Mr. Olympia 2012: Uma revisão dos principais acontecimentos

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Uma rápida visão sobre o Mr. Olympia 2012 feita por nosso escritor, mentor e fisiculturista Marcelo Sendon!

Na semana passada, o maior evento de fisiculturismo do mundo aconteceu de maneira incrivelmente surpreendente, tanto em resultados, quanto na super organização proposta pelos promotores do evento. A importância que o Mr. Olympia reflete ao fisiculturismo durante todos os anos de sua existência e, obviamente o valor que se dá ao criador do evento Joe Weider pelo que o já senhor de idade fez e ainda faz por nós musculadores profissionais ou não também é algo que não pode deixar de ser comentado ou tampouco esquecido.

Tudo se inicia com uma enorme feira de marcas das mais inúmeras possíveis, desde as mais antigas e tradicionais, até as mais recentes. Essa feira, basicamente apresenta não só suplementos, como muitos imaginam, mas inúmeros outros eventos e exposições tais quais dos próprios atletas, de marcas relacionadas ao culturismo e fitness em geral (academias, aparelhagem, equipamentos etc), fazendo com que seja impossível conhecê-la por completo, mesmo com seus dias de duração. Lá, é possível participar de pequenos eventos, disputas, tirar fotos e, claro, recolher uma porção de brindes, além de experimentar todo tipo de suplemento e equipamento.

Mas, nosso foco neste release não é a feira, mas sim, o campeonato Mr. Olympia 2012, que é o real interesse de todos. Assim, durante o ano, apenas os melhores do mundo pisaram naquele palco, exibindo os resultados expressos em seus corpos diante a dedicação e trabalho duro… Aliás, trabalho tão duro lembrando os atletas que tiveram de parar no meio do percurso por alguma lesão como Victor Martinez (diga-se de passagem, há controversas sobre essas possíveis lesões. Seriam mesmo elas reais? Forçadas a acontecer? Graves a esse ponto?).

- Categoria Principal

Entre o top 5 da categoria principal, ainda há muitas controversas que foram dispostas no decorrer dos dias posteriores ao campeonato. Isso porque, não tão somente surpreendente, os resultados mostraram que muitas vezes o favoritismo pode falar um tanto quanto alto. Além disso, pudemos perceber a possibilidade que há em ressurgir atletas e evoluir outros em tampouco tempo e, de maneira tão satisfatória. É, por exemplo, o caso do quinto lugar Branch Warren, o qual se recuperou de uma lesão recentemente, que o havia tirado do campeonato passado. Apesar de toda expectativa para sua entrada no TOP 3, o atleta que ficou em quinto lugar, mostrou, apesar de não estar em sua melhor forma física, que é possível, com características genéticas, memória muscular e muita dedicação esforço, mostrar-se bem no palco através de músculos consolidados e de aparência densa e seca. Além disso, o atleta conservou seu esforço e, até melhorou, digamos assim, para atingir um volume mais proporcional nos braços. Com grandes peitorais cheios de vasos aparentes e dorsais salientes, o que, provavelmente mais prejudicou o atleta foi mesmo a região abdominal que, já foi muito melhor.

Já o quarto lugar, Dexter Jackson, foi realmente uma grande surpresa. Apesar de sua apresentação mediana no ano passado, o atleta mostrou que, mesmo em sua idade e com tantas dificuldades, também é possível buscar um progresso, quando se é proposto a um objetivo. Mesmo melhorando brutalmente a dilatação estomacal, melhorando a densidade dos braços e da região posterior do corpo, o atleta infelizmente parece ter tido algum problema na saturação de carboidratos ou no controle hídrico de seu corpo desde o prejuding até o evento final. Em minha opinião, a densidade estava pouca coisa maior na primeira apresentação. Independente disso, ainda podemos apostar em alguém que “parecia morto”.

O top 3 merece um destaque especial: Controversas, críticas, resultados aparentemente injustos e mais uma porção de fatores que estão sendo discutidos desde o anúncio do mesmo.

O terceiro lugar surpreendeu a todos e, dificilmente alguém imaginaria que o dono do mesmo, seria ninguém menos do que Shawn Rhoden. Apesar de relativamente conhecido, o atleta que não possui patrocínio de algum grande marca de suplementos, jamais seria seriamente citado nesta posição. De frente, lembrando shapes como os de Flex Wheeler em seus primeiros anos de Olympia, ou até mesmo Shawn Ray, suas características genéticas mostram que, ele pode ser uma promessa, apesar dos padrões sempre propostos pela IFBB, a qual desclassificaram os atletas anteriormente citados. Sua cintura de pilão, bíceps e tríceps bastante inflados, Rhoden acabou por desejar um pouco em sua região dorsal e nos membros inferiores, principalmente quanto a definição muscular, o que pode deixar muito de aparentar densidade muscular. Suas poses ou, talvez falta de habilidade nelas também foi algo que, em minha opinião, deixou a desejar.

