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    Devo ou não utilizar hipercalóricos?

    Será que todos nós temos condições e necessidade de usar hipercalóricos? Saiba quando o uso se faz necessário.


    Não era nada incomum entrarmos em um ginásio de musculação há mais ou menos 30 ou 40 anos atrás e encontrarmos aquelas fórmulas que pareciam ser mágicas e levavam consigo o nome de “gainners” ou “mass” seguidos de algum número que, normalmente indicava a quantidade de calorias fornecidas em uma porção do produto ou que deveriam ser consumidas por meio do produto em um dia. De qualquer forma, as conhecidas como “mass 50.000” ou coisas do gênero são o que atualmente conhecemos como hipercalóricos ou simplesmente no inglês “weight gainners”.

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    Se, por um lado naquela época o consumo desses produtos era extremamente freqüente e abundante, isso se justificava em primeiro lugar pelo grande marketing em cima do pouco conhecimento que se tinha em cima da ciência da nutrição e, principalmente aplicada ao esporte. Em segundo, o consumo também poderia ser justificado pelo altíssimo volume empregado diariamente de treinamento nos atletas, favorecendo um altíssimo gasto calórico e, consequentemente, necessitando de uma ingestão calórica ainda maior para não só compensar os gastos, mas supercompensá-los, favorecendo o ganho de massa muscular. E, claro, a terceira justificativa pode ser o fácil consumo de calorias que esses produtos apresentavam e apresentam até hoje, permitindo que as necessidades diárias (pelo menos em calorias) fossem devidamente atingidas (ou ultrapassadas, como na maioria dos casos).

    Com a pouca tecnologia que se tinha no passado, dificilmente poderiam ser inventados produtos como os muitos que temos hoje, no qual requerem tecnologia de ponta. Portanto, o que havia de melhor era o que se tinha e, no que se diz respeito a composição desses gainners, eles não costumavam ter muito mais coisas do que maltodextrina ou mais alguns açúcares, um pouco de proteína, podendo ser do soro do leite, soja ou até mesmo albumina, além de um gosto de remédio ou qualquer outra porcaria. Portanto, eram misturas riquíssimas em carboidratos, médias ou baixas em proteínas e quase ausentes em lipídios.

    Obviamente, muitos desses atletas acabavam desenvolvendo problemas como o aumento excessivo de gordura no período de offseason, a falta de alimentação sólida, hiperinsulimias entre outros. Porém, normalmente os geneticamente beneficiados conseguiam manter um relativo percentual de gordura bom ou até mesmo diminuí-lo como pretendido na fase de competição. E isso certamente os diferenciava bastante.

    Com o passar dos anos e com a evolução do mercado de suplementos alimentares, cada vez mais ficou possível elaborar produtos de melhores qualidades e também obter outros. Porém, algumas classes de suplementos perduraram nesses anos com apenas algumas poucas modificações, principalmente de marcas específicas. Uma dessas categorias é claro que é a dos hipercalóricos.

    Hoje quando utilizamos o termo hipercalórico, devemos ter em mente que este é um alimento com muitas calorias (como o próprio nome diz), ou seja, que em um pequeno volume consegue fornecer uma alta ingestão calórico por sua densidade energética, ou seja, ele não é necessariamente um “weight gainner” ou no português “Fazedor de ganho de peso”. Assim, seu consumo não implicará necessariamente no ganho de peso.

    Mas, como dito, os hipercalóricos sofreram uma certa evolução na indústria de suplementos alimentares, porém, será que isso foi suficiente para torná-los essenciais, consumíveis ou inconsumíveis para todas as pessoas? Certamente não para todas as respostas, afinal, em primeiro lugar temos de saber de que tipo e de qual indivíduo estamos falando e, claro, quais produtos melhor se encaixariam as suas necessidades (isso, se necessário, claro!)

    Entre as principais mudanças que vemos nos hipercalóricos, podemos citar a redução dos níveis de carboidratos simples, a adição de fibras, a adição de proteínas com que proporcionam um ótimo balanço nitrogenado, como a caseína, a adição de lipídios de cadeia média, fornecendo energia rapidamente sem gerar picos de insulina, a adição de ácidos graxos essenciais como o ômega 3 e 6 entre outros. Porém, isso pouco aconteceu no Brasil, visto que os hipercalóricos nacionais ainda são muito primitivos e a base de nutrientes um tanto quando pífios. E não é a toa que um hipercalórico importado de qualidade hoje custe tão caro.

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    Hipercalóricos ainda, normalmente possuem um índice glicêmico algo e não só isso, um impacto glicêmico alto por sua composição tanto de carboidratos, quanto de proteínas. Por isso, é importante escolher a dedo e observar cada composição de cada produto, evitando pagar caro por “açúcar saborizado com proteína de soja”.

    Mas, voltando ao assunto a respeito do uso ou não dos hipercalóricos, devemos observar alguns aspectos. Primeiramente, hipercalóricos podem ser boas estratégias para indivíduos que necessitam consumir muitas calorias (principalmente se essas calorias necessitarem de uma absorção relativamente rápida) e por algum motivo não conseguem supri-las com a alimentação. Para certas refeições de indivíduos, consumir 800Kcal pode ser um real tormento, sendo o problema sanado com um shake de 300ml, por exemplo. Mas, se a alimentação de alguma forma puder ser a preferência, mesmo que mesclada com os gainners, essa deve ser a opção primária. Com alimentos sólidos, conseguimos controlar melhor a distribuição de micro e macro nutrientes, conseguimos proporcionar nutrientes de melhor qualidade e manipular melhor a dieta. Devemos ainda, estabelecer o quanto de calorias a pessoa deve ingerir por dia e a distribuição em quantidades, tipos e divisões no dia de macronutrientes. A partir disso, elaboramos então uma proposta alimentar. Proposta alimentar essa que pode não obter êxito por motivos como falta de tempo para se alimentar, indisponibilidade para se alimentar, falta de apetite ou outro fator. A partir disso, poderemos usar estratégias, entre elas, os hipercalóricos. É o caso de utilizá-los como MRPs ou substitutos de refeição. Entretanto, para que isso seja feito de forma correta, é preciso primeiro escolher um produto que melhor se adapte aquelas necessidades, complementando com algum outro nutriente quando necessário. Desta forma, teremos uma porção menor de um shake que conteria muitas calorias e então, conseguiremos proporcionar uma nutrição um pouco mais adequada do que se o indivíduo de fato não se alimentasse. Por conseguinte, é possível utilizar hipercalóricos não tão somente com quem deseja ganhar peso, mas até mesmo em planejamentos de emagrecimento, pasme.

    Por fim, a utilização ou não de hipercalóricos deve ser precisamente avaliada se possível por um profissional de nutrição, precisando os valores necessários (se necessários), evitando erros, maximizando resultados e então tendo o máximo de aproveitamento do produto.

    Se você foi recomendado ou optou usar hipercalóricos após a leitura deste artigo, veja aqui alguns dos melhores hipercalóricos vendidos em território nacional, basta CLICAR AQUI.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon(@marcelosendon)

    40 Comentários

    1. Betão Marcatto 3 semanas atrás
    2. Betão Marcatto 3 semanas atrás
    3. vanessa 1 mês atrás
    4. Gustavo 2 meses atrás
    5. Marcelino 8 meses atrás
    6. Edvan 1 ano atrás
    7. Patricia Padilha 2 anos atrás
    8. Kelly 2 anos atrás
    9. guilherme 2 anos atrás
    10. Danielle 2 anos atrás


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