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    Existem exercícios proibidos na musculação?

    Neste artigo descubra de fato se existem ou não exercícios que são proibidos na musculação.

    Durante uma época obscura da musculação, houve um debate fervoroso sobre alguns exercícios ditos proibidos. Alguns defenderam a ideia, outros abominaram.

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    Sem tomar partido, vamos analisar os exercícios que causaram polêmica e o porquê da controvérsia, sobre os movimentos que foram banidos de algumas salas de musculação pelo Brasil.

    Devemos entender, primeiramente, que a quantidade de exercícios na musculação é enorme. Com pesos livres e diversos tipos de aparelhos guiados, articulados, etc, o profissional de Educação Física habilitado a confeccionar treinos possui um leque muito grande de exercícios para qualquer grupamento muscular e para qualquer finalidade.

    Mesmo que algumas academias tomem uma postura mais radical e acabem banindo alguns movimentos do seu rol de alunos, o professor deve estar apto a substituí-los por outros exercícios com a mesma função.

    Os exercícios devem ser ajustados para cada indivíduo, pois somos diferentes de nossos semelhantes, seja no objetivo, seja na necessidade, seja no tipo físico ou em nossas limitações.

    O que serve pra mim, pode não servir pra você. E mais: o que serve pra mim hoje, pode não servir amanhã.

    Pelos parágrafos acima podemos, já logo no começo do texto, concluir que não existem exercícios proibidos ou contraindicados na musculação, mas, sim, pessoas contraindicadas e executar determinados exercícios. Percebeu a diferença?

    Mesmo os exercícios mais polêmicos na musculação podem ser executados, levando-se em consideração que a pessoa que irá executá-lo domine a técnica de execução e não possua nenhuma limitação que interfira em sua execução ou, pior, que possa agravar alguma condição, seja muscular, articular, óssea, etc, já existente.

    Apesar de já termos a resposta pra pergunta que dá título a esse texto, vamos conhecer alguns dos exercícios que foram polemizados ao longo dos anos e fazer algumas considerações pertinentes para elucidar possíveis dúvidas de uma vez por todas.

    Exercício proibido #1: Puxada por trás da cabeça (Pulley posterior)

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    Esse é um dos principais exercícios utilizados ao longo dos anos para o desenvolvimento dos dorsais. Não existia uma série de costas sem esse exercício nos anos 90.

    Era tão importante quanto o supino em um dia de treino de peito. Não incluir o pulley posterior em uma série de costas era uma blasfêmia absurda e ninguém se atrevia a isso.

    Se compararmos, no entanto, com o nível de ativação muscular da puxada pela frente (pulley anterior), esse exercício possui uma pequena desvantagem.

    O pulley posterior como é conhecido, realmente, apresenta boa ativação muscular do latíssimo do dorso, pois esse músculo é um dos principais músculos responsáveis pela adução do ombro.

    Somado a isso, a puxada por trás combina movimentos de abdução com rotação externa dos ombros, sendo que colocar a extremidade superior nessa posição aumenta a tensão no ligamento glenoumeral inferior, que se destaca por ser estabilizador estático primário da articulação gleunoumeral.

    Outro fator muito importante a ser considerado é que, geralmente, o praticante de musculação, ao realizar tal movimento, projeta sua cabeça à frente, o que aumenta o risco de lesão na região cervical.

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    Alguns acham que essas condições negativas são maiores que os benefícios que o exercício pode trazer, pois o complexo deltoide fica susceptível a muitas lesões.

    Devo destacar, no entanto, que se for executado de forma correta, por pessoas experientes, que sabem ajustar todas as variáveis móveis do aparelho, e que não apresentam histórico de lesões na articulação do ombro, o exercício sempre será uma opção.

    O que o professor deve ficar atento, nesse caso, é observar se a pessoa possui baixa estabilidade glenoumeral e, então, nesse caso, evitar que o exercício seja feito. Além disso, o professor deve orientar seus alunos a utilizarem-se de uma condição importante na execução do movimento: executá-lo com o braço no plano da escápula, para que se aumente a segurança desse exercício. E o que isso significa? Que durante a abdução e a adução do ombro, o braço fique alinhado com a escápula, pois é a posição mais adequada, sob o ponto de vista da Biomecânica.

