• Ganhe de GRAÇA um E-book com 20 receitas

    Coloque seu e-mail ao lado e receba um e-book com 20 receitas para Ganho de Massa Muscular e Perda de Gordura.

  • X

    Ganhe de GRAÇA um E-book com 20 receitas

    Coloque seu e-mail ao lado e receba um e-book com 20 Receitas para Ganho de Massa e Perda de Gordura.

  • Cadastre seu e-mail, e receba todas nossas publicações   

    Entenda a febre do TCM/MCT (Triglicerídeos de Cadeia Média)

    Entenda melhor essa febre dos Triglicerídeos de Cadeia Média. Saiba se essa febre toda tem algum fundamento. Será que eles são tudo isso?

    Durante o último ano e, mais precisamente os últimos meses, muito ouviu-se falar sobre o tal MCT ou, em português triglicerídeos de cadeia média para melhor desempenho pré/pós-treino tanto aeróbio quanto anaeróbio para atletas de diversas modalidades. E, a mais de 50 anos é usado clinicamente visando o tratamento de disfunções na absorção lipídica. Mas afinal, será que ele merece toda credibilidade que vem apresentando e seus efeitos são, de fato os prometidos na teoria que se estabeleceu em torno dele? Será que ele corresponde a todo o milagre proposto?

    TCM-MCT

    O TCM nos últimos tempos talvez tenha sido o suplemento mais comentado entre os novos praticantes de musculação. Mas será que ele realmente é tão eficaz quanto mostra ser?

    Primeiramente, devemos saber o que é TCM. Trata-se de um lipídio de cadeia de 8-12 ligações de carbonos esterificados ao glicerol. MCT por sua vez é encontrado em alguns alimentos como o óleo de côco. Estes tipos ou, este tipo de lipídeo possue uma velocidade de absorção consideravelmente maior, quando comparado a outras fontes de lipídios, como o azeite ou o óleo de cânola.

    Os ácidos graxos que possuem o TCM são o ácido caprílico, cáprico e láurico. O TCM também é hidrolisado no pâncreas pela enzima lípase pancreática. Depois, é absorvido no duodeno.

    Durante sua oxidação, eles possuem uma elevação no nível de ácidos graxos plasmáticos (pois não possuem grande afinidade com lipoproteínas), poupando assim os carboidratos e sendo diretamente transportados ao fígado. E é por estar razão, que começou-se a utilizá-lo como fonte de energia para melhor desempenho e, mais tarde com o pretexto que seria uma melhor fonte quando comparada aos carboidratos (devido a não influência negativa a insulina e possível poder de termogênese).

    Os TCM tem maior disponibilidade no corpo do que os triglicerídeos de cadeia longa, devido a hidrolise mais rápida. Assim, os ácidos graxos de cadeia longa deixam o intestino, pela via linfática como triglicerídeos de cadeia longa, após de incorporar com quilomícrons que sofrem hidrolise e liberam os triglicerídeos para tecidos extra-hepáticos, enquanto outra parte é liberada ao fígado, propriamente dito, ligados a albumina. Por outra visão, os TCM já ficam em forma livre após a digestão e são diretamente levados ao fígado pela veia porta.

    O tecido adiposo é interferido diretamente pela lípase lipoprotéica, localizada no endotélio dos vasos responsáveis por irrigar toda a musculatura. E é lá que ocorre a oxidação dos ácidos graxos (e armazenamento também). Isto faz com que ácidos graxos de cadeia longa sejam ali, melhor incoporados, quando comparados ao MCT, pois os mesmos possuem maior afinidade com as lipoproteínas, como já dito (e também não são hidrofóbicos, o que explica o seu maior transporte sem ligação a elas). Por outro lado, os TCM tem grande afinidade com a coenzima acetil-coa, causando grande estado cetônico.

    O TCM tem sido, também, incorporado em diversos esportes e, recentemente na musculação (em períodos pós-treino). Inclusive, alguns bons produtos já optam pelo TCM, como o Syntha-6 (BSN) e o Muscle Milk (Cytosport). Mas é importante lembrar que estes não tem o poder de retardar o esvaziamento gástrico. E não menos importante, algumas pessoas relatam algum desconforto gastrointestinal ao utilizarem grandes doses de MCT, o que ainda deve ser avaliado.

