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    O exercício físico pode influenciar no apetite?

    Entenda neste artigo como podemos utilizar as atividades físicas como ferramenta para o controle do apetite

    Muito provavelmente você já ouviu falar que “quem pratica atividades físicas” necessita comer mais devidamente por seus gastos calóricos serem maiores.

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    Porém, muitas vezes, não pensamos o quanto as atividades físicas podem influenciar o apetite e mais do que isso, até que ponto isso pode ser benéfico ou maléfico.

    De uma forma geral, sabemos que a alimentação é influenciada pela quantidade de energia que seu corpo gasta, visto que isso refletirá na sensação da necessidade de ter de se alimentar mais.

    Entre outras palavras, teoricamente, quanto mais seu corpo gasto energia, então, mais ele promove sinalizações as quais pedem que você ingira mais alimentos. Entretanto, não podemos confundir essa sensação com a vontade de comer.

    A vontade de comer diz respeito a necessidade psicológica de se alimentar, enquanto a “fome metabólica”, que de fato é o que o corpo sinaliza, diz respeito a NECESSIDADE FISIOLÓGICA DE SE ALIMENTAR e é justamente ela a qual deve ser levada em consideração, na maioria dos casos pelo menos.

    Mas, se diante da maior prática de atividades físicas, teoricamente temos de nos alimentar mais, o que dizer quando essas práticas são extremamente elevadas, fazendo com que a alimentação tenha de ser ainda maior?

    E, o que dizer quando as práticas são intensas, mas você quer emagrecer, ou seja, estaríamos causando efeitos no corpo que não seriam convenientes para promover uma perda de peso eficiente e, mais do que isso, sem sofrimento?

    Bem, na realidade, o assunto é um pouco mais complexo do que você pode imaginar e, neste caso, se você tem curiosidade de saber o quanto o exercício físico pode ou não influenciar nos seus níveis de apetite, então, convido a ler este artigo.

    Gasto calórico X alimentação

    Normalmente, para uma pessoa eutrófica e que esteja com os níveis de sinalizações funcionando normalmente, seu gasto energético é proporcional a sua ingestão calórica.

    E isso se deve aos nossos antepassados que, não iriam se alimentar mais do que precisassem por mecanismos implícitos em seu próprio corpo que traziam essas regulações.

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    Apesar de termos perdido muitos desses instintos, ainda há de se dizer que há certa existência de perda deles.

    Entretanto, esse gasto calórico nem sempre pode ser refletido nos níveis de alimentação, do contrário, não existiriam pessoas as quais se alimentassem muito mais ou muito menos do que devessem.

    De uma forma geral, quanto mais gastamos energia, mais precisamos nos alimentar. E, para que ocorra a sensação ou necessidade de comer, o sistema nervoso, juntamente com o sistema endócrino, fazem com que hormônios sejam liberados originando a fome.

    Entre eles, podemos citar a grelina (hormônio da fome), que é conhecida como o mais importante. Do contrário, quanto menos gastamos energia ou mesmo quanto mais estamos alimentados, outros hormônios fazem essa contrarregulação e entre eles os mais importantes são a insulina e a leptina.

    Toda essa chave é que faz com que você se alimente mais ou menos, de acordo com suas necessidades fisiológicas.

    Teoricamente então, já podemos entender que, se estamos gastando mais energia por conta da prática de atividades físicas, então, mais teremos de comer. Entretanto, os estudos científicos nem sempre comprovam isso.

    O que a ciência diz sobre o controle do apetite e a prática de atividades físicas

    Inúmeros são os estudos recentes os quais vem tratando a respeito do desprendimento de energia frente ao consumo calórico.

    Entretanto, em primeiro lugar, há de se mencionar que durante a prática de exercícios físicos a tendência é que tenhamos uma contrarregulação nos níveis de apetite.

    Pela maior secreção de catecolaminas, normalmente há inibição da fome e mesmo do fluxo gastrointestinal. Mas, por teoria, após a atividade física, a necessidade de reposição e, muitas vezes supercompensação são evidentemente claros.

    Todavia, estudos como os realizados por Blundell & King, 1999 demonstraram que em indivíduos avaliados, cerca deapenas 19% apresentou níveis maiores de fome após a prática de exercícios físicos, enquanto cerca de 65% não apresentou quaisquer mudanças. Ainda, 16% conseguiu mostrar um decréscimo na fome pós-exercício.

