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    Musculação na adolescência atrapalha no crescimento?

    Será que praticar a musculação desde novo é prejudicial ao crescimento ósseo?

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    Um adolescente simplesmente tem seu crescimento atrapalhado se realizar musculação? Mito? Verdade? Até que ponto a musculação interfere no crescimento?

    Será que musculação para adolescentes ou crianças realmente pode interferir no crescimento? Isso é algo bom ou ruim?

    O crescimento talvez seja o fenômeno do corpo humano mais estudado durante todo tempo. O homem sempre teve a curiosidade de saber os fatores que compunham e compõe o crescimento, o desenvolvimento, a mineração óessa e a resistência que o corpo adquire com essas novas catacterísticas. Muito se fala sobre musculação na adolescência e/ou infância e os possíveis males que a mesma pode trazer. Porém, nos últimos, digamos, 10 anos isso tem sido muito discutido e estudado, sendo muitos mitos jogados na lata do lixo.

    O osso é um tecido rígido mineralizado que pode ser dividido em cortical (superficial) e trabecular. (profundo) e compõe cerca de 80% do esqueleto.
    Assim, sabemos que o osso cresce por meio do sistema endócrino e de importantes hormônios e fatores de crescimento (GH, IGFs) através de uma estrutura em suas extremidades denominada epífise, a qual se consolida com o passar do tempo, impossibilitando o crescimento. Esse crescimento é tido como vertical. Já o crescimento em largura é feito através do tecido ósseo que recobre toda a estrutura dos ossos.

    Com o decorrer da vida, os ossos passam por um processo chamado “remodelagem”, no qual confere densidade óssea e massa para o mesmo, conferindo assim resistência. E sabe-se que isso é extremamente derivado a compressões que acontecem nos ossos. Schultheis em 1991 já relatava a musculação como potente estimulante mecânico para esse fim.

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    Por fim, não podemos deixar de citar também a remodelagem que acontece vagarosamente, na maioria dos casos, durante a vida, reparando, por exemplo, lesões ou recompondo o tecido desgastado por impactos. ou seja, a ativação dos osteoclastos leva a reabsorção óssea e as ações dos osteoblastos reconstroem a matriz óssea, levando a nova mineralização do tecido.

    E é durante a adolescência que temos maior ganho ósseo, na chamada fase de estirão, onde os hormônios estão realmente a flor da pele, em picos de atividade, gerando as mais diferenças modificações no indivíduo que, normalmente resultarão por toda sua vida. E esse crescimento é principalmente determinado pelas características genéticas herdadas (impossibilitando em condições normais de pais baixos com avós baixos, terem filhos altos, por exemplo). [ad#2]Em segundo e não menos importante, não podemos deixar de lado a dieta que, fornece substrato suficiente para que haja os diferentes tipos de material para que o crescimento ocorra normalmente, potencializando as características genéticas.

    A força gravitacional (externa) e a contração muscular (interna) são duas forças mecânicas primárias aplicadas na estrutura óssea ao longo da vida desde o nascimento. Estas forças incidentes sobre o esqueleto induzem reestruturações ósseas específicas conforme suas intensidades, tanto no sentido longitudinal (vertical) quanto transversal (horizontal), sob a forma de tração, compressão, deslizamento ou torção. (USP, Revista Mackenze, SP). Desta forma, os exercícios aeróbios não possuem, nesse fator, a mesma vantagem de exercícios com compressão, como a musculação. Aliás, alguns estudos demonstram maior densidade óssea em fisiculturistas do que em atletas de outras modalidades como nadadores e corredores.

    Comparando a musculatura esquelética então, com as células ósseas, podemos traçar um paralelo sobre o stress gerado nas mesmas e capacidade de recuperação e de refazer os tecidos danados pelo exercício ou pelo dia-a-dia. E isso também envolve plenamente o sistema endócrino, visto que o exercício físico também o estimula. Aliás, lembre-se que durante a atividade física até mesmo os níveis de GH tendem a ser maiores.

    E, apesar dos estudos ainda serem relativamente novos, temos de concordar dos diferentes benefícios que a musculação adequada e prudente no caso de crianças, traz, além do crescimento, como força, desenvolvimento endócrino otimizado, melhoria no sistema cardiovascular, melhora na sensibilidade à insulina etc.

    Artigo escrito por Marcelo Sendon

    46 Comentários

    1. Betão Marcatto 3 semanas atrás
    2. Betão Marcatto 3 semanas atrás
    3. Betão Marcatto 3 semanas atrás
    4. Betão Marcatto 3 semanas atrás
    5. Igor Rocha 3 semanas atrás
    6. maicon 1 mês atrás
    7. Victor Hugo 2 meses atrás
    8. vinicius 2 meses atrás
    9. renan 4 meses atrás
    10. ithalo 6 meses atrás
    11. Nelson Neto 7 meses atrás
    12. Gabriel 7 meses atrás
    13. William Alves 8 meses atrás
    14. Moura 10 meses atrás
    15. Marechal 10 meses atrás
    16. Jorge 10 meses atrás


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