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Guia da terapia pós-ciclo (TPC)

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Conheça melhor o que é a terapia pós-ciclo (TPC), sua importância, modelo de TPC e como os medicamentos funcionam durante a terapia.

O uso de esteroides anabolizantes é algo inquestionável no âmbito esportivo. Por conseguinte e, infelizmente, as pesquisas são poucas e restritas pela ética médica, logo, tudo que se tem é embasado em algumas pessoas que “quebraram as regras” aliando seu conhecimento ao empirismo. Portanto, é bom deixar claro que, nenhuma forma de administração para fins ergogênicos é totalmente segura, tampouco suas formas de “prevenção” retorno ao processo anterior ao uso.

Conheça um guia básico para realizar uma terapia pós-ciclo (TPC)

A terapia pós-ciclo (TPC), como o próprio nome já sugere, é uma ou mais ação (ões) realizada (s) a partir de mudanças e regimes dietéticos e de medicamentos após um ciclo de substâncias sintéticas hormonais anabolizantes, visando promover alguns eventos no corpo de maneira mais rápida e/ou eficaz e até possibilitando que muitas delas aconteçam, coisa que não aconteceria naturalmente. Isso, além de evitar inúmeros casos de efeitos e incidências colaterais.

Apesar de não se tratar necessariamente de algo obrigatório e tampouco fundamental, a terapia pós-ciclo pode ter algumas funcionalidades em determinados casos e, pra alguns indivíduos. Isso porque, normalmente esses mesmos realizam curtos ou médios tempos de uso de um coquetel dessas substâncias e, logo param e ficam mais um período “limpos”. Acontece que, na vida de um atleta profissional, esse fundamento não é bem aplicável. Novamente, cairemos na mesma tecla de que o esporte competitivo realmente não existe sem drogas. Nesses específicos casos, a solução então pode ser o que chamamos de “bridges” ou “pontes’ que são ligações entre um tempo de uso mais pesado de um coquetel para outro.

A terapia pós-ciclo é mesmo necessária?

Como dito, normalmente quem busca esse sistema de recuperação no corpo são usuários e não atletas profissionais. Assim, nesse caso, a TPC deve ser bem feita e estimulante. Mas, para o atleta profissional, é sim dispensável, tanto porque a grande maioria deles fará com que as prevenções aconteçam logo durante o próprio uso.

E como se faz uma TPC?

Para que possamos fazer uma terapia pós-ciclo, devemos conhecer alguns fatores primordiais, entre eles: A individualidade fisiobiológica, na medida em que essa dará uma diretriz do quanto seu corpo demora para se recuperar, o tanto que ele é atingido com algumas drogas, sejam orais ou injetáveis, o tempo de uso dessas substância, a dosagem da mesma, a frequência de uso, a resistência do corpo para alguns medicamentos, entre outros.

Apesar da escolha das drogas a serem usadas nas TPCs serem algo muito particular e que devem cuidadosamente ser feitas, conhecendo o máximo de fatores, pode-se optar não tão somente pelo tipo de TPC, mas pelo tanto que ele também irá durar. Hoje, existem alguns modelos de TPC pelos quais se pode criar não só uma base do que fazer, mas também usá-las, afinal, as mesmas tem apresentado boas respostas desde que foram elaboradas. A vantagem de seguir esses protocolos é que não necessitaremos correr muito através de protocolos, mas sim, “copiar”. Já a desvantagem normalmente acontece com indivíduos que requerem muitas condutas com auto grau de especificidade.

Outro fator de desvantagem é que a cópia nos faz imaginar que o indivíduo que a faz não identifica suas especificidades no assunto, logo, muito provavelmente deixará o auxílio médico de lado, algo que é fundamental desde o primeiro uso do usuário mais “free” que existe, até o atleta mais profissional de sua modalidade.

