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    O treinamento de musculação para crianças e adolescentes é indicado?

    Musculação é considerado como uma das melhores e mais benéficas atividades físicas do mundo. Mas será que para crianças e adolescentes em formação, ela é recomendada e traz benefícios?

    Se há uma grande controversa entre as maiores especulações a respeito da prática de musculação, esse é o que relaciona sua prática por crianças, púberes e adolescentes, gerando não só polêmica, mas, muitas dúvidas entre pessoas comuns, pais, céticos profissionais e, por que não dizer, entre os próprios indivíduos em questão? E dentro da musculação podemos destacar diversos tipos de treinamentos, como o treinamento de força, que naturalmente exige uma carga maior e mais recursos do seu humano para realizá-lo. Será que crianças e adolescentes estão prontos para executar um treinamento de força?

    Treinamento de musculação para crianças e adolescentes vale a pena?

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    Diante da crescente busca pela boa forma física, a inserção de jovens e adolescentes dentro do âmbito esportivo não-recreativo, muitas vezes fugindo inclusive do âmbito do lazer também vem se tornando cada vez mais frequente. Essa crescente busca faz com que, primariamente um indivíduo, cada vez mais cedo busquem diretrizes que os possam levar para esses fins. Felizmente, muitos deles optam por métodos como treinamento e nutrição e outros, infelizmente, acabam apelando para o uso de alguns outros métodos que, já adianto, não são convenientes.

    Assim como ocorrem nas profissões, nas práticas escolares, em profissões executadas cada vez mais cedo e com mais intensidade (como as relacionadas à modelagem, a aparições públicas, à mídia etc), o amadorismo da boa forma também vem sendo cada vez mais cedo algo implícito nestas crianças e adolescentes. E é justamente nesse momento de inserção dentro de um novo mundo que acabam por cair dentro de uma gama de mentiras que, inclusive são muitas vezes iniciados a partir de conceitos de terceiros que influenciam a mente de seus tutores. Obviamente, por não querer o mal para os filhos, pais começam a ser totalmente contra esses princípios, inclusive chegando a situação de PROIBIR que esses sejam feitos. Mas, até aonde podemos dizer que um lado ou outro está correto? E é justamente sobre isso que iremos decorrer adiante.

    Ao que tudo indica, as primeiras palavras a respeito do treinamento resistido com pesos para crianças e adolescentes foi publicada no Japão, na década de 70 por pesquisadores japoneses que avaliaram um declínio no crescimento de alguns pequenos levantadores de peso. Ainda na mesma época, no EUA, precisamente em New Jersey, o professor de exercícios Avery Faigenbaum publicou que “crianças não deveriam seguir a prática de atividades físicas resistidas com peso por questões hormonais, podendo causar elevadas crescentes de testosterona em fases onde ela deveria estar com níveis mais baixos (infância).”, tornando assim esse mito frequentemente salientado no decorrer dos

    Apesar de todas essas diretrizes, muitos pesquisadores decidiram ir além, em especial nos últimos 25 anos, observando quais seriam as tais alterações da época, comparando aos dias atuais e persuadindo a não orientação a tais práticas. E, incrivelmente os resultados começaram, cada vez mais a se tornarem não só contraditórios, mas, surpreendentes também: Começou-se a observar que a atividade física em geral era não só benéfica, mas fundamental, e que a atividade física resistida com pesos ESTARIA inclusa nessa gama de outras atividades.

    Normalmente, muitos dos céticos contra a musculação para essa faixa-etária costumam recomendar, em especial, a prática de outras modalidades, em geral as coletivas. Verdade seja dita que, essas atividades exercem importante função também para as crianças. Além da questão física óbvia, a socialização é um fator que largamente deve ser levado em consideração, na medida em que, sua convivência e troca de experiências com outros indivíduos, normalmente de mesma idade torna-se frequente e organizada. Entretanto, da mesma forma com que podem ser benéficas, essas atividades podem por sua vez significar grandes riscos de lesões por impactos, sobrecargas de peso nas articulações e/ou desgaste das mesmas, impacto articular e outros. Esportes coletivos onde há contato físico, normalmente acabam por gerar algum tipo de lesão.

    E é bastante contraditório ver que, infelizmente pela falta de conhecimento, muitos são totalmente contra a musculação nessa faixa-etária e totalmente a favor desses outros esportes. Alias, a favor, inclusive de brincadeiras “saudáveis” como os “escorregadores” da vida, os “trepa-trepa”, brinquedos típicos de parques e praças e afins, os quais biomecanicamente representam um impacto muito maior do que a musculação, uma vez que devidamente orientada e obviamente realizada de forma correta, não só possui baixíssimo impacto como o que há de impacto nessa prática serve de estímulo, por exemplo, para a osteogênese.

