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    Exercícios que devem ser evitados por indivíduos que possuem epicondilites

    Saiba os exercícios que devem ser evitados por pessoas que possuem (epicondilites) degeneração dos tendões que se originam no cotovelo

    Epicondilites são inflamações que podem ser agudas ou crônicas (ou ainda, serem crônicas e apresentarem períodos onde a dor fica aguda) e que acometem os epicôndilos, podendo ser o (s) lateral (is), medial (is) ou ambos. Essa região, por sua vez, encontra-se nos cotovelos e normalmente a inflamação desse local está diretamente associada com a prática de movimentos repetitivos e que geram algum tipo de sobrecarga na região. Não é incomum que isso se dê por diferentes práticas esportivas o que, diga-se de passagem, apelidou a epicondilite medial como o “cotovelo de golfista” e a epicondilite lateral  como o “cotovelo de tenista”.

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    De uma maneira geral, a epicondilite acomete indivíduos de diferentes idades e não tem bem uma regra para ocorrer e nem somente um tipo de movimento é causador da mesma. Isso porque, fatores de conformação anatômica associados com determinados movimentos pode acometer mais ou menos diferentes indivíduos, de acordo com suas individualidades. Dito de outra forma, essa inflamação pode ocorrer ou não em diferentes indivíduos que fazem o (s) mesmo (s) movimento (s), porém, de acordo com a conformação que ele tem em seu corpo e a resistência de suas estruturas.

    Todavia, deve-se saber que, a epicondilite, tanto medial como lateral, traz dores as quais interferem não somente na prática esportiva, mas, no dia-a-dia de um indivíduo e, a assistência média quase sempre é necessária. Entre os sintomas mais comuns trazidos pela epicondilite estão dores, formigamentos, perda de sensibilidade entre outros e, todos eles podem ocorrer não tão somente nos cotovelos em si, mas ainda, nos antebraços e nos dedos a mão, com diferentes graus de intensidade, a depender de como se encontra o processo inflamatório.

    A epicondilite pode ser diagnosticada de diferentes formas, desde exames com imagens tais quais a ultrassonografia, até exames de sensibilidade como a eletroneuromiografia especialmente se houver compressão de nervo (s)], exames clínicos tais quais o teste de epicondilite medial e o teste de Cozen (para epicondilite lateral) entre outros…

    Diferentes são as formas de intervenção para quem tem epicondilite, a depender do grau em que ela se encontra. Os tratamentos mais comuns variam desde o repouso, a fisioterapias, medicamentos (analgésicos e/ou anti-inflamatórios), compressas (quentes e/ou frias, a depender do caso), massagens, entre outros (tratamentos conservadores) e até mesmo o bloqueio do nervo e infiltrações que são tratamentos invasivos e, portanto, cirúrgicos.

    Apesar de toda evidência que há em se buscar auxílio médico, todos os especialistas concordam que talvez a melhor forma de evitar a epicondilite e, principalmente, não agravá-la, fazendo com que o paciente possa optar por tratamentos conservadores, ao invés dos invasivos, é mesmo evitando movimentos os quais o façam sentir dores, tragam algum tipo de desconforto, ou ainda, que possam forçar demais essa região.

    É extremamente importante então, conhecermos alguns pontos na musculação e alguns exercícios os quais devem ser evitados (e não necessariamente proibidos, afinal, não existem exercícios proibidos na musculação) por pessoas que sofrem desse mal.

    Sentiu dor, pare!

    Antes de falarmos dos exercícios, propriamente ditos, mencionamos anteriormente a interferência que há na individualidade biológica de cada indivíduo ao realizar um movimento. Isso porque, cada qual tem uma conformação anatômica e biomecânica, que pode ser mais ou menos propensa ao desenvolvimento da epicondilite a depender de fatores relacionados aos exercícios em si.

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    Sendo assim, o mais importante é que você siga seu feeling. Basicamente, se você sentiu dor, pare! Mas, não falo a respeito de dor de treino ou dor nos músculos, propriamente ditos, afinal, se você parar quando sentir desconforto nos músculos irá realizar um treino submáximo. Mas, falo a respeito da dor em estruturas relacionadas a epicondilite e, quem tem epicondilite sabe bem sobre o que estou falando e sabe bem diferenciar a dor.

