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    Corrigir erros na musculação: Por onde começar?

    Aprenda a identificar os possíveis erros no treino de musculação e descubra se todos os erros possuem a necessidade de correção.

    “Errar é humano, mas, persistir no erro, é burrice!” – Se você já se deparou com essa frase antes, devemos dizer que ela não é aplicável na musculação, salvo sob condições extremas ou em que a pessoa não quer corrigir seu erro. Isso porque, a musculação não é uma prática onde adquire-se a boa forma de execução dos movimentos do dia para noite: Ela requer técnica, tempo, dedicação e muita prática a fim de aperfeiçoar esses movimentos.

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    Apesar disso, sabemos que a correção de erros que possam ocorrer no treinamento de musculação são fundamentais para o progresso e para a prevenção de acidentes e lesões. Porém, por onde começar? Quais fundamentos devemos utilizar para corrigir erros na musculação? Como identificar um erro? No que a falta de correção pode interferir em seus resultados e acabar te prejudicando? Até quando podemos considerar um “erro” algo natural de um corpo, olhado de maneira individual? Discutiremos um pouco a seguir…

    A identificação de um erro

    Diariamente vemos muitos novatos querendo dar mil dicas de uma só vez, colocando suas verdades absolutas em jogo com pessoas ainda mais leigas as quais acabam sendo inocentemente iludidas e passam a fazer as coisas mais erradas ainda. Isso se deve ao fato não dos novatos quererem prejudicar alguém, mas de o fazerem por imaginarem que sabem demais, ou seja, por acabarem colocando ideias que acreditam ser reais e verdadeiras, quando na verdade, não são.

    Primeiramente, na musculação, é fundamental a EXPERIÊNCIA, além do conhecimento técnico e científico. Um aliado ao outro é que consolidam bons profissionais, sejam eles credenciados ou não, que fique claro!

    Olhando por esse ângulo, como você se sentiria sendo instruído por alguém que não treina, por mais cursos que tenha ou por alguém que tenha extremo corpo, mas não saiba a diferença entre os três músculos isquiotibiais? Ou mais: Como você se sentiria sendo altamente instruído em movimentos por alguém que treina há 2 anos apenas? É difícil acreditar que alguém possa…

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    Essa falta de experiência faz com que muitas dessas pessoas apontem o erro, mas não apontem a forma correta de corrigi-los, simplesmente por não saber quais são os princípios básicos de uma correção.

    Então, a princípio, temos de avaliar primeiro o que causa o erro, e muitas podem ser as possibilidades, entre eles:

    – A técnica inadequada: Na maioria dos casos, é a técnica a causadora do erro. Isso se deve, pois apesar do corpo ter uma individualidade biológica, ele funciona de uma só maneira. Obviamente, há exceções, mas são raras. Ao não saber como um corpo funciona devidamente (muitos novados, não fazem nem ideia) e ao não CONHECER A TÉCNICA aplicável a esse funcionamento, certamente ele poderá ver o erro, mas não a técnica inadequada.

    Utilizando a técnica adequada, o corpo fica mais forte, mais resistente e mais funcional, para levantar pesos, construir músculo, ser mais rápido, ser mais explosivo e etc. Sem uma devida técnica, as chances de lesões agudas e/ou crônicas, do vício em movimentos errados são muito mais fáceis de ocorrerem.

    Além disso, itens que envolvem a execução devem ser avaliados como a velocidade, a potência, a cadência do movimento, entre outras.

    – Fraqueza muscular: Quando a técnica está ocorrendo devidamente, dificilmente teremos problemas de enfraquecimento muscular, pois todos os músculos estarão sinergicamente trabalhando. Entretanto, em alguns indivíduos, isso pode ocorrer por questões genéticas, em outros pode ocorrer por algum tipo de limitação que gere aquela fraqueza muscular. Se ela for generalizada podemos cogitar hipóteses de deficiências nutricionais. Assim, é necessário avaliar e propor exercícios auxiliares, movimentos complementares, formas diferentes de treinamentos, periodizações e divisões de treinamentos diferentes e etc.

