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    Boa execução dos exercícios: Biomecânica natural X Execução correta

    Descubra como funciona a execução correta e a biomecânica natural individual, para que você possa fazer os exercícios com menos chances de lesões e mais chances de sucesso!

    Você, em algum momento já deve ter sido alertado que estava realizando um exercício incorretamente ou que poderia atingir melhor eficiência nele fazendo-o de outra forma, não é? Isso se deve ao fato de que existem padrões estabelecidos através de estudos que visam otimizar um treinamento (seja ele de qual modalidade for, inclusive da musculação), evitando também prejuízos. Mas, seria isso aplicável a todo e qualquer momento mais ainda, para todo e qualquer indivíduo?

    Biomecânica natural X Execução correta

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    Biomecânica

    Decompondo o nome “biomecânica” em “Bio”, que significa “vivo” ou “vida”, e “mecânica” que vem de “movimento”, podemos a definir como sendo o movimento de algo vivo, movimento de tudo que tem vida. Assim, é possível estudar a biomecânica de alguém que está em qualquer tipo de movimento, independente de qual seja ele.

    Falar de biomecânica é adentrar em um meio muito complexo e, apesar de bastante estudado, esse é um ramo que ainda sofre não só controversas por parte dos estudos científicos e das inúmeras conclusões geradas sobre eles, mas fica também à mercê de situações que devem individualmente ser levadas em consideração.

    Entretanto, quando a biomecânica nos direciona aos exercícios físicos, sejam eles resistidos com pesos ou não, há grande variabilidade nos quesitos de execução. Isso porque, teoricamente existem técnicas e “formas corretas” de execução, a qual gere o máximo de eficácia, mas, com o mínimo de danos e possibilidades de erros/acidentes e outros. Porém, até que ponto podemos considerar essas “regras” um padrão aceitável para todos os indivíduos? E, até que ponto podemos considerar que um indivíduo está executando um movimento inadequadamente, sem antes levar em consideração questões biomecânicas imutáveis? Entenderemos um pouco mais a respeito no decorrer do texto.

    Execução correta

    Quando nascemos, temos o dom de executar movimentos da maneira mais perfeita do mundo. Por exemplo, um bebê agacha corretamente com quadril e joelhos e não com a lombar, como os adultos, ele tem um senso de tirar as coisas do solo com os joelhos e quadris, não com a lombar, como os adultos, entre outros. Porém, com os maus hábitos adquiridos com o decorrer da vida, perdemos essa “arte” e passamos a “desaprender” dados movimentos, nos viciando em formas incorretas de execução e, acarretando inúmeros problemas motores, que muitas vezes passam até despercebidos.

    execucao correta

    Porém, com o treinamento correto, em quaisquer modalidades, é possível recuperar parte deles ou ao menos, amenizar vícios que trazemos conosco. Por isso da importância de se estudar a biomecânica de cada modalidade a fim de criar certos protocolos que possam servir como guias na hora de iniciar ou progredir em um treinamento.

    Dessa forma, através de observações, pesquisas e, claro, experimentos, são criados “padrões de movimento” os quais passam a serem espécies de “regras” que visam melhorar o movimento, ou trazê-lo ainda de uma forma segura.

    Por exemplo, se formos analisar um movimento como a flexão de cotovelos em pé, vamos aderir uma posição ereta com a região do core “travada” e devidamente contraída, joelhos semi-flexionados, linha dos cotovelos um pouco a frente da linha lateral do tronco, braços em posição anatômica (palmas das mãos voltadas para frente) e então, executamos o movimento. Esse resumidamente é o “padrão” da famosa rosca direta (obviamente, de maneira bem simplória). Da mesma forma, então, se estabelecem outras formas de execução padronizadas para os demais exercícios.

    Tudo que fugir dessa regra, muito provavelmente será considerado errado. Um indivíduo que estiver com uma extensão leve de ombro durante o movimento, teoricamente estaria realizando um movimento inadequado. Um indivíduo que tirasse a posição contraída de seu core, também estaria. Porém, isso realmente pode ser considerado um erro?

    A biomecânica natural e individual

    Se a biomecânica é a ação de algo vivo, devemos entender que existem particularidades nesse movimento, pois, cada ser é único. As constituições corpóreas são diferentes, o sistema neuromotor também entre outros fatores. Claro, tudo isso dentro de padrões médios, de maneira muito individual. Sabe-se que, por exemplo, para se fazer a flexão do ombro, são necessários músculos como o deltoide anterior, o peitoral maior, o coracobraquial, o bíceps braquial entre outros. Porém, o tamanho desses músculos, o tamanho dos ossos envolvidos (úmero, escápula etc), a área de inserção e origem exata desses músculos, a densidade dos ossos e músculos entre outros fatores neurológicos são bastante diferentes de pessoa para pessoa. E isso resulta em uma movimentação diferente, por mais que muitas vezes não se consiga observar isso a olho nu. Um músculo talvez seja mais ativado do que outro, um osso tenda a ter uma resistência maior do que o de outra pessoa etc.

