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    Aprenda 3 razões para inserir exercícios livres em sua rotina de treinos

    Conheça alguns motivos pelo quais você não deve excluir os exercícios livres de sua rotina de treinos, pois eles são muito importantes para qualquer objetivo.

    Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, as academias de musculação estão meio que abandonando o uso de exercícios livres, pois acusam que eles podem ser prejudiciais a quem não sabe executar corretamente. Cada vez mais vemos fichas de novos praticantes sendo feitas com exercícios baseados em máquinas. Porém seria esta uma verdade? Os exercícios livres serão mesmo extinguidos dos treinos de musculação?

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    Basicamente, foi possível o avanço de simples barras, halteres e outros pesos livres para máquinas cada vez mais complexas e que pudessem isolar determinados movimentos, fazendo com que o alvo fosse precisamente atingido. Entretanto, de maneira peculiar, vemos que nos dias atuais, apesar da retirada dos exercícios livres de muitas academias, aparentemente por razões teoricamente inconclusivas e irreais, a nova onda de maquinário de musculação cerca um ramo o qual chamamos de “free motion”, ou seja, maquinários que simulam a movimentação anatômica, natural e livre do corpo humano, mostrando certa contradição na busca frequente por máquinas isoladoras.

    Obviamente, as máquinas possuem algumas aplicações muito interessantes e benéficas, mas sem sombra de dúvidas também possuem limitações, principalmente fatores os quais não são atingidos quando comparadas com exercícios livres. Devido a isso, neste artigo, conheceremos algumas razões pelas quais você deve inserir exercícios livres em sua rotina, fugindo de movimentos restritos e dando liberdade ao seu corpo, fazendo com que os estímulos possam proporcionar novos e bons resultados a você.

    1- Coordenação intermotora X Coordenação intramotora

    Existem dois conceitos na musculação os quais são muito discutidos: A coordenação inermotora e a coordenação intramotora.

    A primeira remete a uma coordenação entre um músculo, em suas unidades motoras, quando são ativadas. Já a segunda, envolve aspectos relacionados com o conjunto dos músculos, ou seja, com a sinergia que um tem sobre o outro, assim como a influência que exercem negativamente ou positivamente em si. Ambos os conceitos podem ser associados com princípios de força e é justamente nesse princípio que ocorrem algumas discussões no meio científico. Isso se deve ao fato de que, antigamente, acreditava-se (e muitos ainda seguem essa linha) que os primeiros ganhos em um indivíduo aconteciam de maneira intramotora, ou seja, através da ativação das unidades, motoras, ganhava-se força e não é por acaso que tanto se utilizava máquinas isoladoras para essa finalidade. Entretanto, com o passar dos anos, percebeu-se que a coordenação intermotora era a que ocorria primeiro e que a força em si não poderia ser desenvolvida com plenitude caso não houvesse uma boa coordenação entre os músculos. Obviamente, se conseguimos ter uma perfeita inibição de dados músculos em dados movimentos, se conseguimos o auxílio de outros, a estabilidade de outros e assim por diante, conseguimos um movimento muito mais completo e, por hora eficaz também.

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    A coordenação intermotora é grandemente conseguida através de exercícios livres que possibilitam e necessitam de uma interação de diversos grupamentos musculares. Portanto, mesmo que você seja iniciante, exercícios básicos e, por hora livres, são sempre mais do que indicados e, talvez até mais indicados do que as máquinas.

    2- Concepção corpórea

    A concepção corpórea pode ser entendida como o indivíduo percebe seu corpo em determinados pontos, como no espaço, em suas condições fisiometabólicas etc. Ela é presente em maior evidência em alguns indivíduos e em outros, em menor evidência, porém todos tem algum tipo de concepção corpórea, por mais ou menos apurada que ela seja.

    Normalmente, a concepção corpórea é algo treinável e que podemos adquirir ao longo do tempo e ao longo dos nossos treinamentos. E, quanto mais precisos eles forem, então, mais conseguimos ganhar nesse ponto.