    Todavia, é o carboidrato a fonte primária de energia, seja em exercícios aeróbios ou anaeróbios. A princípio, acreditava-se que usando os TCM como energia primária, os carboidratos restariam para todo o restante da atividade, otimizando o balanço glicogênico e energético.

    Processo de uso e funções (reais) do TCM e saiba, definitivamente se ele vale a pena.

    Desta forma, de 1998 (inicialmente por Van Zyl) em diante, foram estabelecidas algumas pesquisas com atletas para saber se há procedência em tais afirmações e se há benefício do consumo de TCM com algum tipo de carboidrato junto.

    O estudo constatou que quando consumido com carboidratos, os TCM realmente apresentam maior oxidação do que quando consumidos isoladamente. Mas isto, em estímulos mais longos, apenas. Em testes feitos com estímulos curtos, a taxa de oxidação dos TCM foi relativamente pequena. O que intrigou no decorrer das pesquisas foi a comprovação de que o TCM NÃO poupa glicogênio, como acreditava-se, apesar da sua grande oxidação. Outro fator que também incomodou e desmistificou o TCM foi quanto a influência dos mesmos em níveis lipídicos no sangue. Em testes laboratoriais, não houve NENHUMA interferência em nenhuma taxa, nem mesmo na de colesterol.

    Quanto ao efeito de termogênese, os TCM não são necessariamente eficazes, havendo outras maneiras muito melhores de obter-se tal efeito, como o uso de cafeína ou até mesmo termogênicos industriais.

    Mas o que dizer do TCM quando usado em situações de pós-treino? Será que é válido usar TCM para melhor oxidar gordura ou poupar o corpo de carboidratos?

    Antes de mais nada, quero relatar a minha experiência própria com TCM em uma palavra única: NULA! Primeiramente, é bom retirarmos esse estigma dos carboidratos. Qualquer macro-nutriente em excesso é capaz de gerar gordura. Logo, seja CHO, PTN ou LIP, se consumido além do gasto, será estocado em gordura. Então, não utilizar carboidratos com essa desculpa, é apenas mais um mito sem fundamento algum. Em segundo plano, não haverá grande oxidação lipídica, como proposto no texto, anteriormente.

    Os fatores de insulina aqui também pouco importam por três motivos: – Os processos de insulin-like já estarão ocorrendo pela refeição pré-treino; – Picos de insulina não contribuem necessariamente ao anabolismo, como propõe estudos da ISSN; – Liberação da insulina nada mais é do que um processo biológico natural do corpo. E, muitos acabam acreditando que é algo negativo quando nem sempre é. Lembre-se que segundo a lógica então, fica incoerente ser contra carboidratos pela liberação de insulina pois L-Leucina, por exemplo, também estimula a liberação da mesma.

    Ainda utilizando os TCM no pós-treino, perdemos o benefício de retenção nitrogênica no músculo no período pós-treino. Segundo a ISSN, somente com a adição de carboidratos esse efeito torna-se realmente positivo. Lembre-se também que em esportes anaeróbio a refeição pós-treino não tem como principal objetivo fornecer grandes níveis de energia, pois o corpo não é capaz de exaurir TODO glicogênio neste tipo de trabalho. Então, aqui, a absorção dos TCM de maneira tão rápida, mas sem os outros benefícios, torna-se um tanto quanto vaga.

    TCM, na grande realidade, não passa de uma fonte lipídica sem grande influência ergogênica ou outra qualquer do gênero. Trata-se de uma forma de configuração lipídica e não de um milagre efetivo.

    Conclusão:

    Utilizando fontes de carboidratos adequadas, nos momentos adequados, não há porque optar por opções relativamente mais caras e que não gerarão tantos benefícios como algumas fontes propõe. Fisiologicamente, TCMs são apenas fontes lipídicas como quaisquer outras e, apenas possuem uma absorção mais rápida dentro do corpo, não tendo grande influência na termogênese, desempenho atlético ou simplesmente interferindo nos níveis lipídicos do sangue.

    Artigo escrito por Marcelo Sendon



    /* */