    Ainda, muitos costumam insistir em exercícios que trazem dor, simplesmente por serem exercícios eficientes e, ISSO NUNCA DEVE SER FEITO. A segurança e a preservação de estruturas lesionadas jamais devem ser negligenciadas em prol da produtividade.

    Os exercícios

    São muitos os exercícios os quais podem acarretar problemas relacionados com a epicondilite. Os ligados com a epicondilite lateral, normalmente são exercícios de extensão, pois, do epicôndilo lateral, saem a maioria dos músculos extensores dos antebraços. Já os exercícios de flexão de cotovelos, normalmente acometem mais quem tem epicondilite medial, sendo que os músculos flexores dos antebraços saem em grande parte do epicôndilo medial.

    Ainda, devemos dizer que os diferentes graus de supinação e pronação de indivíduos podem trazer maior ou menor propensão para as epicondilites e, portanto, os exercícios escolhidos devem levar isso em consideração também.

    – Extensão de tríceps testa

    Entre os exercícios que mais acometem indivíduos, tanto com epicondilite lateral quanto medial, é o tríceps testa, mas, em especial, indivíduos que possuem epicondilite lateral sofrem mais, pois, estamos falando de um exercício cujo princípio é a extensão dos cotovelos e, portanto, o recrutamento do tríceps braquial e dos extensores dos antebraços. Isso se deve ao fato de que ele deixa o cotovelo em um torque muito grande e faz com que estruturas moles sejam comprimidas. Ainda, os punhos estão em atividade total durante a realização desse exercício e, muitas vezes estão solicitando grandemente os músculos flexores dos antebraços.

    O tríceps testa possui uma vantagem quando realizado com halteres: Ele deixa o movimento mais anatômico e pode ser útil para indivíduos com menor grau de pronação dos antebraços, podendo realizar o movimento em “pegada neutra”. Quanto maior for a limitação do grau de supinação dos antebraços em um indivíduo, então, muito provavelmente mais ele terá prejuízos com o uso de barras EZ, W ou mesmo a Reta, exatamente na ordem em que estão citadas, ou seja, a pior, neste caso, seria a barra reta que deixaria os antebraços supinados por completos.

    Todavia, caso você tenha epicondilites, talvez o mais interessante seja deixar o tríceps testa de lado um pouco ou, quanto muito utilizar máquinas que possam deixar sua pegada neutra e, ao mesmo tempo estabilizar o movimento. Os cabos, quando usados também podem permitir uma melhor estabilidade do movimento. Nesse caso, usaríamos os puxadores V ou a própria corda.

    Espere, pelo menos, o corpo deixar os processos inflamatórios para começar a tentar algumas variações no tríceps testa (incluindo até mesmo pegadas inversas) a fim de minimizar os potenciais danos do exercício para esse grupo de pessoas.

    – Rosca Scott

    A rosca Scott é um excelente movimento para o pico dos bíceps, especialmente por trabalhar bem a cabeça longa dos bíceps braquiais. Entretanto, ela causa uma compressão nos cotovelos, devido ao apoio e, consequentemente, uma compressão no nervo ulnar, que passa pelo túnel cubital. Além disso, os braços ficam em total supinação, favorecendo aquilo que citamos anteriormente frente aos músculos flexores dos antebraços.

    Indivíduos, especialmente acometidos com a epicondilite medial devem ter extremo cuidado ao realizar a rosca Scott, seja livre, seja em máquina, ou ainda, deveriam evitar por completo esse movimento.

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    No lugar dele, você pode minimizar os danos fazendo uso de um arm blaster. O acessório permite a regulagem para que, pelo menos seus cotovelos não fiquem comprimidos durante o movimento e, mesmo assim, permite um bloqueio do balanço dos braços e uma leve projeção dos braços para frente (flexão de ombros), favorecendo o trabalho do pico dos bíceps.

    Todavia, se caso você optar por executar a rosca Scott, jamais use a barra reta, pois, ela irá deixar seus braços não somente em supinação, mas, forçará que eles fiquem assim de maneira muito tensionada, o que pode ser ainda mais prejudicial.

    No lugar, prefira os bons e velhos halteres ou a barra EZ.

    – Rosca direta com barra reta

    Se você pensa no Scott, especialmente com a barra reta, como um movimento o qual permite a supinação completa dos antebraços e, por isso evita caso tenha epicondilite medial, então, seria incoerência não evitar a barra reta na rosca direta.