Por conseguinte, cabe-nos então, conhecer alguns desses principais modelos, logo adiante:

Exemplo 1: SERMS (Uma das mais conhecidas hoje)

Semana 1:

1)Clomifeno: 100mg/dia
2)Tamoxifeno: 40mg/dia
3)Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 2:

1)Clomifeno: 50mg/dia
2)Tamoxifeno: 40mg/dia
3)Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 3:

1)Clomifeno: 50mg/dia
2)Tamoxifeno: 40mg/dia
3)Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 4:

1)Tamoxifeno: 40mg/dia
2)Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 5:

1)Tamoxifeno: 20mg/dia

Semana 6:

1)Tamoxifeno: 20mg/dia

Total: 28 cápsulas de clomifeno e 70 cápsulas de tamoxifeno.

Exemplo 2:

Semana 1:

1)Clomifeno: 100mg/dia
2)Tamoxifeno: 40mg/dia

Semana 2:

1)Clomifeno: 100mg/dia
2)Tamoxifeno: 40mg/dia

Semana 3:

1)Clomifeno: 50mg/dia
2)Tamoxifeno: 20mg/dia

Semana 4:

1)Clomifeno: 50mg/dia
2)Tamoxifeno: 20mg/dia

Total: 42 cápsulas de Clomifeno e 42 cápsulas de Tamoxifeno

Exemplo 3:

1º Dia:

300mg Clomifeno (6 cápsulas)

2º ao 11º Dia:

100mg Clomifeno (2 cápsulas)

12º ao 21º Dia:

50mg Clomifeno (1 cápsula)

Total: 36 cápsulas de Clomifeno

Outras drogas ainda, podem ser inseridas em inúmeros casos a depender da individualidade fisiobiológica de cada um. Drogas essas contra a atrofia testicular, como, por exemplo, o HCG, drogas com funções inibidoras da prolactina, drogas de ponte, como o dianabol, entre outras infinitas opções e combinações.

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Utilizar ou não utilizar clomifeno com tamoxifeno?

Uma das maiores controversas em TPC’s são referentes ao uso e clomifeno e tamoxifeno (novaldex). Será que eles devem ser utilizados juntos ou não? Se não, toda a TPC conhecida como “SERMS” cai por terra? Para entendermos e respondermos essas questões, faz-se necessário então, conhecer um pouco melhor a respeito de como cada um age no organismo, não é mesmo?

Ambos possuem estruturas químicas parecidas, mas, com funções diferentes. Normalmente, usa-se clomid como medicamente após o ciclo de esteroides anabolizantes e tamoxifeno como anti-estrogênico. Ambos, a grosso modo, são utilizados para normalizar os níveis normais de produção endógena de testosterona. Ambos, também agem na medida em que, não inibem a enzima aromatase, mas sim, ocupam o receptor de estrógeno, fazendo-o sofrer inativação por seu próprio desuso.

Uma vez os esteroides aromatizáveis, os quais tratam-se de substâncias são aqueles capazes de ativar a atividade da progesterona, do estrógeno entre outros hormônios femininos. Entre esses esteroides, os mais comuns e preocupantes são a nandrolona, as boldenonas, o dianabol e as testosteronas em geral, até mesmo em éster de propionato.

Com a finalidade de reduzir a ginecomastia, especificamente, assim como de aumentar a produção natural de testosterona do corpo no pós-ciclo, usam-se anti-estrogênicos como o Cytadren ou o próprio clomifeno. Entretanto, drogas possuem funções diferentes e, assim, podem agir com a mesma finalidade (no caso, reduzir as chances do desenvolvimento de uma possível ginecomastia), mas, por vias totalmente diferentes.

Os inibidores de aromatase, como Cytadren, agem inibindo a enzima aromatase, responsável pela conversão do estrógeno. Assim, ele não age propriamente com o estrógeno, mas sim, com a enzima capaz de “ativá-lo”.