    Outro detalhe importantíssimo durante a adução do ombro, ou seja, na intenção de abaixar o máximo possível a barra, o ombro tende a apresentar um movimento paralelo, forçando a cabeça do úmero anteriormente, que terá como consequência um estresse capsuloligamentar. Para se evitar essa possível lesão, tenha em mente que é mais importante ter amplitude maior quando a barra/puxador sobe e não quando desce. Ou seja: “desça menos e suba mais

    Exercício proibido #2: Desenvolvimento com barra por trás da cabeça (na nuca)

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    Do ponto de vista da análise do movimento (cinemática) é bastante semelhante ao anterior. A diferença diz respeito ao sentido de aplicação das forças: enquanto que no exercício anterior ocorre a puxada (ato de puxar), no caso do desenvolvimento o que acontece é o ato de empurrar.

    Por serem cinematicamente semelhantes, todas as considerações anteriores valem para esse caso também (estresse no complexo deltoide).

    Esse estresse, ou tensão, são altas na região do supra espinhoso, infra espinhoso, subscapular, redondo menor, manguito rotador e no tendão da cabeça longa do bíceps braquial, sendo que os tendões do supra espinhoso e a cabeça longa do bíceps braquial são os que mais sofrem na execução desse exercício, já que ocorre uma abdução do ombro com uma rotação lateral em grande amplitude.

    Se nesse movimento houver uma falha do manguito rotador em ajustar a cabeça do úmero na cavidade glenoide, esses tendões podem ser comprimidos contra o acrômio, que levará a uma situação denominada síndrome do impacto.

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    Somada a todas essas situações cinemáticas, quando você executa um desenvolvimento na nuca, você provoca a rotação da cabeça do úmero para trás.

    Repetindo-se esse movimento com altas cargas e em contato direto entre a cápsula articular e a bursa, acabamos por criar condições ideais para o aparecimento de uma inflamação, a bursite.

    Semelhantemente ao exercício anterior, a realização do desenvolvimento pela frente com barra torna-se mais aconselhável se você não tem uma consciência corporal avançada.

    Exercício proibido #3: Agachamento completo

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    Chegamos em um exercício bastante polêmico! Um dos mais queridos e antigos exercícios da história da musculação. Sem dúvida, o preferido entre marombas mais antigos que gostam de treinos de força.

    E agora: agachar até que os glúteos toquem ou cheguem perto dos calcanhares ou não? Para que isso aconteça, devemos realizar uma acentuada flexão de joelhos, que acarreta um aumento nas forças intra-articulares, dentre as quais podemos destacar as forças de compressão tibiofemoral e as forças de compressão patelofemoral.

    Essas duas forças podem não ser interessantes em alguns indivíduos, principalmente se eles apresentarem algum tipo de instabilidade nos joelhos.

    Alguns afirmam que o agachamento completo pode acarretar um risco maior de lesão nos meniscos e ligamentos cruzados e colaterais.

    Mas posso afirmar com 100% de certeza que o agachamento feito de forma completa deve ser feito por praticantes mais experientes, que já passaram anos e anos treinando e que não engolem essa besteira de proibição de exercícios.

    Exercício proibido #4: Stiff

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    Considero esse exercício ainda mais controverso que o agachamento completo, pelo simples fato de que sempre escutamos, desde a mais tenra infância, a seguinte frase, dita por nossos pais, com intenção de proteger-nos de possíveis lesões ao levantarmos objetos mais pesados:

    Para se levantar uma carga pesada do chão, deve-se primeiro agachar e levantar o peso com a força dos membros inferiores, sem dobrar a coluna

    Oras … se estamos habituados com essa orientação, então porque realizar um exercício que vai totalmente contra essa filosofia preventiva? Papai e mamãe estavam errados?

    Pois é, pode parecer contraditório realizarmos o stiff depois que mamãe disse pra não dobrar a coluna. Mas, como sempre, se executado de forma correta, atentando-se para a manutenção das curvas anatômicas da coluna em toda a sua amplitude de movimento, o risco de lesão lombar diminui consideravelmente e o exercício torna-se um grande aliado para o desenvolvimento de grande parte da musculatura da cadeia posterior do corpo.

    O stiff é, ainda, um exercício de execução tremendamente difícil, exigindo grande consciência corporal e não deve ser executado por iniciantes.

    Conclusão:

    Como vimos, não existem exercícios proibidos ou contraindicados, existem pessoas com limitações a esses exercícios.

    E pior: existem pessoas querendo aparecer na mídia com sensacionalismo barato a cerca de algo que já funciona muito antes mesmo dessas pessoas nascerem.

    Fiquem ligados!



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