    – Carga inapropriada: Outro fator que pode estar limitando o desenvolvimento é a carga inapropriada. Quando um indivíduo não consegue ter pleno controle sob o peso o qual está trabalhando, muito provavelmente ele sofrerá prejuízos na execução e isso poderá gerar determinadas fraquezas musculares.

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    – Mau uso de equipamentos de suporte: Muitas vezes, o uso inapropriado de equipamentos pode viciar o corpo a desenvolver fraquezas musculares. O uso excessivo e sem as devidas precauções do cinturão, por exemplo, podem causar enfraquecimentos na região lombar, podem causar enfraquecimento na região abdominal e, contudo, prejudicar quaisquer movimentos.

    – Limitações biomecânicas: Há alguns casos em que há uma limitação biomecânica, ou seja, naturalmente o corpo da pessoa é impossibilitado de realizar um movimento na forma a qual ele deveria realizar. Entretanto, esse não constitui-se de um erro, mas de uma característica individual. Inclusive corrigir esse tipo de “erro” pode agravar ainda mais a situação e causar lesões, por exemplo. Uma boa exemplificação disso é alguém que tenha a posição dos cotovelos voltados para fora, com uma pequena rotação externa do ombro no plano transversal horizontal durante a execução da extensão de tríceps testa (com barra reta ou ez, sendo que a reta agrava ainda mais a rotação) e é estimulado a rotacionar os braços medialmente, causando um impacto forte nos ombros e mesmo na articulação dos cotovelos. Outra exemplificação são indivíduos que possuem essa mesma característica no tríceps francês ou, que pela largura dos dorsais, não conseguem fazer a rotação medial dos braços durante a execução do movimento, especialmente sob cargas elevadas.

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    – Limitações por mobilidade: Normalmente, pessoas que sofreram algum tipo de lesão mais grave ou desde pequenos tem algum tipo de problema na biomecânica natural do corpo, podem sofrer de alguma privação de movimento, a qual muitas vezes também não é conveniente corrigir.

    Por exemplo, imagine um indivíduo com ossos cumpridos nos membros inferiores. Esse indivíduo faz o agachamento livre, mas tem grande dificuldade de abaixar mais do que 90º ou mesmo não consegue ultrapassar essa linha. Logicamente, devemos auxiliar na correção e auxiliá-lo a ter maior flexibilidade. Entretanto, a flexibilidade nem sempre foi perdida nesse caso (não há encurtamentos), portanto essa é uma limitação. Colocar anilhas nos tornozelos, calços ou outros, até pode ser interessante em alguns casos, mas é importante salientar que isso NÃO CONDUZIRÁ A CORREÇÃO DO PROBLEMA, mas o remediará.

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    Todos os erros são necessários correção?

    Agora que já conhecemos as principais causas de erros, é interessante falarmos sobre a intervenção em “erros” que na realidade não são erros, mas são formas de em algum momento trabalhar determinado ponto.

    Bons atletas sabem periodizar seu treino e, em momentos específicos, sabem quando usar movimentos específicos. Por exemplo: Sabe-se que no powerlifting o movimento deve ser completo, mas em alguns momentos convém a realização de “finalizações”. No bodybuilding, sabe-se que exercícios compostos proporcionam ganhos muito maiores do que exercícios isoladores, porém os isoladores em alguns momentos são interessantes na correção de necessidades específicas.

    Assim, muitas vezes a forma da biomecânica é trocada a fim de otimizar esse processo de correção. Então, não convém falar que é um erro de técnica, por exemplo, jogar os pés para trás no pulley para solicitar a parte inferior do latíssimo, ou não convém dizer que é um erro não fazer a movimentação completa no levantamento terra, sendo o intuito isolar potencialmente a região lombar com o chamado “meio levantamento terra”. Portanto devemos ver quais estão sendo os objetivos da pessoa para somente depois pensar se há (e como há) necessidade de correção.

    Conclusão:

    Corrigir erros parece muito fácil quando uma pessoa sem instrução propõe uma forma de melhorar o movimento em si. Porém, corrigir erros é uma prática muito delicada, precisa e que é necessário conhecimento técnico e também científico, além de prático. Sem sombra de dúvidas, se realmente queremos corrigir um problema na musculação, a melhor forma será buscando suas causas para conseguir um pleno desenvolvimento.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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