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    Conheça alguns fatores para sua falta de ânimo em treinar!

    Conheça 3 causas que podem estar relacionadas diretamente a falta de ânimo para treinar.

    O processo de crescimento muscular pode ser tido como um dos mais complexos envolvendo não só inúmeros sistemas do corpo que agem de forma coordenadamente singular e sinérgica para sua ocorrência. Principalmente, uma forma de atingir determinadas finalidades pelas quais somente com ele, ou, pelo menos através dele, se tornam mais possíveis e práticas. Entretanto, apesar dos inúmeros benefícios que a prática da musculação pode apresentar, seja em quesitos relacionados à saúde, aos aspectos físicos e estéticos, a reabilitações, entre diversos outros, este é um esporte tido como “ingrato”. Não ingrato por ser algo que gere algum tipo de desprazer, mas sim, por ser um esporte que exija certa disciplina, dedicação e, principalmente constância e continuidade. E não é a toa que, logo nas primeiras semanas que, por ventura, estamos afastados de sua prática, que já começamos a sentir na pele os “efeitos colaterais” de sua falta.

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    Porém, para que essa consistência, dedicação e continuidade sejam mantidas, é necessário tomar alguns cuidados. Os primeiros sinais de uma possível queda de rendimento, de falta de ânimo para treinar ou até mesmo de algum outro problema, deve ser avaliado e, se possível, corrigido o mais rápido possível, afim não só de prevenir possíveis malefícios e descontentamentos, mas, principalmente de evitar que contratempos como lesões, problemas de saúde ou até mesmo uma desistência possam acontecer.

    Conheceremos então, 3 bons alertas de falta de ânimo que seu treino pode estar sendo atingido e que podem significar a hora de realizar mudanças para que isso deixe de acontecer.

    1 – Cansaço, dores musculares excessivas, dores articulares, inapetência, falta de sono, bipolaridade, estagnação, lentificação: Overtraining à vista!

    O overtraining é o estado pelo qual a maioria dos atletas, principalmente no ramo profissional já vieram ou estão a passar e muitas vezes se quer se dão conta. O Overtraining, na verdade, é uma fase seguinte ao que conhecemos como overreaching que é um excesso de treinamento, que causa alguns dos sintomas citados e mais alguns outros. Entretanto, esse estado pode ser corrigido em dias ou semanas, com mudanças ou, simplesmente, com um descanso adequado. Já o Overtraining é uma fase evoluída do Overreaching, mostrando-se muito mais duradouro e também muito mais preocupante, sendo necessário semanas ou até mesmo meses para uma recuperação completa. Semanas essas que, normalmente são regadas a descanso e protocolos alimentares corretos, além do afastamento da maioria das atividades físicas, principalmente de alto rendimento e/ou intensidade.

    O overtraining ou até mesmo levando em consideração primária e que normalmente acontece com mais freqüência, é uma das principais razões pelas quais a maioria acaba entrando em um estado cíclico de desistências e voltas, prejudicando largamente os ganhos e resultados. E você pode observar bem a grande freqüência que isso ocorre dentro dos ginásios.

    Para evitar que isso ocorra com você, algumas boas dicas são, em primeiro lugar descansar adequadamente e tirar períodos significativos de recuperação para o corpo, envolvendo inclusive períodos TOTALMENTE LONGE DE ATIVIDADES FÍSICAS INTENSAS.

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    2- Hidratação inadequada antes do treinamento

    Um outro fator que, provavelmente 95% dos praticantes de algumas modalidades, principalmente dos musculadores em geral deixam de leva em consideração, mas, que interferem diretamente no treinamento é a hidratação. Este fator chega a ser tão importante que, o corpo pode começar a apresentar uma queda de 20% em seu rendimento caso, por exemplo, a temperatura corpórea suba 1ºC. Agora, imagine que, aliado a isso, ainda temos uma perda significativa de eletrólitos (principalmente para os indivíduos que apresentam alto grau de sudorese, perda de importantes minerais, entre outros.

    Entretanto, quando falo de hidratação inadequada, não me refiro unicamente a falta de hidratação, mas também ao excesso dela. Da mesma forma que, a falta pode acarretar esses prejuízos já citados, seu excesso pode vir a interferir na digestão do pré-treino, pode fazer com que o sangue seja direcionado ao aparelho gastrointestinal, pode causa próprios desconfortos gástricos e ainda promover sensações de vômito e outros, o que não é absolutamente nada conveniente durante o treinamento.

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    Segundo o que se tem de mais atual na literatura, hidratar o atleta com cerca de 700ml de água 2h antes da prática de atividades físicas, mais o consumo de alimentos relativamente salgados, adicionais a 200-400ml de água até 20 minutos antes do treinamento, já é suficiente. Claro, a reposição hídrica de aproximadamente 1,5L de água para cada Kg perdido também é mais do que essencial após o treinamento.

    Entretanto, apesar dos protocolos básicos presentes na literatura moderna, o conceito de individualidade fisiobiológica deve ser o principal tópico de destaque, sendo assim respeitado e, jamais negligenciado em situações de sede ou vontade de hidratação.

    3- Consumo excessivo de suplementos alimentares e/ou ergogênicos

    Os suplementos alimentares podem e, em muitos casos são não só grandes aliados ao praticante de atividades físicas e ao atleta profissional. Através deles, é possível propiciar uma alimentação e uma nutrição adequada, respeitando as necessidades individuais de cada sujeito, além de ergogênese a estes indivíduos. Isso, necessariamente faz com que, relacionado a estes, o rendimento não tenda ao declínio.

    Porém, quando mau orientado e, principalmente, quando não orientado, o suplemento alimentar e, principalmente o suplemento ergogênico pode se tornar uma faca de dois gumes, sendo portanto um fator de interferência pasme, NEGATIVA.

    O suplemento alimentar ou ergogênico começa a ser algo ruim quando além de não proporcionar a nutrição adequada e individualizada, ainda entra em substituição a nutrição que deveria ser suprida com a alimentação, ou seja, quando o mesmo começa a entrar no ramo dos famosos indivíduos que “trocam comida por suplementos alimentares”. Apesar de sua enorme capacidade nutritiva, boa digestibilidade na maioria dos casos e, claro altíssimo valor biológico, a dieta, ou seja, a comida sólida de qualidade ainda é a melhor (e mais barata, diga-se de passagem) fonte de obtenção destes.

    Por isso, antes de gastar horrores e mais horrores em toneladas de suplementos alimentares, nutra-se corretamente com o alimento e, principalmente busque orientação adequada de um bom profissional.

    Conclusão:

    Estes são apenas 3 de muitos dos fatores que podem interferir em seu treinamento, portanto, atenção e avaliações profissionais no quadros gerais fisiobiológicos, genéticos e fenótipos de cada um é mais do que fundamental para a obtenção de bons resultados sólidos.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)

    4 Comentários

    1. henrique 4 anos atrás
    2. rodrigo ribas 4 anos atrás
    3. Júnior 4 anos atrás
    4. Alexandre Barboza 4 anos atrás


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