E então, restaram no palco dois grandes atletas que, há anos vem causando impactos positivos no esporte, tanto em shape, quanto em marketing, quanto em estilos de vida, mudanças e outros milhões de aspectos. Falo do atleta Kai Greene e o atleta Phil Heath, até então Mr. Olympia, superando anteriormente ninguém menos do que Jay Cutler.

Ambos os atletas, diante de olhares fixos mostravam-se confiantes e concentrados. Por suas largas experiências não só como atletas, mas, na vida, certamente deveriam os dois merecerem o título, mas, apenas um poderia sair vencedor dali. Então, o segundo lugar é anunciado: Kai Greene! Apesar da decepção de muitos que acreditavam e juravam de pés juntos que o atleta seria o campeão, o mesmo, que apresentava quadríceps incrivelmente fibrados, linhas abdominais definidas, dorsais escomunalmente grandes e bem cortadas na pose de back Double bíceps e, claro, tríceps com longas cabeças laterais, o que dá uma aparência ainda melhor na pose, por favoritismo de patrocínio ou não, mais uma vez teve uma grande decepção própria. Mas, verdade seja dita: A dor pareceu ser menor do que em anos anteriores. E, certamente, ele ainda tem muita “lenha para queimar”.

Neste acontecimento, o sorriso do negro de olhos claros e braços densos se abriu como quem, aliviado, olha um percurso e diz: “Missão cumprida!” e, missão essa muito bem cumprida, diga-se de passagem. E o primeiro lugar fica com Phil Heath!

O ponto que mais chama a atenção no atleta são mesmo seus incomparáveis braços elogiados até mesmo por Jay Cutler. Porém, braços estes que não acabam por mostrar um corpo um tanto quanto desproporcional como muitos atletas “braçudos”. Nos últimos anos, o enfoque sugerido e trabalhado por Hambod nos peitorais de Heath, aliado ao anterior trabalho que ele já vinha e ainda vem fazendo com seus dorsais (e que tem dado muito certo), são pontos que fundamentalmente conferem maior proporção e simetria e pouco deixam a desejar. O pequeno desnível assimétrico que existia entre os seus braços também parece ter sido amenizado ao máximo. Certamente, ninguém se comparou com Heath na pose de peitorais laterais e bíceps no que se diz respeito ao tronco.

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Uma melhora perceptiva do atleta, também foi na vascularização da parte interna das coxas, o que conferiu ótima aparência a pose de “mais musculoso”. Além disso, e, finalmente, o que pareceu não ter mudado, ou até ter decaído um pouco foi sua região abdominal, muito provavelmente pela idade do atleta que vem avançando e retirando sua total vantagem de cinturinha que, aparentemente já fora um tanto quanto perdida e, apesar de toda a secura do shape, apresentou um pouco de dilatação, mostrando um tronco não mais muito fino (principalmente na região oblíqua), como nos anos anteriores.

Independentemente de quaisquer coisas, não podemos desconsiderar o show que ocorreu esse ano, com inovações e atletas que, apesar de não terem entrado no top 5 principal, já se mostraram bastante evoluídos, tais quais Dennis Wolf, este ano treinado por Dennis James, o qual fez um EXCELENTE trabalho que foi considerado pela maioria melhor do que o feito por Mylos e, claro, Evan Centopani, garoto Universal Nutrition que, em minha humilde opinião, apesar dos méritos incontestáveis e da garra, ainda não atende o shape de um campeão do Mr. Olympia, muito provavelmente por características genéticas, como o formato muscular.

- Categoria Principal até 212LBS

Ok, mas, o Mr. Olympia não é somente a categoria principal. Outra categoria muito aguardada no evento, foi a criada, desde pouco, 212lbs a qual tivemos nomes já de carteirinha nos palcos como o garoto da Gaspari Nutrition Flex Lewis, o patrocinado pela conhecida e revolucionária MHP, Jose Raymond e, o esperado por todos nós por sua garra, força de vontade e, por ter chegado onde brasileiro algum chegou, Eduardo Correa, da Probiótica, recentemente também sendo treinado por grandes nomes como Dennis James (parece que ele gostou mesmo dessa história de ser treinador).

Levando o primeiro lugar, Lewis certamente estava proporcionalmente grande e definido, mas, em minha opinião, com menor aparência de densidade, quando comparado ao segundo e terceiro lugar. Entretanto, não tiremos os devidos méritos do atleta que, ano a ano vem progredindo bastante.

