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    Existe o melhor método de treinamento?

    Será que dentre os métodos de treinamento existentes, podemos definir qual é o melhor? Entenda como montar um método de treinamento baseado em suas individualidades e objetivos.

    Como costumo dizer, a musculação é mais do que simplesmente um esporte. Na realidade, difundido com esse nome, esse conjunto de ações realizadas pelos músculos (músculo + ação), na verdade, fazem parte de aspectos que estão ligados não tão somente a mover-se ou realizar movimentos visíveis, mas, também relacionados a vida, como os movimentos involuntários de alguns órgãos ou conjunto deles tais quais o coração e o sistema gastrointestinal.

    Entretanto, usando esse termo generalizador, a musculação quando tratada como modalidade, ainda pode ser considerada um tanto quanto vaga uma vez que, mais do que isso, a musculação é um conjunto de diversas modalidades que envolvem inúmeros outros enfoques e objetivos tais quais o aumento da massa muscular, a recuperação ou prevenção de lesões, os estímulos hormonais, o tratamento ou prevenção de doenças, a melhora no sistema cardiovascular, a melhora no sistema gastrointestinal, o tratamento de questões relacionadas ao psíquico do indivíduo, a melhora na qualidade de vida, desde uma criança, até um idoso etc.

    Assim, se temos inúmeros objetivos com esse conjunto de modalidades, então por que não ter inúmeras formas de se chegar em cada um deles ou, pelo menos, inúmeras formas para obter ótimos resultados concomitantes? Se bem pensarmos, a união entre a ciência e a prática fazem com que se desenvolvam essas criações e metodologias diversas. Essas metodologias podem ser aplicadas a um ou mais objetivos de maneira singular ou de maneira combinada, a depender do caso.

    Diante disso, cabe-nos perguntar: Existe então algum método que possa ser considerado o melhor e/ou o mais eficaz? Será que o grande volume Weider ainda é uma boa saída para se utilizar? Será que a baixa freqüência de treinamentos de altíssima intensidade de Mile Mentzer proporciona melhores ganhos? E, ainda a Brutalidade Heavy Duty adaptado por Dorian Yates? Por que então, esquecer da potência de treinamento de Ronnie Coleman e Jay Cutler? Que tal optar pelo baixo volume e altas cargas propostas pelo Max-Ot? E o recrutamento de fibras musculares que tanto promete o FST-7 de Hany Hambod? Será que os métodos malucos de alongamento durante o treino e da funcionalidade unida ao básico aplicada no treino de pernas de Tom Platz ajudariam a conseguir quadríceps como os dele?

    Bem, se uma metodologia existe, em primeiro lugar, cabe-nos, no mínimo, acreditar que ela já obteve bom resultados em algum lugar do mundo com pelo menos um indivíduo. Dificilmente alguém colocaria em jogo algo que jamais tivesse dado certo pelo menos uma vez ou que, pelo menos, ele não tivesse testado. Seria como jogar o próprio nome na lata do lixo.

    Por mais estranho que possa parecer um método de treinamento, alguma finalidade e alguma ciência por trás dele deve existir. Se, por um lado as altas repetições dentro de sistemas longos e extremamente frequentes de sessões de treinamento propostas por Joe Weider provavelmente não dariam tão certo para Dorian Yates, certamente seu método poderia não ser tão eficaz para um outro fisiculturista que tivesse muita facilidade no ganho de peso, por exemplo.

    Mas, especificamente falando a respeito do assunto principal, qual então é a melhor forma de se treinar?

    A primeira coisa que se deve levar em consideração quando iremos seguir alguma metodologia de treinamento, é avaliar a condições específicas de cada indivíduo. Sim, quero dizer que o fator que mais importará e significará para um resultado sólido ou um fracasso completo é a genética. Genética essa que envolve não tão somente a capacidade do crescimento muscular, mas, principalmente as formas com que isso pode ser estimulado, variando assim de acordo com, por exemplo, a quantidade maior ou menor de fibras de determinado tipo em determinada região do corpo de cada um, as condições hormonais, tais quais o biótipo corpóreo, as condições individuais de resistência, com o sistema neuromuscular e cardiorrespiratório, entre inúmeros outros.

    Por conseguinte, em segundo lugar, jamais poderíamos deixar de citar os aspectos relacionados com o meio externo, ou seja, todos os fatores que não necessariamente estão inclusos no código genético do indivíduo, mas, que passaram a existir ou se modificaram de acordo com o ambiente, os hábitos, as necessidades etc. Entre estes, podemos citar, por exemplo, as condições nutricionais do indivíduo, a periodização e adequação entre dieta, treinamento e descanso sinergicamente aliados, o tipo de atividade diária do indivíduo e assim por diante.

    Já a terceira, mas, não menos importante coisa que deve-se levar em consideração, é o objetivo do indivíduo. Sendo assim, é esperto de nossa parte que um indivíduo que deseje, por exemplo, o aumento de massa muscular, não realize o tempo todo trabalhos submáximos, mas sim, que realize um treinamento preferencialmente o mais intenso possível. O que, é diferente de estarmos falando de um segundo indivíduo que deseja auxiliar a recuperação de sua lesão. Certamente, seria loucura a prescrição de um trabalho de altíssima intensidade para o mesmo. Se, realmente queremos que um método dê certo, esse terá de ser aplicado com a finalidade que ele propõe, assim, não é conveniente, por exemplo, realizar treinamentos de atividade aeróbia intensa, para um ectomorfo que necessita do aumento brusco da massa muscular, assim como, não seria nada interessante a prescrição apenas de treinos de força para um atleta que visa alta performance aeróbia, pois, é maratonista.

    Sendo a musculação um tanto quanto complexa e tendo diversas aplicabilidades, é simples imaginar o quão fácil é fazer uma confusão na hora de escolher a melhor forma de treinar. Entretanto, essa deve ser feita com o máximo de cuidado, respeitando os fatores principais já citados e, principalmente observando na prática o que ocorre ou não em relação a você.

    A grande realidade é que, jamais existirá um método mais ou menos correto para se treinar, mas sim métodos que atendem o que cada um busca. Cabe a nós, através da prática e do empirismo, visto que é praticamente impossível obter uma ciência exata a respeito desse assunto, saber experimentar (sempre com o coração aberto para novos aprendizados) e então começar a selecionar o que iremos ou não aplicar. E é isso que faz da musculação algo singular e bastante individualizada.

    Portanto, não tenha medo: Tente, teste, renove!

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon

    4 Comentários

    1. Matthaeus 4 anos atrás
    2. Julio 4 anos atrás
    3. Cristian 4 anos atrás
    4. Rogelio Raimundo Dosouto 4 anos atrás


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