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    Cortisol: Guia Completo – Tudo sobre o hormônio catabólico

    Descubra como o cortisol, hormônio que pode destruir seus músculos, funciona e saiba se ele é um verdadeiro vilão, seus prejuízos e forma de amenizá-lo.

    O cortisol é um hormônio derivado da molécula de colesterol que tem inúmeras funções vitais no corpo, mas que se for secretado em momentos ou em quantidades incorretas, pode prejudicar seus ganhos físicos e diminuir sua performance, sendo conhecido como o “hormônio catabólico”. Ele está entre os hormônios mais temidos pelos praticantes de musculação.

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    Relacionado aos processos de estresse no corpo, não é por acaso que constantemente ouvimos frases do tipo: “Se ficar estressado, vai catabolizar!” ou “Você está com o cortisol alto, hein?”. E até mesmo, quem nunca foi alertado com a seguinte frase: “Treinar demais faz você catabolizar porque libera muito cortisol”.

    Mas, na realidade, o que é o cortisol? O que esse hormônio pode fazer no corpo? Será que existem formas de otimizar os resultados diminuindo os níveis de cortisol? E será que ele pode ter alguma influência benéfica no corpo do esportista amador ou profissional? Essas e outras perguntas responderemos no decorrer do artigo.

    O cortisol e suas principais ações fisiológicas

    O cortisol é um hormônio produzido pela glândula adrenal dependente da função de cada eixo do hipotálamo-hipófise-adrenal, sendo que, especificamente no caso do cortisol, estamos falando de um estímulo do hormônio liberador de corticotrofina (ou o CRH), que é produzido no hipotálamo, estimula a liberação de corticotrofina (ou ACTH) na hipófise anterior e esse é o hormônio que de fato estimula a produção de cortisol na adrenal (que é um glicocorticoide), além de mineralocorticóides e estrogênios.

    A grosso modo, o cortisol é responsável por causar um feedback negativo, inibindo a produção do CRH e da ACTH e diminuindo sua própria produção (como na maioria dos hormônios no corpo que agem por uma “autorregulação”). Para um feedback positivo, ou seja, para um estímulo do CRH e da ACTH, alguns outros hormônios é que costumam agir, como a Vasopressina e a substância P.

    Os glicocorticoides tem uma influência principal no metabolismo dos carboidratos, especialmente estimulante a gliconeogênese hepática. Além disso, interagem fazendo com que a utilização periférica de glicose pelos inúmeros tecidos seja diminuída. Com essas características, ele é um hormônio antagônico (contrário) à insulina. Assim, o aumento a glicemia é um dos fatores resultantes do aumento do cortisol, fazendo com que, de uma forma preventiva, evite-se as hipoglicemias no estado de jejum (principalmente quando prolongado).

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    Em geral, os glicocorticoides exercem função apropriada para o nível de estresse pelo qual o corpo é submetido (fisicamente ou mesmo psicologicamente), sendo grandes responsáveis por processos inflamatórios, por exemplo. Apesar deles não agirem promovendo processos inflamatórios ou outros dessa natureza, eles tem um papel que age na maquinaria enzimática intracelular, preparando os tecido-alvo a responderem de determinada forma.

    Os glicocorticoides estão em 90% ligados à proteína ligadora de cortisol e apenas os 10% restantes tem ação fisiológica, sendo que são secretados, diariamente, num total de cerca de 5mg/m² de glicocorticoides.

    Apesar de não serem mineralocorticóides, os glicocorticoides também possuem ação no metabolismo mineral do corpo. Eles, a longo prazo, se estiverem em altas quantidades no corpo, podem promover a osteopenia (perda de massa óssea), pela inibição dos osteoblastos, redução do colágeno, entre outros, como o balanço negativo do próprio cálcio no osso.

    Ação do cortisol no organismo

    O excesso de cortisol está associado com a fraqueza muscular, a perda de massa muscular, o aumento de excreção urinária de nitrogênio (principal composto proteico), entre outros pontos. Esses fatores ocorrem porque o cortisol tem a capacidade de ser extremamente catabólico, ou seja, ele pode induzir aos processos de proteólise, causando a degradação das proteínas e causando prejuízos na síntese proteica. A maioria dos aminoácidos que são degradados por estímulo do cortisol contribuem para a gliconeogênese, que ocorre em estados de ausência da disponibilidade de carboidratos.

    O cortisol, por outro lado, também é capaz de influenciar no metabolismo lipídico, mobilizando quantidades significativas de ácidos graxos armazenados para as vias energéticas. Ele promove esses efeitos em sinergia com hormônios como a adrenalina e o glucagon. Apesar desse efeito CATABÓLICO à gordura corpórea, o cortisol tem a capacidade de promover a lipogênese também, fazendo com que até haja perda de gordura em extremidades, como braços e pernas, mas fazendo com que o restante da gordura se armazene nos centros do corpo, como rosto e abdômen.

