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    Musculação: solução ou problema sociocultural da sociedade contemporânea?

    Conheça alguns problemas que vem afetando a vida dos musculadores e do esporte, de maneira negativa e até perigosa.

    Esse poderia ser mais um artigo o qual fornecesse inúmeras informações benéficas ao praticante de musculação, que apesar do seu vasto saber, sempre tem algo a acrescentar mesmo ao seu vocabulário prático e leque de conhecimentos diversos. Porém, diante de algumas situações as quais venho observando, é claro que não poderia ser omisso e fazer algo contrário. Diante de fatos os quais vêm acontecendo no mundo profissional e amador do fisiculturismo e da prática de musculação, acho conveniente pontuarmos alguns erros os quais merecem atenção e também merecem uma repensada no que é possível ser feito para modifica-los, fazendo desse esporte algo tão lindo, essencial para avida e benéfico não só nos quesitos físicos, mas também mentais e sociais.

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    A realidade motivada desse artigo é baseada neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=34acOeC_kQY, o qual nossa faz refletir em um mega alerta próprio! Vídeo esse que, por sinal, considero triste e nada digno de estar entre campeões de um esporte tão maravilhoso que é o bodybuilding.

    A musculação como algo básico e que se tornou egocêntrico

    Hoje a musculação é conhecida pela prática física através de princípios estabelecidos o qual visa algum objetivo, que pode ser o aumento da massa muscular, a redução da gordura corpórea, a melhora de questões metabólicas, a melhora de quesitos relacionados a lesões passadas, a prevenção de lesões, a melhora na socialização e interação de pessoas, a reabilitação de capacidades neuromotoras, a prevenção de degeneração cerebral, entre outros tantos.

    Sem sombra de dúvidas, todos esses aspectos estão hoje presentes, mas o quesito físico levado pelas questões estéticas é o mais buscado, sendo praticamente um carro chefe de quem pratica o esporte..

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    Junto a isso, devemos considerar que não há nada mal em querer melhorar o físico, seja a nível competitivo ou não. Porém, também não podemos deixar de considerar que cada vez mais o homem possui um egocentrismo explícito em si. Alguns mais, outros menos, independentemente de suas questões reais ou não. E isso, na realidade é algo que existe desde os modos mais primitivos, com o homem que buscava melhores condições corpóreas para conquistar suas parceiras, mais tarde para conquistar suas esposas (e outras mulheres), como é até nos dias de hoje. Assim, apesar de algo, já existente, esse egocentrismo hoje passa por configurações diferentes e possui um outro formato, também sendo objetivado a diversos outros fins.

    É justamente essa forma egocêntrica que faz com que o esporte esteja cada vez mais se tornando o que está e, de uma solução, passe então a ser um dogmático problema.

    O egocentrismo se opondo ao companheirismo e a humanidade

    Sem sombra de dúvidas, há um lado bom no egocentrismo. Através do culto ao nosso físico, conseguimos melhorar detalhes, corrigir pequenas falhas e buscar sempre o melhor. Porém, quando esse egocentrismo acaba sendo desnecessariamente excessivo, ele começa a trazer males, principalmente sociais.

    O primeiro desses males é a oposição ao companheirismo ao próximo e a humanidade. É o egocentrismo o responsável por fazer com que indivíduos não meçam esforços para alcançar seus êxitos, mesmo que isso custe a falta de humanidade com o próximo, a deslealdade, a falta de hombridade. Deveríamos pensar que a superação própria é algo fundamental no fisiculturismo, mas cada vez mais essa vem sendo ultrapassada por questões as quais se relacionam com o “ter de ser superior ao outro” para ter êxito.

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    Parece que desde bons físicos, a físicos ruins, precisam sempre “estar melhor do que o outro”, e nessa competição e embate próprio, começam os problemas de relacionamento para com outras pessoas, gerando inúmeros aspectos e aparências ruins ao esporte.

    Quantas são às vezes as quais costumo comparar o Bodybuilding com o Strongman… Veja a parceria que há entre os atletas e competidores do Strongman… Agora, veja se há isso no bodybuilding… Dificilmente vemos bons amigos nesse esporte, com raras exceções e quando vemos proximidades maiores, como treinos em conjunto, normalmente para algum photoshot ou filmagem de revista.

    Talvez por ser extremamente solitário, o bodybuilding tire um pouco a “parceria” e amizade que deveria existir.  No entanto, o problema NÃO é não haver fortes parcerias, mas sim RIVALIDADE e DESLEALDADE, como mostra o vídeo. E, deslealdade porque a falta de respeito já pode muito bem ser assim considerada.

    Parece que todos estão cada vez mais olhando ao seu próprio umbigo, acham que os esforços são apenas próprios, que os sacrifícios foram maiores, que a dedicação foi maior, que a abdicação também foi maior do que as do próximo. Porém, esquecem de pensar que somente quem sabe o que passou, de fato pode opinar em algo. Assim, por mais duro que tenha sido um esforço, ele NÃO dá ao indivíduo o direito de desonrar o próximo, sendo este tão importante na cena quanto o próprio.

    Os problemas gerados pelo egocentrismo e por outros motivos na musculação

    Sem  sombra de dúvidas, esses só são alguns dos problemas os quais podemos avaliar diariamente dentro e fora dos ginásios, mas que tem relação total e direta com a musculação. E, justamente por conta deles, passa-se a ter uma interferência direta no que poderia ser chamado de solução, e acaba por se tornar problema.

