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    Entrevista com a atleta Luciana Cardoso

    Confira uma entrevista feita com a atleta Luciana Cardoso, atleta renomada no Brasil e no mundo, estando a mais de 20 anos no fisiculturismo e já ganhou inúmeros campeonatos brasileiros e sul-americanos.

    Foto de Luciana Cardoso competindo no Arnold Classic Brasil

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    Atleta Womens Physique, atleta da MedNutrition, Policial Militar, atleta que já passou por competições da NABBA e IFBB, é mãe e ainda dona de um corpo invejável pela grande maioria das mulheres, hoje, Luciana Cardoso, após indas e vindas de competições diversas e afastada de competições, por anos, retornando mais tarde, vem demonstrando grande impacto no cenário da musculação brasileira em geral.

    1- Luciana, é um prazer tê-la por aqui! Gostaríamos que você se apresentasse aos que ainda não lhe conhecem e gostaríamos que nos contasse um pouco sobre você e sobre sua trajetória em competições até os dias de hoje.

    Luciana: Comecei a treinar musculação com 14 anos e posso dizer que fui uma das atletas pioneiras nesse esporte, o Bodybuilding, aqui no Brasil. Comecei competindo, estreando em 1988, pela IFBB, e de lá pra cá, participei de várias modalidades de competições, inclusive no Powerlifting e luta de braço, sendo por muitos anos recordista Sul Americana de Supino, em 1992, com a marca de 100Kg, na categoria até 56Kg de peso corporal, esse recorde permaneceu por anos, vindo a ser quebrado após 20 anos, em 2012. Fui também campeã Sul Americana e Ibero americana pela IFBB individual e duplas no fisiculturismo.

    Competi vários anos pela NABBA, sendo campeã Brasileira e Overall em 2005 e após essa data, me afastei das competições por motivos pessoais, pois casei em 2007 e em 2009 fui abençoada por Deus em ser mãe da Lara, que hoje está com quase 4 anos de idade.

    Como sempre amei a musculação e fui criada nesse ambiente de competições, treinos e academias, senti muita falta e retornei aos palcos em 2012, na categoria Bodyfitness, sendo vice-campeã brasileira na categoria Master.

    Em 2013 com a vinda para o Brasil da categoria Womens Physique, pude participar e adequar mais meu shape ao padrão exigido, pois ao longo de muitos anos, seria muito difícil perder minha massa muscular magra aos padrões do Bodyfitness, por isso então, resolvi mudar, sendo vice-campeã Paulista e top 3 no campeonato Brasileiro.

    2- Quais são suas qualificações profissionais dentro e fora do esporte?

    Luciana: Bom, fora do esporte sou formada em Direito e em Administração em Segurança Pública, e no esporte, realizo consultorias e Personal Trainer.

    3- Atualmente, quais são os maiores focos em sua vida? O esporte, o trabalho, a família ou todos acabam sendo parte de um grande foco geral?

    Luciana: Acredito que tudo está ligado e a base pra que tudo transcorra bem em nossa vida é a família, sem ela fica difícil realizarmos outras coisas com sucesso. Amo meu trabalho e treinar, sem isso não seria feliz!

    Foto de Luciana Cardoso em seu treino

    4- Entre seus principais títulos, destaque alguns e conte-nos um pouco sobre as maiores dificuldades as quais passou para obtê-lo.

    Luciana: Lembro que em 1992 fui campeã Sul Americana no Equador e naquela época foi muito difícil conseguir dinheiro para viajar, mas tive apoio dos amigos que me ajudaram muito, na época. Em duplas juntamente com o atleta Marilândio Ponchet, ganhamos o primeiro lugar, além de conseguir o título também na categoria individual. Foi um dia muito feliz em minha vida, além de outros.

    5- Ao iniciar-se no meio esportivo competitivo, qual foi a reação de seus familiares, amigos e pessoas próximas? Você enfrentou dificuldades? Você já era casada e tinha filhos na época? Quais foram essas principais dificuldades?

    Luciana: Quando iniciei, tinha 14 anos, e era muito magra. Comecei a treinar para ganhar um pouco de peso e modelar meu corpo, e sempre tive apoio da família quando resolvi competir. Foi tudo muito natural esse processo de evolução… Do simples treinamento aos campeonatos iniciais de Levantamento de Peso (Powerlifting). Naquela época, as pessoas achavam um pouco diferente, pois como disse eu era uma das pioneiras, juntamente com outras atletas como Alair Salvadego e Elizabeth Tessuto, não haviam muitas mulheres como vemos hoje nas competições e esse monte de categorias.

    6- O que te motivou a seguir em frente quando iniciou no esporte competitivo e se deparou com dificuldades como o preconceito da população (ou até mesmo de pessoas próximas)?

