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    Mulheres e silicone: Há interferência na prática da musculação?

    Tire algumas duvidas a respeito da colocação do silicone e da prática de musculação durante e após a recuperação da cirurgia.

    As cirurgias plásticas tem sido um dos procedimentos mais realizados no mundo inteiro, seja em busca de melhora de aspectos físicos ou a correção de algum problema evidente ou que cause sério desconforto e/ou risco de saúde. Em 2014, o Brasil ultrapassou o EUA em número de cirurgias plásticas, respondendo a cerca de 11,6 milhões de procedimentos, equivalente a 12,9% do número mundial. E uma das cirurgias mais feitas é a de implante de silicone nas mamas, muito buscada por mulheres.

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    Aliada a cirurgia plástica, a vaidade em busca da estética também precisa passar pela alimentação, exercícios físicos, massagens, drenagens e etc. Porém queremos focar em duas coisas neste artigo: cirurgia de implante de silicone e o treino de musculação. Uma mulher que é ativa na academia e implanta o silicone, como ela deve se portar novamente em sua volta a academia? Existem riscos de um treino intenso danificar sua cirurgia? Enfim, essas e outras dúvidas que tentaremos responder no decorrer do artigo.

    Coloquei silicone: E agora, como praticar exercícios físicos?

    Após duas semanas, a mulher normalmente já é liberada para a prática de atividades físicas, dependendo de sua recuperação ser rápida e positiva. Porém, nessa primeira fase não podem ocorrer exercícios bruscos na região do tórax. Ainda, nesse ponto, a musculação não é indicada, mesmo para membros inferiores, pois podem ocorrer impactos na região que sofreu a cirurgia. Corridas ou mesmo atividades com algo impacto como jump, bodypump e outras não são indicadas. Nessa fase, os braços devem estar o mais imóveis possíveis, então a bicicleta ergométrica, por exemplo, é uma boa alternativa.

    Somente após cerca de dois meses de exercícios moderados, podemos partir para exercícios mais pesados, como a musculação intensa. Obviamente, graus de amplitude, intensidade de carga e alguns movimentos que fogem da anatomia da paciente devem ter atenção redobrada e jamais sobrecarregar a região de uma só vez, mas progressivamente deve-se aumentar a intensidade do treino, seja aeróbio ou de musculação.

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    O TOP esportivo (roupa) torna-se um item muito desejado nesse momento pela segurança que traz à região e também para preservar a longevidade da cirurgia.

    A depender das características estéticas as quais a mulher deseja, diferentes métodos de treinamento devem ser adotados e isso foge à cirurgia em si, desde que haja cuidado. Por exemplo, mulheres que treinam com o objetivo de corpos com aspecto de Bikini Fitness, Wellness e outros, não necessitam do peitoral altamente desenvolvido e isso nem é algo desejado. Por outro lado, bodybuilders ou até mesmo Women’s Physic necessitam de maior desenvolvimento.

    Esse desenvolvimento deve ser considerado, principalmente com o tipo de implante realizado. Alguns, não causam grandes interferências na aparição da musculatura desenvolvida, já outros, causam uma alteração significativa e por isso é importante sempre discutir com o cirurgião os aspectos de recuperação antes de realizar a mamoplastia. Isso é essencial para que treinamentos específicos possam ser direcionados à elas e, por conseguinte, bons resultados possam ser obtidos e, claro, com segurança.

    O treino de peitoral para mulheres, é necessário em todos os casos?

    Recentemente, uma cliente me indagou sobre a realização de treinamento de peitoral e alegou que com seu personal trainer antigo, não treinava a região do peitoral para não desenvolvê-la. Entretanto, assustado, devolvi a indagação perguntando se ela sabia quais eram os prejuízos que ela teria a nível não só estético, mas também a nível funcional. Expliquei que uma mulher que não treina peitoral, não só corre o risco de desproporção, mas deixa de trabalhar grupamentos musculares importantes. Por exemplo, por mais que se use o manguito rotador em muitos exercícios para membros superiores (e até para estabilização de barras em exercícios para membros inferiores), os treinos de peito ajudam muito a trabalhar esses pequenos quatro músculos. Da mesma forma, o ombro é formado por cinco articulações e vários ligamentos. Essas estruturas também são grandemente contempladas com o treinamento de peitos. Supinos, mesmo os crucifixos e até o cross over ajudam a direcionar algum tipo de trabalho, em especial às regiões anteriores do ombro.

    Ainda, o peitoral é essencial de ser trabalhado para que possa ter firmeza suficiente para ajudar na estabilização de outros movimentos, para sofrer menores riscos de lesões e etc.

    Portanto, imaginar uma mulher sem treinar peitos é como um homem sem treinar pernas. É feio, é desproporcional, é desfuncional e vai acarretar em problemas futuros e resultados menores. O corpo é um todo e assim necessita ser tratado. Lembre-se disso!

    Conclusão:

    Mulheres que possuem silicone, devem atentar-se a total recuperação antes da prática de exercícios pesados. Essa recuperação deve obedecer a recomendação médica e suas características individuais, mas geralmente com 60 dias você já estará 100% recuperada. Além disso, deve-se considerar diferentes tipos de treinamento a depender do objetivo e do tipo de implante aplicado, para isso converse com o cirurgião e com algum educador físico.

    Já mulheres que pensam em colocar silicone, devem atentar-se aos riscos, aos ponto de recuperação e propor melhores maneiras de otimizar seus resultados estéticos a fim de promover bons resultados quando estiver recuperada e puder voltar normalmente para a musculação. Conversar com o cirurgia e explicar toda a sua rotina, inclusive de treinar é essencial, para saber como aplicar bem a prótese, sem que você venha a ter problemas futuros.

    Portanto, auxílio profissional e bem qualificado é essencial, fazendo-a ter segurança antes e após a cirurgia por parte média e pós-cirurgia por conta de um bom educador físico o qual possa direcionar adequadamente seus exercícios. Todavia, jamais deve-se considerar a parada total de exercícios. Hoje, as cirurgias possibilitam recuperações cada vez mais rápidas e melhores e não tenha medo de não poder mais treinar.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon) e revisado por Tarsis Almeida



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