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    A musculação, no meio clínico, tem os benefícios de melhorar a saúde, atenuar doenças diversas, prevenir lesões, prevenir o envelhecimento precoce e atenuar o envelhecimento, garantindo uma melhor qualidade de vida, tem a capacidade de reabilitar e prevenir lesões, pode melhorar os níveis de gordura corpórea em um indivíduo, problemas metabólicos, entre outros fatos fatos. Ainda no sentido qualidade de vida, pode melhorar a socialização, aumentar as capacidades físicas da pessoa, aumentar a autoconfiança, a autoestima, entre intermináveis outros pontos.

    Entretanto, convenhamos que existem inúmeros seguimentos do que chamamos de musculação. Não só o meio clínico pode ser benéfico, mas o meio estético também, o que direta ou indiretamente também transforma o meio social, pois estamos lidando com aspectos de autoestima, visão do próximo etc. Porém, bem como aspectos clínicos quando mal instruídos na musculação, podem causar danos leves a severos, quando aplicamos a musculação para a estética de maneira inadequada também trazemos problemas diversos. E um deles é o egocentrismo, que é o nosso enfoque.

    Certamente, um praticante de musculação, ou ainda mais um bodybuilder (atleta profissional), é visto como um sujeito o qual possui em suas capacidades físicas algo que não interioriza em sua inteligência. Em outras palavras, o musculador (bombado como é referido de costume) na grande parte dos casos é visto como um sujeito ligado à brutalidade, a hostilidade, a grosseria e a falta de intelectos, superado com sua força e seu tamanho muscular. Claramente, essa visão social errada é palco para diversas discussões e, verdade seja dita, em meio da musculação existem pessoas assim, MAS como em todos os outros meios também, sejam esportivos ou não, fazendo com que se conclua que essa NÃO é uma característica do musculador. Esses olhares já fazem com que haja refuta da imagem do musculador, que acaba sofrendo direta ou indiretamente algum tipo de preconceito qualquer.

    A situação ainda mais se agrava quando ele faz por merecer esses rótulos. Devido ao egocentrismo, muitas pessoas quem até possui certo grau de intelecto, faz uma imagem a qual não é a que queremos mostrar do esporte. Por mais verdadeiro ou claro que esses queiram ser, acabam fazendo e transmitindo conceitos de maneiras totalmente EQUIVOCADAS! E falo sobre conceitos nutricionais, conceitos fármacos, conceitos relacionados à prática física… Com uma tentativa de autopromoção (em seu egocentrismo), é fácil difundir informações que soem como chocantes e revolucionárias, ainda mais em um sistema tão globalizado o qual vivemos e que a informação pode ser disseminada de maneira incrivelmente rápida. Porém, é deixado de lado a ética e a responsabilidade em pensar que muitos adolescentes, muitas crianças também terão acesso àquelas palavras.

    Esse egocentrismo faz com que o esporte seja transformado em um mundo de pseudoverdades que o mascaram, por um lado, trazendo mais adeptos a tais irresponsabilidades, por outro, afastando pessoas as quais poderiam muito acrescer.

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    Há um grande problema em saber que a FAMA E O SUCESSO NÃO SÃO TUDO. Porém, mais valem esses “minutos de fama” em alta, numa rede social, do que a perduração de algo justo e que não fique limitado a essa popularidade. Joga-se fora algo que está sendo construído há anos, mas que faz parte do homem desde seu existir. Sim, joga-se fora a musculação.

    O valor do ego

    Quando lidamos com um esporte que trata diretamente de quesitos estéticos, estamos também falando de aspectos psicológicos e sociais, como já mencionado. Essa é a razão pela qual a musculação possui grande impacto positivo ou negativo na vida das pessoas, de acordo como ela é usada.

    Se, por um lado, a influência da mídia força indivíduos a seguirem caminhos os quais talvez não sejam ideais, por outro, a briga própria, para com si mesmo complementa esse fim. Junta-se a vontade de atingir algo com promessas milagrosas. O resultado? Talvez, um ciclo vicioso, pois essa pessoa talvez tentará e conseguirá bons resultados, propagando a mesma informação a mais pessoas, porém quantos são os que mensuram as consequências que isso pode causar? Quantos são os que imaginam o que esses atos de hoje refletirão em um futuro. Será que já paramos para pensar nisso? Será que esses”momentos” valem uma vida intera? Cabe a você responder…

    É importante saber quem se é, onde se quer chegar e o que REALMENTE é necessário para assim chegar se você realmente deseja resultados verdadeiros, sólidos e éticos!

    Conclusão:

    Diante de uma reflexão sociocultural, psicológica e também filosófica, podemos concluir que a musculação, apesar de seus intermináveis e incontestáveis benefícios, influencia diretamente nos quesitos psicológicos e sociais em um indivíduo os quais podem ser considerados bons ou ruins de acordo como são entendidos e processados por cada um.

    Por se tratar de um difícil esporte, e esporte esse que lida diretamente com a estética, como ego, a musculação tem sido muitas vezes usada como forma de autopromoção e obtenção de fama rápida e barata através da disseminação de informações e conceitos os quais muitas vezes, além de errôneos  Porém, essa irresponsabilidade reflete em um atual problema o qual denigre a imagem do esporte e do atleta.

    Portanto, é fundamental que sempre possamos buscar não só informações precisamente corretas, mas éticas e verdadeiras. Além disso, devemos ter bem claro em nossa mente o que estamos buscando com tais práticas e aonde queremos chegar a fim de definir adequadamente quais serão os meios para chegar lá.

    É importante ter uma mente fixada na busca pelo correto, na fuga pelo falso e aparentemente bonito.

    Seja firme em suas escolhas! Não deixe que a musculação, de grande solução e de grande aliada em sua vida, passe para um problema e um tormento destrutivos.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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