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    O lado obscuro e desconhecido dos rótulos de alimentos

    Nem tudo que vem escrito na tabela nutricional dos alimentos quer dizer exatamente aquilo descrito, existe um lado obscuro e desconhecido por trás da descrição. Desvende e fuja destas descrições mal contadas.

    Ler rótulos de produtos alimentícios é um dos vícios que a pessoa adquire depois que ela entra no mundo da musculação. Isso acontece, pois começamos a nos interagir com a nutrição e aprendemos que cada produto possui certa quantidade de nutrientes. É muito natural que passemos a sempre olhar os rótulos, principalmente buscando os produtos que mais tiverem proteína. Esse é um vício clássico!

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    A tabela nutricional foi feita realmente para que se possa entender o alimento antes de se ingerir. É necessário que se saiba o que esta ingerindo antes de ingerir. Imagine que você seja alérgico a lactose e não existisse tabela nutricional, você poderia comprar um produto que tivesse tal substância sem saber e acabaria parando no hospital. Então por isso elas são importantes. Porém essas tabelas podem ser um pouco “traiçoeiras” e obscuras.

    Ficou curioso em saber obscuras de que forma? Então é sobre isso que iremos tratar neste artigo e você é daqueles que costuma desconfiar de tudo, vale a pena a leitura do artigo, pois nem tudo o que se lê deve ser interpretado da forma que esta escrita.

    A rotulagem alimentar

    A rotulagem alimentar, ou o que cerca a embalagem de um dado produto para consumo alimentar, tem passado por evoluções benéficas e maléficas. Antigamente se quer existiam as rotulações básicas. Entretanto, com o evoluir da ciência, percebeu-se a necessidade de incluir informações fundamentais para que se soubesse o que está consumindo, a fim de dosar o que lhe é ou não conveniente. Entretanto, do básico ao cada vez mais aperfeiçoado, essa rotulação passou e passa por avanços.

    Regido por diferentes legislações a depender dos locais referidos, normalmente algum tipo de órgão superior elege fatores relevantes e fundamentais, passa aos fabricantes que, posteriormente são supervisionados por órgãos menores. Hoje no Brasil, a constituição que reza as normas para a rotulagem alimentar, estabelecida pela ANVISA segue a norma da  RDC nº259/02, sobre rotulação de produtos embalados. Posteriormente, portarias e novas instruções foram criadas a fim de melhorar esses aspectos.

    Convenhamos que o Brasil ainda é muito fraco nesse aspecto e ainda está engatinhando nisso. Enquanto em países como os Estados Unidos da América, o Canadá e mesmo a Inglaterra possuem legislações, inclusive para TABELAS NUTRICIONAIS precisas, o Brasil ainda sofre com problemas como produtos sem se quer um devido rótulo de apresentação. Entretanto, esse é um processo lento o qual deve visar primordialmente conscientizar a população dessa necessidade, importância e dos benefícios que podem ser originados a partir disso. Sim, um dia ainda chegará nesse nível superior… Um dia…

    Apesar disso, mesmo as tabelas de outros países e muito do que é empregado no Brasil, sofre com itens obscuros, os quais serão retratados a seguir.

    # Dizeres de “natural” nas tabelas nutricionais

    Quando lemos a palavra “natural” nos dias atuais, nos remetemos a algo que possa beneficiar nossa saúde, uma vez que quanto mais conseguirmos nos manter naturais, isso é, sem a adição de compostos sintéticos em nosso corpo, melhor garantiremos nossa saúde e qualidade de vida.

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    Porém, não há uma definição lógica na indústria alimentar sobre o que se defina por “natural”. Normalmente, essa denominação se dá unicamente a não aditivos sintéticos de conservação ou mesmo de flavorização do alimento. Isso não garante que o que estamos consumindo seja realmente natural. Pode haver algum tipo de excesso de frutose (que é um açúcar natural), pode haver uma alta concentração de antinutrientes, como a tanina, entre outros. Além disso, a palavra “natural” não garante que a matéria prima realmente tenha sido tratada com princípios naturais, isso é, se a adição de hormônios, fertilizantes, agrotóxicos, entre outros.

    Portanto, vale sempre prestar atenção nesses detalhes e procurar entender um pouco mais do que se passa por trás dessa palavra “natural”. Para isso, não se prenda ao rótulo, mas busque saber a origem de seus ingredientes, a procedência e as qualificações da marca.

    # Quando a tabela nutricional diz que o alimento é integral

    Hoje a denominação de “integral” é muito controversa. O que é integral para você? Algo que seja presente em sua forma ÍNTEGRA, ou seja, completa. Quando uma tabela diz que esse ou aquele alimento é integral, devemos ter dois cuidados básicos:

    O primeiro deles é avaliar se existem parcelas integrais dos alimentos ali e outras não integrais, pois se repararmos nos pães, por exemplo, iremos ver que na descrição dos ingredientes (que deve estar por ordem da maior para  a menor quantidade dos ingredientes), os grãos realmente integrais estarão não em primeiro lugar.

    Em segunda instância, entende-se como integral algo que está na integra, ou seja, isso não quer dizer que o alimento apenas contenha alimentos em sua íntegra. Há muitos desses alimentos “integrais” com altas quantidades de açúcar, alta quantidade de aditivos sintéticos de conservação, de flavorização, de palatividade e mesmo de textura, entre outros.

    Portanto, avalie cuidadosamente os ingredientes e as quantidades dos mesmos presentes. Isso é fundamental para garantir o consumo de reais produtos integrais (o que, no Brasil, diga-se de passagem, são quase zero).