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    Outros estudos como os realizados pelos mesmos autores em 1998 já demonstrava que os níveis de apetite de pessoas que praticavam exercícios físicos não era tendencioso ao aumento, sendo que, frente ao que gastavam de energia durante as prática de exercícios físicos, o custo X benefício tendia a perda de calorias e, portanto, a prática desses exercícios seriam benéficas para a redução da gordura corpórea.

    Fisiologicamente, os efeitos sobre alguns neurotransmissores reguladores do apetite foram avaliados por Martins; Robertson & Morgan, 2006 os quais mostraram que a atividade física não teve influência nos níveis de grelina, tendo ainda um aumento nos níveis do Polipeptídeo Y e do glugacon-like 1, mostrando-o eficiente, portanto, para a supressão do apetite e, consequentemente fazendo com que houvesse menor ingestão alimentar.

    Obviamente, esses são apenas alguns dos estudos os quais trabalham com esse assunto, frente aos inúmeros que existem nos dias recentes e que, normalmente, colaboram com esses princípios em sua grande maioria.

    De uma forma geral, o que é possível entender frente a eles é que, primeiramente, há uma variação de indivíduo para indivíduo, frente a resultados controversos.

    Entretanto, a grande maioria corrobora que sim, seja possível reduzir e não aumentar os níveis de apetite após a prática de exercícios.

    Os fatores psicológicos e sociais frente a prática de exercícios físicos e a regulação dos níveis de apetite

    Falar de nutrição e, consequentemente do ato de comer e sentir fome é também falar de quesitos relacionados aos meios interno e externo do indivíduo.

    Isso porque, necessariamente temos de levar em consideração que, em primeiro lugar, a forma como o indivíduo vê o alimento e portanto, a forma como manipula a sua ingestão alimentar estão intimamente relacionados não somente com suas necessidades individuais nutricionais, mas ainda, com o hábito de sua alimentação como um todo.

    Se ele, provavelmente tem costume de comer sempre num mesmo horário, então, normalmente ele sentirá “fome” naquele horário.

    Mas, supondo que ele esteja em um dia o qual gastou menos energia, será que aquela fome é realmente existente em sua necessidade nutricional ou, simplesmente, o que está falando mais alto é o hábito de comer?

    Pois bem… O fato psicológico é diretamente íntimo a como o indivíduo se vê e a sua ingestão alimentar.

    Existem alguns relatos os quais mostram que indivíduos que começam a ter uma prática regular de atividades físicas, começam a ter também maiores preocupações com a sua alimentação, buscando otimizá-la de uma maneira geral.

    Vendo sua própria imagem como necessária de melhorias, ele regula a sua ingestão alimentar e, com isso, adapta aspectos fisiológicos de seu próprio corpo, fazendo com que todo o ciclo alimentação X jejum se modifique.

    Neste caso, temos tanto uma influência fisiológica que foi modificada quanto uma influência interna ou seja, psicológica.

    Ainda, quando se pensa na prática de atividades físicas, esse fator social também influencia diretamente na forma como a pessoa se alimenta.

    Por exemplo, indivíduos que vivem entre pessoas as quais tem uma superalimentação, normalmente farão o mesmo e caso o objetivo seja, por exemplo, uma redução de gordura corpórea, isso afetará negativamente.

    Assim, independentemente da influência fisiológica do indivíduo, sim, ele estará sujeito a possíveis influências do meio.

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    As próprias pressões sociais da mídia, por exemplo, com os “corpos ideais” entre outros também são fortes indícios que podem fazer com que a pessoa se sinta na obrigação de tais modificações e, portanto, comece a adaptar seu corpo a elas.

    Diferente do primeiro caso então, temos a prática das atividades físicas aliado a questões sociais regulando o apetite (quesito fisiológico).

    Portanto, não podemos negligenciar que observar apenas as questões orgânicas não são suficientes para comprovar a influência dos níveis de apetite com a atividade física, mas sim, tudo que cerca o indivíduo também.

    Conclusão:

    De uma maneira geral, pode-se dizer que os estudos colaboram em demonstrar as atividades físicas como possíveis de serem mecanismos de regulação do apetite de grande parte das pessoas, salvo algumas exceções.

    Entretanto, há de se dizer que não tão somente os aspectos fisiológicos e orgânicos devem ser levados em consideração, mas ainda, o meio (interno e externo) os quais o indivíduo vive também.

    Portanto, sem sombra de dúvidas, podemos utilizar sim as atividades físicas como ferramenta para o controle do apetite, mas, também teremos de propor modificações no meio o qual vivemos para que, de fato a influência dela seja realmente eficiente e possa gerar os resultados pretendidos da maneira mais eficaz possível.

    Bons treinos!



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