    Em uma revisão pediátrica, alguns pesquisadores do Instituto Informativo de Ciência de Treinamento e Esportes, na Alemanha analisaram por 60 anos indivíduos de 6 a 18 anos praticantes de musculação e, nestes viram sem QUALQUER EXCEÇÃO que todas desfrutaram de inúmeros benefícios perante a essa atividade. Elas cresceram mais fortes, o crescimento aconteceu de maneira linear e sem alterações negativas, sua questão hormonal ficou mais estável, inclusive na fase adulta, entre outros. E, diferente do que apresentavam anteriormente, não foi necessário que essas crianças se tornassem relativamente “musculosas” com a prática do levantamento de peso, ou seja, elas poderiam obter todos esses benefícios sem hipertrofiar de maneira intensa o corpo.

    Isso acontece, pois, normalmente em adultos, cabe-se como principal mecanismo de crescimento, a hipertrofia, quando iniciam seus trabalhos com pesos. Porém, em crianças, isso acontece de forma diferente: Esse crescimento e esses benefícios ocorrem primordialmente por mudanças neurológicas, as quais podem ser ainda mais benéficas, melhorando a coordenação motora, uma melhor correção de dismetrias, sendo assim muito mais eficiente.

    Outro fator bastante observado pela ciência é referente a obesidade que vem ano a ano aumentando assustadoramente e intensamente também, o que motiva cada vez mais campanhas em prol de alguma mudança. E, mudança essa que, além dos hábitos alimentares, em primeiro lugar, passaram a incluir também a atividade física desde muito cedo. Aliás, pegando o Brasil como exemplo, podemos observar as práticas recreacionais (políticas, obviamente), mas, que visavam entre outras uma melhora na saúde pública em geral.

    Crianças praticante o levantamento de pesos

    Um estudo realizado no Departamento de Medicina de Educação Física e Reabilitação, nos Estados Unidos, no ano de 2012 mostrou que, por exemplo, a prática de 1h ou mais de atividades físicas 3X semanais eram capazes de melhorar a qualidade óssea em crianças, melhorar suas condições psicológicas, sua capacidade cognitiva, performance escolar e ainda, diminuir o risco de lesões físicas.

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    Já outro estudo também realizado nos Estados Unidos, porém pelo Departamento de Performance Humana na Universidade do Estado de São José no ano de 1997 mostrou que a atividade resistida com pesos, especificamente poderia aumentar a força em crianças, desde que, realizados de maneira correta.

    Segundo Narelle Sibte, Técnico do Instituto Australiano de Esporte (o qual defende a prática por crianças menores de 16 anos), a atividade resistida com pesos para adolescentes pode acarretar benefícios como força e densidade muscular em 13-30% num período de 8-12 semanas, pode melhorar a longevidade, melhorar os níveis hormonais e prevenir lesões musculares, tendinosas e articulares.

    O professor Doutor Mário A. Cardoso Marques publicou um artigo em 2010 na Revista de Medicina Desportiva mostrou que o aparelho locomotor, através de melhor controle da musculatura, pode sofrer otimizações com o trabalho de força, melhor coordenação muscular e que, inclusive através da otimização normal hormonal, este pode ajudar no crescimento, visto hormônios extremamente anabólicos estimulados como a insulina e, claro, o GH e seus fatores de crescimento.

    E esses, são apenas alguns dos muitos estudos que vem sendo feitos, tornando cada vez mais o esporte precisamente adaptado e focalizado também não mais apenas em um público adulto, mas, em crianças.

    Entretanto, se estamos falando da prática correta de atividades físicas, devemos ter alguns patamares gerais que, obviamente também devem ser individualizados de acordo com cada ser em questão. Mas, entre esses seguimentos gerais, os princípios devem seguir:

    • Direções de treinos devidamente programadas;
    • Aumento de intensidade, bem como aumento de volume e incremento de cargas mais elevadas de acordo com o desenvolvimento individual;
    • O não acréscimo de mais do que 10% de intensidade, volume ou sobrecarga por semanas;
    • Períodos adequados de recuperação muscular, a fim de evitar contratempos como lesões e injúrias em diversas estruturas do corpo, a começar das articulações;
    • As sessões de treinamentos podem variar de 2-3 vezes na semana, sendo que, também podem haver tentativas de 4 dias sem interrupção, seguidos de mais um ou dois dias de descanso absoluto;
    • Não há requerimentos mínimos para o treinamento de força com crianças, entretanto estas devem estar maturadas o suficiente para seguir os protocolos conforme orientados pelo devido profissional.