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    Exercícios livres proporcionam uma concepção corpórea muito boa. Por exemplo: Imagine que para a realização de um agachamento você utilize o hack machine. Apesar de ser um ótimo exercício, ele terá o apoio para suas costas, terá uma angulação na plataforma ideal, terá uma estabilidade nos pesos, não o fará ter de solicitar grandemente o core entre outros aspectos. Agora, imagine o agachamento realizado livre: Você terá de ter controle e equilíbrio sobre a barra, manter o core EXTREMAMENTE ativado, manter as pernas em posição correta, deverá ter atenção para a movimentação do quadril, para a posição da cabeça e, pasme até mesmo do olhar. Sem sombra de dúvidas, toda essa necessidade de estabilização faz o corpo trabalhar em um conjunto único, ganhando muito em aspectos não tão somente musculares, mas ainda, neuromusculares, que são fundamentais. Isso significa, basicamente, que você irá adquirir melhor qualidade na hora de fazer com que os músculos trabalhem simultaneamente, sabendo controlar cada um deles e, por conseguinte, fazendo com que cada um deles possa ter sua aplicação de fato exercida durante o movimento. Isso é importante em quaisquer exercícios e, inclusive, irá contribuir na hora que você utilizar máquinas, para não perder as concepções de contrações musculares exercidas durante os exercícios livres.

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    Então, é possível perceber como exercícios livres, comparados aos exercícios em máquinas possuem particularidades que requerem e, de fato recrutam muito mais a sua concepção corpórea, não é mesmo?

    3- Os exercícios livres possibilitam um aumento maior e força geral

    Falar em força para um bodybuilder não é necessariamente chamar sua atenção. Apesar de trabalhar com exercícios resistidos, os bodybuilders não visam o levantamento da máxima quantidade de peso, mas sim, o levantamento de cargas as quais possibilitam o máximo de falha muscular, ou seja, a máxima exaustão de seu músculo.

    Entretanto, é inegável que a força esteja intimamente associada com os exercícios de resistidos e, mais do que aspectos unicamente fisiológicos, a força está envolvida com aspectos funcionais também. Em via de regra, se conseguimos o máximo de exaustão do músculo, mas, com cargas elevadas, maior será o estresse muscular, por questões óbvias. Além disso, a força é ligada com aspectos funcionais da realização de movimentos, bem como no próprio dia-a-dia.

    Ter força auxilia o bodybuilder, inclusive a ter uma maior resistência contra a carga (lembrando este ser o seu objetivo principal) fazendo com que ele possa ativar o máximo de suas unidades motoras.

    Os exercícios isoladores por sua vez, diferente dos exercícios livres, até aumentam a força, mas trabalham a musculatura de maneira muito mais isolada. Assim, exercícios livres possibilitam um trabalho conjunto o qual faz com que a força aumente no geral. Pela ação de diversos músculos (desde os sinergistas, aos estabilizadores) esse recrutamento conjunto é extremamente potente, fazendo com que ele seja mais eficaz no ganho geral de força.

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    Por fim, a força ainda, está ligada GRANDEMENTE com aspectos neuromusculares, ou seja, sem o seu desenvolvimento adequado, pouco serão os ganhos obtidos. Ter força vai além do que desenvolver unicamente o músculo em si.

    Portanto, para aumentar a força, propriamente dito, opte por exercícios livres e, certamente, você conquistará esse objetivo.

    Conclusão:

    De maneira geral, não podemos descartar a importância dos exercícios em máquinas, principalmente em casos específicos onde se necessita um trabalho preciso, isolado ou mesmo preventivo em alguns pontos. Entretanto, esses exercícios deveriam ser usados em uma mescla e um complemento aos exercícios livres e jamais como “aprendizado de movimento” ou tampouco como únicos na musculação. Apesar de cada vez mais os exercícios livres estarem sendo excluídos da maioria das academias (por comodismo e inadequação de muitos profissionais), eles possuem vantagens únicas que devem ser entendidas e buscadas através de sua realização.

    Os exercícios livres, entre outros benefícios podem aumentar a qualidade de questões as quais as máquinas não incapazes de fazer.

    Portanto, lembre-se de princípios básicos e, lembre-se que quanto mais seu corpo for recrutado, não só fisicamente, mas, em quesitos neuromusculares, melhores serão seus resultados.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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