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    # Tabelas nutricionais que alegam “diminuição de gorduras”

    Desde os anos 80, aos anos 90, a proeminência nas críticas referente aos lipídios cresceram. Imaginava-se que eles poderiam ser grandes vilões na dieta. Hoje, sabe-se a importância desse macronutriente e que, praticamente é impossível ter uma vida saudável sem um consumo adequado de lipídios. Logicamente, não estamos dizendo que seja necessário que você consuma uma tonelada de lipídios em sua dieta, mas essas quantidades devem atender as suas necessidades individuais.

    Diante da crítica que ocorria com os lipídios, o emprego de alimentos com “menor porcentagem de gorduras” foi empregado no mercado. O que poucos imaginavam, é que esses alimentos poderiam ser mais prejudiciais do que os em sua forma natural, com maior teor de gordura.

    Sabe-se que para aumentar as características organolépticas de um alimento, muitos são os meios, entre eles a adição de gorduras. Porém, se essas são retiradas, outros compostos devem entrar em seu lugar, a fim de não tornar o produto desagradável ao consumidor. Normalmente, se passa a adicionar altas quantidades de açúcares e xaropes, altas quantidades de aditivos químicos sintéticos, muitos deles, inclusive prejudiciais à saúde humana, entre outros.

    Além disso, um alimento ter menor quantidade de gorduras NÃO significa que ele seja menos calórico, justamente pela adição desses outros compostos (quando energéticos) como os açúcares.

    Um outro fator que deve ser chamado a atenção é no proporcionamento do alimento. Imaginemos que uma porção de 50g de um produto forneça 5g de gorduras. Porém, em sua versão com “gordura reduzida”, a qual apresenta 50% menos lipídios, ou seja, 2,5g a porção passa a ser 25g, ou seja, também metade… Trocando em miúdos, quais são os benefícios? Provavelmente nenhum, afinal estamos falando do mesmo produto, mas em quantidades diferentes.

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    Portanto, veja até qual ponto vale ou não a pena optar por alimentos com menores teores de gordura.

    # Tabelas nutricionais de chocolates que dizem ser “puro cacau”

    Atualmente o chocolate também é outro alimento que de vilão virou mocinho, e tem recebido inúmeros incentivos para seu consumo, devido as reais propriedades antioxidantes, aos polifenóis, entre outros benefícios.

    Sabe-se que quanto maior a porcentagem de cacau presente no chocolate, então maiores são seus benefícios, uma vez que esse é o real alimento funcional da história. Sabendo disso, as empresas começaram a aplicar rótulos de “chocolate puro cacau”… Ora! Atualmente no Brasil, NÃO EXISTE NENHUMA MARCA QUE FAÇA UM PRODUTO DESSA NATUREZA. Mesmo no exterior, são poucas as empresas que trabalham unicamente com chocolates 100% cacau, que na verdade, também possuem misturas de compostos de cacau.

    O que se encontra no Brasil, são chocolates com maior porcentagem de cacau, mas não são puros, até porque se fossem puros seriam um golpe contra si mesmo no cenário brasileiro, afinal o morador local está acostumado com chocolates doces e muito palatáveis, uma vez o cacau sendo bastante amargo por si só e com gosto bastante típico do alimento.

    Portanto, preste atenção e saiba que apesar dos benefícios do “chocolate com maior teor de cacau”, você NÃO está ingerindo puramente cacau.

    # Quanto a tabela nutricional declara “produto 0% açúcares”.

    Muita inserção dos alimentos que não contém açúcar tem acontecido na sociedade contemporânea, uma vez entendido os malefícios que esse carboidrato em excesso pode causar. Porém, ao entendermos como “açúcares” entendemos até o ponto dos dissacarídeos, ou seja, duas moléculas de carboidratos ligados em uma ligação denominada glicosídica as quais formam esse produto. Trocando em miúdos, quando temos a adição de galactose e glicose, por exemplo, formamos a lactose, o “açúcar do leite”. Quando temos duas moléculas de glicose ligadas, temos uma maltose… Quando temos, por sua vez, uma molécula de glicose e uma de frutose, formamos a conhecida “sacarose” ou o açúcar de mesa branco que tanto conhecemos.

    O que ocorre é que todos esses são açúcares, mas a maioria apenas conhece o último caso como açúcar. E é por isso que a indústria investe nesse marketing. Quando as tabelas declaram que o alimento não contém açúcar, querem dizer ou que ele não contém ADIÇÕES EXTRAS DE AÇÚCAR ou que ele NÃO CONTÉM AÇÚCAR BRANCO, refinado. Porém, isso não quer dizer que esses alimentos não contenham outros açúcares. Dessa forma, são muitos os produtos com altas quantidades de frutose, altas quantidades de maltodextrina e outros tipos, mas que em sua tabela se classificam como “sem açúcar”.

    Portanto, consumir um alimento “sem açúcar” requer alguns cuidados de observação antecedentes.

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    Conclusão:

    As tabelas nutricionais tem sido de grande avanço para a ciência e para o entendimento do consumidor. Entretanto, por ser um ramo relativamente novo e ainda não muito bem entendido, essas podem sofrer algumas manipulações as quais as tornam aceitáveis a olhos superficiais, mas que certamente chocam ao serem avaliadas precisamente.

    Caso você realmente queira resultados, além de uma saúde conveniente e uma melhor qualidade de vida, você deve entender um pouco sobre esses conceitos e saber o que está consumindo.

    Além disso, ter uma devida orientação profissional é passo fundamental não só para seguir protocolos em si, mas para ser orientado a poder caminhar com as próprias pernas e entender um pouco mais a respeito.

    E então, todas as tabelas continuam sendo um platô para você? Faça isso mudar!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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