    Sim, concordo com você que esse é um exercício básico, de altíssima eficiência e que é pai da construção de bons bíceps, mas, como mencionado, a segurança e integridades jamais devem ser negligenciadas em prol da produtividade, seja ela qual for.

    Pensando assim, a rosca direta com barra reta irá afetar, especialmente quem tem epicondilite lateral e, portanto, o uso de barras EZ, W ou mesmo halteres podem ser melhores opções. Para compensar essa desvantagem no trabalho da parte interna dos bíceps braquiais (parte medial) o controle neuromotor é fundamental e você terá de tÊ-lo, do contrário, grande parte da carga será jogada para a porção externa (lateral) e braquiais.

    – Extensão de tríceps na polia com puxador reto (barra reta)

    Outro exercício muito popular para o tríceps braquial e que é pai da construção dos mesmos, além de ter um exercício muito difícil de manter o controle é a extensão na polia, mas, com barra reta.

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    Por deixar o corpo totalmente solto, com exceção dos braços e antebraços, há uma grande necessidade de estabilização, o que é ótimo para trabalhar a região do core. Ainda, nos tríceps braquiais que são o foco do movimento, você consegue uma ativação especial da cabeça longa e da cabeça média dos tríceps com um “apertão final” único na parte da contração máxima, potencializando seus efeitos.

    Entretanto, devido aos antebraços estarem em pronação total, os músculos extensores dos antebraços e mesmo o posicionamento de bloqueio dos tríceps são muito grandes, fazendo com que haja uma forte compressão na região cubital.

    Portanto, uma variação possível para a execução desse movimento, sem perder muito seus benefícios é a extensão com barra V ou mesmo a corda, com diferentes aberturas dos braços, a fim de recrutar mais ou menos determinada (s) cabeça (s) dos tríceps braquiais.

    – Desenvolvimento militar com barra

    Falamos muito sobre exercícios para os bíceps e tríceps braquiais, mas, muitas vezes desconsideramos exercícios os quais podem deixar os epicôndilos extremamente ruins devido ao posicionamento dos mesmos. Entre eles, pode-se mencionar o desenvolvimento militar com barra. Mais do que o desenvolvimento tradicional, sua pegada fechada e a rotação externa dos ombros requisitados nesse movimento, fazem com que, especialmente o epicôndilo medial fique tensionado, promovendo uma sobrecarga local que muitas vezes não deveria existir para pessoas com epicondilite.

    Ainda, as chances de você acabar recrutando mais um lado do que outro (caso tenha epicondilite unilateral) será grande, podendo causar desníveis musculares ou ainda, algum tipo de acidente ou lesão.

    A alternativa para esse movimento é o uso dos halteres, que deixam o movimento muito mais anatômico e confortável, além de mais seguro. Alguns casos fazem com que o indivíduo acometido por epicondilite tenha perdas de movimentos, o que, estando com halteres, evitará acidentes potenciais como com a barra, especialmente livre.

    – Supinos com barras

    Pelo mesmo motivo dos desenvolvimentos com barra, os supinos também pode causar compressões, mas, a diferença é que não somente nos epicôndilos mediais, mas, fortemente nos epicôndilos laterais também.

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    Portanto, as melhores alternativas são o uso de máquinas ou halteres. Na realidade, é relativamente raro vermos bodybuilders optando por usarem barras em supinos, especialmente quando estão em período de competição, onde algumas estruturas estão mais sensíveis, especialmente pelo menor conteúdo de líquidos presentes na região.

    Conclusão:

    Contudo, podemos chegar ao ponto de que a epicondilite pode ser uma doença tratável, desde que alguns cuidados sejam tomados para que ela não se agrave com os esforços crônicos, especialmente nas atividades físicas. Entretanto, é fundamental que entre esses cuidados, estejam envolvidas seleções de exercícios com menores potenciais de risco, a fim de deixar sua prática de atividades físicas intensas e contínua, evitando lesões, por exemplo.

    Portanto, é necessário sempre uma avaliação individual antes de uma prescrição de exercícios e, mais do que isso, é necessário que o praticante de musculação deixe seu corpo responder a cada um desses estímulos observando o conforto dos mesmos ou não.

    Bons treinos!

    2 Comentários

    1. Betão Marcatto 3 meses atrás
    2. Pedro Terrarum 3 meses atrás


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