter uma dieta simples, porém nutritiva não é algo caro e, por hora mais barato do que se alimentar “normalmente”… Faça o teste! Foque em alimentos como o arroz, carnes e frango, alguns ovos e uma ou duas fontes diferentes de lipídios. Isso será mais eficaz e mais barato do que pero de peru, iogurte, queijo, linhaça, chia ou seja lá o que for…

    Conclusão:

    Portanto, diante disso, podemos entender uma dieta diversificada como sendo fundamental para manutenção dos processos naturais do corpo. Apesar disso, muitas pessoas ainda insistem em “diversificar” demais a dieta, principalmente em uma só refeição, tendo por consequência um mau aproveitamento daqueles alimentos.

    Assim, passe a entender dieta diversificada como aquela que fornece praticamente todos os nutrientes que você individualmente precisa, bem como as dosagens.

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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