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    A ação do cortisol também influencia na manutenção de fluídos no corpo, pois ele é responsável por manter a integridade de contração dos vasos sanguíneos em resposta às catecolaminas. Ele estimula também a filtração glomerular nos rins e a excreção de água.

    O cortisol é um hormônio anti-inflamatório e não é por acaso que ele aumenta nos níveis plasmáticos em situações de estresse. Ele é capaz de diminuir os processos celulares inflamatórios. Ele interage em tecidos lesados fazendo com que ações de células brancas sejam parcialmente inibidas, controlando a informação através da inibição também de citotoxinas. Ele também inibe a fosfolipase A2, que é a enzima responsável pela formação de ácido araquidônico a partir da fosfatidilcolina. Este é responsável por ações diretamente inflamatórias.

    Alguns problemas que podemos ter com o cortisol em alta no nosso corpo:

    • Perda de massa muscular;
    • Diminuição da libido;
    • Fraqueza muscular;
    • Diminuição da testosterona;
    • Aumento das chances de osteoporose;
    • Aumento na vontade de urinar.

    E alguns problemas que podemos ter com o cortisol em baixa:

    • Fadiga;
    • Depressão;
    • Cansaço;
    • Fraqueza.

    Por esses motivos citados acima é que não devemos deixar que os níveis de cortisol fiquem elevados, pois isso irá afetar a nossa vida de musculação diretamente. Porém também não devemos ficar buscando maneiras mirabolantes de abaixar o cortisol, pois ele em baixa quantidade também afetará a nossa vida e saúde.

    Obviamente, existem outros pontos que devem ser salientados do cortisol se este for estudado a fundo, mas para o praticante de musculação estes são os principais pontos.

    O cortisol é realmente prejudicial ao corpo?

    Não podemos dizer que o cortisol seja prejudicial ao corpo e isso até mesmo soaria como contradição, pois para que o corpo iria produzir algo prejudicial a si mesmo? Obviamente, o cortisol tem a sua aplicação e podemos considerar essa aplicação vital, ou seja, seria praticamente impossível viver sem níveis moderados de cortisol. Claramente, não estamos falando de seu excesso, pois se ele estiver em excesso se mostrará prejudicial ao corpo, causando efeitos inversos aos esperados.

    O cortisol é secretado em situações preventivas ao estresse pelo corpo, seja esse estresse mecânico, metabólico ou mesmo desencadeado por ordem psicológica. Desta forma, ele torna-se vital para que o corpo tenha efeitos anti-inflamatórios tão significativos. Entretanto, esses efeitos causam outros efeitos os quais podem ser considerados maléficos ao praticante de musculação, como a degradação proteica, a perda de massa muscular e etc.

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    Apesar desses efeitos, devemos saber que o cortisol tem SIM se tornado um bicho de sete cabeças para a maioria dos praticantes de musculação. Crendo que o cortisol possa “acabar com seus ganhos”, eles tentam o evitar ao máximo e, muitas vezes, acabam mais levando prejuízos do que benefícios.

    Em primeiro lugar é importante lembrar que o cortisol NÃO atuará significativamente caso você se alimente frequentemente. Pequenas quantidades de insulina ou mesmo de nutrientes presentes no corpo já são suficientes para inibir boa parte do cortisol. Além isso, utilizar mecanismos excessivos para esse controle pode prejudicar a perda de gordura corpórea, pois como vimos, ele tem importante ação na mobilização de ácidos graxo no corpo para a vida energética, atuando efetivamente na redução dos estoques corpóreos. Claramente isso não deve fazer com que você eleve o cortisol, mas saiba manipulá-lo convenientemente.

    Além disso, devemos considerar que mesmo que o cortisol esteja elevado após a atividade física, pequenas quantidades de insulina (normalmente estimuladas por carboidratos) já são capazes de o inibir, não sendo assim esse um problema tão relevante. – Vale lembrar que não, A VITAMINA C NÃO TEM AÇÃO NO PAPEL DE INIBIR O CORTISOL! –

    Conclusão:

    O cortisol é um importante hormônio ao ser humano e aos esportistas. Porém, ele deve estarem níveis adequados para que possa exibir suas funções vitais e até mesmo benéficas ao praticante de musculação. Para isso, é importante sempre ter um bom controle do mesmo, através de exames e procurando manter uma alimentação, treinamento e descanso adequados com sua individualidade fisiobiológica, seus objetivos e a sua resposta ao corpo.

    Lembre-se que o cortisol não está por acaso no seu corpo, e sabendo como manipulá-lo inúmeros serão todos os benefícios.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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