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    Mas, o que isso tem a ver com os exercícios? Ora, tudo! Se estamos falando que exercícios são dados movimentos do corpo então, cada qual terá particularidades na execução de um movimento.

    Não é por acaso que alguns tendem a fazer uma elevação frontal (flexão de ombros) com os cotovelos mais flexionados, outros com eles mais estendidos, alguns com uma rotação de braços e antebraços mais interna, outros, mais externa… Alguns com uma maior ou menor flexão de joelhos (para estabilizar o corpo no movimento) e assim por diante. Apesar dessas particularidades, todos estão dentro dos mesmos padrões de movimento, diferente daquele que está fazendo a flexão de ombros usando mais força dos músculos da região da coluna vertebral do que da cintura escapular, braços e antebraços, propriamente ditos. Esse constitui-se num erro de técnica (a começar pelo excesso de carga), não por uma variação biomecânica.

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    Analisemos uma pessoa que tem grande ossos nos membros inferiores (fêmur, tíbia e fíbula) e não consegue um bom agachamento profundo. Ele também deve ter algum encurtamento natural nos músculos flexores do tornozelo. Isso naturalmente limitará o seu movimento e a falta do agachamento mais do que  90º com profundidade não é um erro, mas, uma particularidade individual o qual naturalmente ele é impossibilitado de fazer. Assim como alguém que tem uma grande região dorsal e não consegue manter os cotovelos aproximados ao realizar o tríceps francês com as duas mãos simultaneamente.

    Essas variações anatômicas são perfeitamente aceitáveis e são específicas de cada um de nós, com nossas singulares particularidades.

    Existem alguns teóricos que costumam afirmar que um exercício pode ser mais eficaz se realizado com pouca carga, mas, da maneira correta. Devo concordar com a afirmação em partes, o que é possível observar na prática é que algumas modificações de movimentações naturais podem mais ser prejudiciais quanto funcionais, tanto para o rendimento quanto para o impacto físico. Imagine, que você não fecha em grande escala os cotovelos ao realizar o tríceps testa com barra (reta, cabos ou EZ). Se você forçar muito os cotovelos para dentro, fazendo uma rotação medial do braço, muito provavelmente corre o risco de sobrecarregar algumas estruturas, inclusive, desenvolver epicondilite. A tróclea também pode acabar sendo afetada. E, além de tudo, você ainda perde no quesito de incremento de carga. Um indivíduo com ossos largos no agachamento, como supracitado, também pode acabar sobrecarregando demais a região lombar. Portanto, muitas vezes, a naturalidade TAMBÉM é fundamental!

    Vale a pena fazer modificações?

    Já que alguns padrões de movimentos individuais são imutáveis, muitas pessoas driblam esses problemas com adaptações. Vamos usar o mesmo exemplo do indivíduo de ossos longos no agachamento livre. O que ele faz, normalmente, para aumentar a sua amplitude de movimento e agachar mais profundamente? Coloca calços (com anilhas, pedaços de madeira etc) na região do calcanhar. Isso força uma pequena inclinação do corpo para frente e aumenta a flexão do tornozelo. Mas, estaria ele, de fato arrumando o movimento ou colocando uma adaptação funcional? Na verdade, apenas adaptando… E isso pode ser considerado funcional? Digamos que sim… Se o objetivo dele for unicamente delinear e trabalhar a musculatura, entre outros, é válido sim. Porém, se o intuito dele é aumentar performance de movimento, aumentar sua força bruta entre outros, certamente não, pois, a naturalidade do corpo falará mais alto.

    Assim, valerá a pena fazer modificações em alguns casos e aí, novamente a importância de se avaliar cada quadro individualmente, contemplando cada individuo de uma forma.

    Conclusão:

    A biomecânica é essencial para a boa movimentação do corpo nos exercícios, para isso, alguns padrões foram estabelecidos a fim de propiciar segurança e eficácia nesses movimentos. Entretanto, como estamos falando da variabilidade que há no corpo humano, faz-se necessário avaliar as particularidades e individualidades de cada qual, promovendo os melhores ajustes a cada um deles.

    Certamente, nem sempre o padronizado é o melhor aplicável e a experiência do profissional que irá te guiar, será um fator de altíssima importância para o seu desenvolvimento e a preservação de suas íntegras condições físicas. Portanto, jamais negligencie a busca pelo melhor que puder optar!

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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