    A importância da nutrição no treinamento de força para crianças, púberes e adolescentes

    As diretrizes para uma nutrição adequada de crianças e adolescentes é de extrema importância e é também fator limitante para o sucesso do processo ou, simplesmente, para seu fracasso.

    Quando falamos na prática de atividades físicas, naturalmente já devemos consolidar em nossas mentes que as necessidades nutricionais tenderão a ser maiores, necessitando assim de um consumo com maior especificidade. Mas, se tratando ainda de um indivíduo em fase de crescimento, essas necessidades podem ser consideradas ainda mais superiores, isso, sem contar o fato de que os micronutrientes, tais quais o cálcio, a vitamina D3 e uma ingestão ligeira de antioxidantes, devem ser cuidadosamente avaliados e devidamente supridas diariamente. Visando que, além do indivíduo estar em intensa fase de hipertrofia de diversos tecidos do seu corpo, além de alguns processos também de hiperplasia, contaremos com gastos na recuperação, na supercompensação e, claro, na própria atividade física, que já desprenderá boa quantidade energética.

    Normalmente, quando iniciamos os primeiros anos de nossa vida, temos um gasto energético proporcionalmente ao tamanho, claro, relativamente maior do que com o passar dos anos, o qual este tende a diminuir. Em especial, a grosso modo e, sem contar individualizações, dos primeiros anos até os 21 anos é quando se obtém um metabolismo com maior gasto energético. Esses não só macro, mas também os micronutrientes garantirão que nem o treinamento nem a saúde, tanto quanto sua fase de crescimento, sejam afetados por motivo da atividade física.

    Um outro fator normalmente desconsiderado é a ingestão adequada de líquidos e também de eletrólitos, os quais possam proporcionar uma devida hidratação para tais pessoas. Em especial, os que praticam esportes além dos exercícios com pesos, necessitam de atenção ainda maior, visto o alto grau de desidratação que ocorre com essas práticas.

    Ter uma nutrição adequada ainda, garante que o indivíduo possa obter bons hábitos alimentares para sua vida, evitando assim problemas futuros tanto diretamente ligados a quadros em sistemas do corpo humano (como doenças cardiovasculares entre outras) até de maneira indireta, com o sobrepeso e a obesidade, por exemplo, afinal, normalmente todo praticante de atividades físicas que as faz constantemente, preocupa-se com a alimentação.

    Mas, mais do que criar quaisquer diretrizes de treinamento e/ou nutrição, deve-se buscar auxílio de bons profissionais, em suas respectivas áreas os quais possam orientar devidamente esses indivíduos praticantes do treinamento de força a obterem o máximo de benefícios do esporte.

    Benefícios do treinamento de força/hipertrofia:

    • Aumento da resistência muscular;
    • Aumento da força muscular que não só melhora a capacidade funcional da criança, como também protege as articulações pelas quais estes músculos passam,  protegendo-os de lesões na prática de esportes e atividades recreacionais;
    • Influência positiva no desempenho esportivo;
    • Melhoria da coordenação muscular;
    • Manutenção de aumento da flexibilidade e melhor controle postural;
    • Aumento da densidade óssea e do condicionamento físico;
    • Melhoria da força corporal total e potência muscular;
    • Pouca ou nenhuma mudança do tamanho do músculo em crianças;
    • Aumento das condições bioquímicas;
    • Redução da gordura com conseqüente modelagem do corpo; influência positiva na composição corporal;
    • O combate ao sedentarismo e conseqüente promoção da saúde geral;
    • Lazer e convivência social;
    • Exercícios terapêuticos para várias afecções músculo-esqueléticas e reabilitação física.

    Foto de uma crianças musculosa

    Conclusão:

    Diante de tantos aspectos mistificados por anos, o treinamento de força vem cada vez mais recebendo ênfases positiva e sendo indicado para crianças e adolescentes, na medida em que, pouco a pouco vem consolidando-se dentro de raízes primitivas de otimizações fisiometabólicas humanas, fazendo com que inúmeros benefícios sejam acrescentados a curto, médio e longo prazo aos seus praticantes.

    Entretanto, tão importante quanto adequar protocolos corretos de treinamento para determinadas fase e, claro, evolução frente a isso, será uma devida nutrição, assim como um período de recuperação adequado o qual possam fazer com que o treinamento de forças seja ainda melhorado.

    Para tanto, faz-se não necessário, mas, fundamental a busca por bons profissionais os quais possam de maneira correta prescrever tais protocolos.

    Bons treinos.

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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