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    A biomecânica de maneira conveniente ao praticante de musculação

    A biomecânica do corpo pode ser uma boa estratégia para quem busca novos estímulos ao músculo

    Correr, pular, dançar, andar, nadar, levantar o braço, mover a cabeça, agachar, flexionar as pernas… Esses inúmeros movimentos, primários ou não são só alguns exemplos dos inúmeros e quase que infinitos movimentos que realizamos em nosso dia-a-dia, sejam eles implícitos desde o ventre materno, até os mais complexos aprendidos durante toda a vida. Desta maneira, o movimento é algo presente e inevitável na vida e é uma das PRINCIPAIS diferenciações entre os seres animados e inanimados.

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    Desmembrando a palavra “biomecânica”, encontraremos o prefixo derivado do grego “bio” que significa vida e o sufixo “mecânica” que é o ramo físico responsável pela análise dos diferentes tipos de movimentos, variações de energia e forças atuantes sobre um determinado corpo ou sobre mais de um corpo. Portanto, podemos de maneira singela definir a “biomecânica” como sendo o ramo que estuda os movimentos dos seres vivos e, dentro deste ramo, ainda podemos encontrar inúmeras subdivisões, mas, ao que nos interessa no presente momento é conhecer algumas das aplicabilidades da biomecânica para o praticante de musculação.

    Quando falamos de musculação ou da movimentação da musculatura, fica impossível não acentuar o pensamento sobre as diferentes formas em que esses movimentos podem acontecer. Aliás, as possibilidades de tipos, forças, resultantes e outras variantes relacionadas ao movimento pode, no meu singelo conceito, ser tido como infinitos, visto que, se por algum motivo pudéssemos conseguir pessoas anatomicamente idênticas, mesmo assim, haveriam diferentes formas de execução desses movimentos, seja com fatores relacionados a força aplicada, velocidade, variação de energia entre muitas outras. Logo, se a musculação é baseada nos diferentes movimentos que podem ocorrer através do trabalho dos músculos e das estruturas coadjuvantes a ele como tendões, ligamentos e os próprios ossos, podemos aliar o estudo da biomecânica e, claro, aplicá-lo na prática cada vez mais de maneira favorável ao nosso desenvolvimento, resultando em formas diferentes de obter bons resultados.

    Para entendermos bem o quão importante pode ser a utilização da biomecânica, seja para o praticante de musculação nível iniciante, para o atleta em nível intermediário, ou até mesmo para o atleta de elite, começaremos então exemplificando como pode ser importante aliá-la a estes.

    Imagine então o primeiro caso. A primeira coisa na qual devemos nos preocupar não é necessariamente em dificultar o movimento para ele, mas sim, facilitar, até que o mesmo comece a entender um pouco de sua própria concepção corpórea e, acima disso comece a desenvolver suas estruturas físicas (músculos, ligamentos mais fortes etc) e aprimorar as neuromotoras (coordenação motora, equilíbrio etc) para continuar seu progresso. Portanto, exercícios básicos e de dificuldade baixa/média podem ser os mais indicados. Pode-se usar como exemplo não roscas cruz na polia alta para os bíceps, mas, rosca direta com barra reta. Não extensões de tríceps coice, mas sim, no pulley com corda. Não supino reto livre, mas, talvez no Smith ou até mesmo em alguma máquina de pressão de peitorais (chest press machine). Do contrário, certamente teremos um trabalho extremamente submáximo (o que já acontece muitas vezes nestes casos) e um progresso ainda mais lento. Isso, sem contar que se não dermos a devida atenção as condições de execução do movimento realizado pelo indivíduo, o risco de lesão pode ser alto também.

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    Agora, imagine que, no segundo caso, o indivíduo queira simplesmente estimular a sua musculatura de maneira diferente, buscando melhores ganhos. Então, que tal passarmos da rosca alternada para bíceps, para rosca simultânea com o banco em 45º? A simples angulação e o simples fato de não termos um roubo (por mínimo que seja) com o tronco já fazem o exercício se tornar incrivelmente mais difícil e isso pode ser conveniente em alguns momentos.

    Por fim, imaginemos o último caso, em um atleta de elite, no qual, um determinado exercício se tornou fácil para o que ele deseja e com limitação de carga (principalmente nas academias brasileiras que não costumam, por exemplo, ter halteres muito pesados). Neste caso, saber como utilizar a biomecânica pode ser mais do que valioso, buscando formas e mais formas (sempre não negligenciando a segurança e a funcionalidade de eficácia do exercício) é fundamental.

    Há algum tempo, particularmente, não estava mais conseguindo utilizar uma boa intensidade em elevações frontais. Por mais carga que eu colocasse no exercício, a instabilidade que os halteres causavam na fase excêntrica do movimento me faziam desequilibrar o corpo. Além disso, mais dois fatores me incomodavam muito na execução: O risco alto de lesão pela alta carga (e cheguei a quase romper o peitoral menor em uma sessão dessas) e também o desconforto respiratório pela tentativa de estabilizar o corpo. Pois bem, tudo pôde ser resolvido, optando por elevações frontais com o peito apoiado em um banco 45º, assim como fazemos no crucifixo inverso. O resultado é que de uma carga de 30-32kg em cada halter, passei para incríveis 12kg e, com uma dificuldade enorme. Fora o estímulo diferente, fazendo com que o músculo pudesse fugir de algumas adaptações de movimento e o sistema neuromuscular pudesse trabalhar de maneira nova também.

    Nem sempre quando buscamos o jeito mais fácil de executar um movimento, ele se torna mais eficaz. Aliás, uma coisa é um exercício executado de maneira confortável para articulações e estruturas do gênero, outra é a facilidade para execução, o que torna o exercício cada vez mais improdutivo. Assim, se pudermos trabalhar o músculo alvo de maneira a fazê-lo trabalhar o máximo sem a utilização mais de músculos auxiliares do que dele mesmo, então, certamente geraremos um estresse maior na região e, aliando uma boa alimentação com um descanso adequado, melhores serão os ganhos. E isso pode ou não ser feito, desde com a utilização de N equipamentos, até com a utilização de algum tipo de angulação diferente, sempre, claro, conhecendo o que se pode ou não fazer, afim de não prejudicar alguma estrutura de seu corpo.

    Além de todas essas, a biomecânica é importantíssima para que, desde o básico, até o avançado, possamos entender o funcionamento individual do nosso corpo e então ir adaptando exercício a exercício de acordo com as nossas necessidades. E é justamente por essa individualidade que, desacredito que exista propriamente uma forma errada ou certa de executar um movimento, mas sim, formas diferentes. Quer um exemplo claro? Quando você realizou (se realizou) o exercício de tríceps francês com as duas mãos ou extensão de tríceps testa, qual foi a primeira recomendação? Tentar manter os cotovelos fechados, não é mesmo? Acontece que algumas pessoas, biomecanicamente não conseguem fazer isso (assim como eu) e isso não quer dizer que abrir um pouco os cotovelos para conseguir um conforto melhor (e não uma facilidade) faça o movimento incorreto, principalmente se estivermos falando da utilização de cargas altas (vide Ronnie Coleman).

    Conclusão:

    Saber aliar a biomecânica ao exercício físico é fundamental para não deixar o corpo se adaptara estímulos sempre iguais, prevenir lesões e, principalmente executar novos e velhos movimentos da maneira mais correta possível. Por isso, dê a devida atenção a este ramo e jamais negligencie-o.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)

    3 Comentários

    1. Márcio Lucas 4 anos atrás
    2. Geovane 4 anos atrás
    3. Tonny Douglas 4 anos atrás


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