Já o segundo lugar, David Henry, apresentou braquiais e dorsais extremamente grandes, proporcionais e definidos, com uma aparência sólida que, se distribuía por todo o restante do corpo. Os quadríceps bastante cortados e fibrados, lembrando os de Kai Greene, certamente deram um bom destaque ao mesmo.

Mas não é dos gringos que quero dar uma pincelada mais relevante, mas sim, ao atleta brasileiro Eduardo Correa. Após classificar-se para o Olympia através do Valentini Gold Cup, mostrando um progresso incrivelmente grande em todos os aspectos: Definição, proporção, densidade muscular, fibrosidade, linhas e cortes, volume e, lógico: Simetria. Aliás, é sobre a simetria que todos duvidavam após ele provar que poderia voltar aos treinos após sua recuperação na lesão do tríceps, que foi após um tempo de lesão também no antebraço, o qual o atleta sempre comentava.

Para os que não sabem, o atleta sofreu uma tremenda ruptura no tríceps a qual o afastou por um tempo (e tempo muito difícil tanto em sua vida pessoal quanto em sua vida profissional de Bodybuilder) do esporte. Acreditando no atleta e em seu potencial, certamente, em primeiro lugar sua família e namorada foram seu alicerce, certamente. Mas, ainda não podemos desconsiderar o EXCELENTE trabalho realizado pela Probiótica e por seus profissionais.

Voltando ao ponto do tríceps, sim, é imperceptível a lesão que ele teve e, aliás, foi uma das melhores recuperações e superações que já vi. Certamente, o atleta chegou onde qualquer outro brasileiro teria a honra de chegar e, equiparado a quaisquer dos outros colocados, ele poderia ter atingido o primeiro lugar SIM!

- Categoria Feminina

Obviamente, não podemos nos esquecer das mulheres, nossas progenitoras! E, em primeiríssimo lugar, não podemos deixar de citar o nome da já carimbada atleta Iris Kyle, a qual conquistou seu oitavo Ms. Olympia, equiparando-se a Lenda Murray’s, também com 8 títulos. A Negra de braços grandes e de corpo invejável, prova a cada ano que existe um segredo (o qual não será revelado tão cedo, claro) aliado a muita genética e esforço por trás dos belos traços corpóreos capazes de transformar apenas poucas privilegiadas como ela.

Ainda sim, o segundo lugar, levado por Debi Laszewski (minha atleta preferida), pode ser considerado algo de dar inveja. Com uma linha abdominal talvez mais fraca, quando comparada a Kyle, Debi mostrou que seus quadríceps possuem cortes inimaginavelmente existentes, ou seja, com ótima densidade e definição. Certamente, seu menor volume, quando comparada a gigante Kyle foi o fator mais prejudicial no resultado final para ela.

A norte-americana, nascida na Flórida, detentora do do terceiro lugar, Yaxeni Oriquen, a qual tinha sido campeã do Arnold neste ano, decaiu uma colocação desde o ano passado no Ms.O. Talvez mais definida, mas, com uma densidade e volume muscular menor, a atleta destaca-se mesmo pelo lindo abdômen, mas, ainda lhe falta um pouco nos braços, glúteos e panturrilhas, sendo seus dorsais, outra parte de grande destaque.

- Categoria Biquini

Mas, novamente gostaria de dar ênfase a outra categoria bastante aguardada (em especial pelo público masculino): A categoria Biquini. E, novamente temos uma grande surpresa no topo: Esse é o lugar de Natália Melo, atleta brasileira, também. Isso vem mostrando que, talvez, de uma forma ou de outra, aos trancos e barrancos o esporte no Brasil vem crescendo, ou pelo menos sendo divulgado.

Claramente, a aparência sexy da loira foi fundamental para seu título, levando em conta, É CLARO, seu ótimo e agradável corpo o qual foi muito bem julgado pelos senhores árbitros.

Conclusão:

Com todas as controversas do Mr. Olympia 2012, este foi um grande evento que será lembrado, talvez não como o melhor, mas, um dos mais surpreendentes que já vimos, seja desde a feira com cada vez mais e mais novidades no mercado, pelo público que, sem dúvida alguma também é parte fundamental para que o evento possa ocorrer, Joe Weider que é e será eternamente lembrado no mundo do fisiculturismo e, indiscutivelmente, pelos seus ímpares competidores que dão tudo de si para estar ali e merecem todo nosso respeito e admiração.

Você já sonhou em ser um Mr. ou Ms. Olympia?

Artigo escrito por Marcelo Sendon


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