Mas, se Tamoxifeno e Clomifeno são basicamente a mesma coisa, por que não utilizarmos apenas ou outro? A resposta é: Efetividade. Enquanto Clomid necessita de pelo menos 100mg/dia para notarmos um efeito plausível, tamoxifeno não requer mais do que simples 20-40mg/dia, sendo muito mais vantajoso seu uso. Além disso, tamoxifeno ajuda a regular os níveis de colesterol no corpo, fundamentalmente altos no período pós-ciclo, devido a hormônios derivados do lipídio, como é o caso da testosterona.

Ainda falando sobre a ginecomastia, a Trenbolona, por exemplo, é um esteroide que não aromatiza. Entretanto, ela pode fazer com que os níveis de prolactina no corpo aumentem. Assim, tamoxifeno ou clomifeno seriam drogas sem efetividade perante a ela, sendo necessário algum inibidor/regulador de prolactina, não de aromatase.

Portanto, a respeito do fato do uso do clomifeno e/ou tamoxifeno, conclui-se que é necessário conhecer as drogas e, por conseguinte suas causas de ginecomastia devido ou não a aromatização antes de entrar com algum tipo de droga. Nem toda TPC será feita com estes dois medicamentos, fique alerta.

HCG

O hormônio da gonadotrofina humana ou HCG é um hormônio peptídico que mimetiza o LH, hormônio responsável por estimular as gônadas humanas. Também é um importante marcador no teste de gravidez para o sexo feminino.

Ao caírem os níveis de testosterona, devido aos baixos níveis de LH no corpo, principalmente nos períodos pós-ciclo, isso pode fazer com que as gônadas reduzam o seu tamanho e, claro, efetividade, chegando a causar o hipogonadismo.

O hipogonadismo, para ser evitado ou contornado até que (não em todos os casos, pois, existem casos irreversíveis de hipogonadismo), necessita de maiores estímulos, seja pelo LH, ou pelo HCG. Isso porque, os níveis de produção de testosterona estão diretamente associados aos tamanhos dos testículos.

O HCG por sua vez é uma droga que, por muitos, é utilizado apenas no pós-ciclo, mas, assim como tamoxifeno, que pode e normalmente é utilizado durante e após o ciclo de substâncias anabólicas ergogênicas hormonais, o HCG também pode ser utilizado tanto durante, quanto após o ciclo também, sendo extremamente eficaz em ambos os casos.

Durante o ciclo, a dose normalmente utilizada é de cerca de 250UI a cada 4 dias, totalizando, em média 500UI por semana. Mas, essa dose em alguns casos pode se fazer ineficaz, sendo então, a dose mais efetiva e comumente também utilizada, a de 500UI no mesmo período.

Uma terceira forma ainda de utilizar o HCG, caso inicie-se com ele tardiamente no ciclo, é calcular 40UI pelos dias de abstinência de LH, ou seja, caso você esteja a 45 dias “em atraso” no seu ciclo, calcula-se em média 1800UI de HCG. Lembrando que, doses acima de 5000UI NÃO são indicadas nesses 4~7 dias de meia-vida da substância.

  • Salienta-se o armazenamento do HCG em GELADEIRA.

Conclusão:

O uso de esteroides requer cuidados e protocolos de uso que, normalmente são menos prejudiciais quando aliado a pessoas e/ou profissionais com alto grau de conhecimento e prática. Assim, uma das formas criadas para minimizar os danos das substâncias ergogênicas hormonais é a chamada Terapia pós-ciclo (TPC), a qual visa minimizar os posteriores efeitos de um ciclo. Entretanto, não só as controversas, mas os protocolos de realização são bastante variáveis de acordo com as necessidades e características fisiobiológicas, assim como, as características do ciclo realizado. Pudemos então, ter um leve conhecimento sobre alguns destes.

É importante salientar que, tudo referente a isso é baseado em empirismo e quebra de ética, portanto, nada é comprovadamente científico. Portanto, jamais tente seguir quaisquer desses protocolos sem a devida orientação e os devidos cuidados médicos! Sua saúde é o que importa!

Artigo escrito por Marcelo Sendon

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