    Luciana: Comecei a me apaixonar pelo esporte…e só quem sabe e compete pode dizer o quanto é gratificante para nós, subir no palco e mostrar nosso trabalho. É uma superação a cada dia! As mudanças com nosso corpo, através da dieta, treinamento e suplementação são fantásticos!

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    Preconceito existe em todos setores da sociedade. Há gosto pra tudo, mas não me preocupo com o que os outros pensam. me preocupo comigo e minha felicidade. O resto, como disse é “resto”.

    7- Qual foi seu maior tempo afastada de competições, quais foram os principais motivos, o que te levou a querer voltar e, claro, o que teve de mudar em sua vida para esse retorno?

    Luciana: Me afastei quando ingressei na Academia de Policia Militar do Barro Branco, quando fiquei 4 anos em curso de formação para Oficiais da PM de SP e depois novamente quando já citei acima, quando casei e tive minha filha.

    Tudo na vida é questão de adaptação. Quando queremos, arrumamos tempo pra tudo! Não há desculpas para não treinar!

    8- É fácil conciliar tantas responsabilidades diárias de mulher, Policial, mãe e amiga com esporte competitivo ou até mesmo com o esporte em si? O que é mais difícil para você nesses relacionamentos e interações?? Como costuma dividir seu tempo diário entre o “mundo social” e o esporte?

    Luciana: É um pouco difícil, mas tudo depende da sua organização. Como disse há tempo pra tudo, minha rotina diária começa as 04:45 da manhã, saio de casa quando todos estão dormindo para ir treinar, e depois vou trabalhar e a noite, fico em casa cuidando da família.

    9- Luciana, como é a sua relação dietética em offseason e pre-contest? O que muda de uma fase para outra e o que é mais difícil de adaptar em ambas as fases? E o treinamento, como procede em ambas as fases?

    Luciana: Procuro manter uma semi-dieta ao longo do ano, e faltando umas 8 semanas para a competição, inicio o Pré-contest. O que muda de uma fase para a outra, são a ingestão e quantidade de carboidratos e proteínas consumidas diariamente.

    Meu treinamento é um pouco mais pesado no OffSeason, mesmo porque, temos muito mais energia para realizarmos cargas pesadas, isso é muito particular de cada atleta. O
    que não quer dizer que no período Pré-contest eu deixe de treinar pesado. Treino sim! Mas incluo mais exercícios aeróbios.

    Foto de Luciana Cardoso em competição

    10- Qual é sua maior motivação hoje para continuar dentro do esporte competitivo? Até quando pretende levar isso adiante (as competições em si)?

    Luciana: A motivação esta em mim mesma! A vontade que tenho de me superar a cada preparação, a cada competição, é o que me leva adiante. Tenho um patrocínio muito bom, com a empresa MedNutrition, que me dá todo suporte necessário, senão seria muito difícil continuar, tendo em vista que esse esporte acaba se tornando um tanto que caro.

    11- Frente a tantos preconceitos os quais o fisiculturismo sofrem frente à mídia ou até mesmo frente à sociedade, principalmente se tratando de sua prática pelo público feminino, qual sua impressão toda sobre isso e o que sugeriria pra pessoas as quais encontram-se no lugar dos “preconceituosos” e também para os que encontram-se como vítimas desse mal?

    Luciana: Vejo que hoje em dia há uma aceitação muito melhor do que há muitos anos atrás!! Principalmente das mulheres.Vemos muitas mulheres querendo ficar como nós! Ter um corpo mais definido e denso, isso atraí muitos adeptos a pratica da musculação. Penso que cada atleta contribui muito para formar uma imagem positiva desse esporte, por isso há gostos e várias categorias para vários padrões de físicos, tornando mais acessível a outras pessoas poder competir!

    Para aqueles que possuem ainda preconceito, acredito que é por falta de informação. Penso que as federações deveriam divulgar mais os eventos e competições através da mídia, esclarecendo as pessoas leigas a conhecerem um pouco do nosso mundo, que não é feito só de “Bomba”, como muitos pensam!! Portanto a informação é tudo.

    12- Diante de tantas dificuldades as quais provavelmente passou no esporte, quais foram as maiores lições as quais pôde aprender e que se lembra delas em todas as novas dificuldades as quais pensa em desistir?

    Luciana: Deixe para nós uma pequena mensagem, em especial, para os mais jovens que estão adentrando no esporte, seja competitivo ou não.

    Penso que para quem está começando agora, e pensa em competir, ou adquirir um físico saudável, lembrar-se, que é preciso ter paciência e cultivar a disciplina!! Você é aquilo que você deseja ser!!

    Acredite em você e nos seus sonhos! Busque sua felicidade acima de tudo!

    Certamente foi um prazer poder conhecer um pouco mais sobre você e, principalmente, obter mais informações e conhecimentos, os quais podem ser de extrema utilidade para muitos aqui.

    Obrigado, Luciana!



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