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    Oxidação proteica: Um alerta à saúde

    Conheça tudo sobre a oxidação proteia e assim entenda porque é preciso que você tenha um cuidado na relação dela com sua saúde.

    Se você não sabe o que quer dizer “Oxidação Proteica“, muito provavelmente perdeu os estudos recentes a partir do século 20. Porém, consideremos que esse é um assunto um tanto quanto pouco falado e, portanto, neste caso, é perfeitamente aceito que uma pessoa se quer faça ideia do que é isso ou mesmo do quanto pode afetar negativamente sua saúde e, claro, sua performance, além dos seus resultados, sejam na musculação ou em outro esporte qualquer.

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    Portanto hoje, discutiremos um pouco mais sobre esse tema, trazendo seus principais pontos relevantes e, ao mesmo tempo, traremos reflexões as quais podem fazer você começar a pensar em uma mudança nos seus hábitos alimentares de uma maneira como nunca pensou antes. Você está pronto?

    A oxidação proteica

    Um dos primeiros cientistas os quais falou sobre a oxidação proteica ou, mais precisamente sobre a oxidação de aminoácidos específicos foi Henry D. Darkin. Ele relatou que alguns processos os quais as proteicas e, claro, os aminoácidos são submetidos podem afetar aspectos durante a digestão desses compostos e, por conseguinte, podem ocasionar consequências devido a sua reatividade química.

    Conhecida como PROTOX, a oxidação proteica muito se assemelha a oxidação de lipídios, ou LOX, as quais geram compostos prejudiciais ao corpo humano.

    No século 20 ainda, renomados bioquímicos mostraram consequências negativas do PROTOX causando reações as quais quebram o balance dos níveis naturais de oxidação aceitáveis pelo corpo humano.

    Portanto, saber o que é e o que ele pode causar, bem como, as maneiras de obter menores índices de PROTOX em nossa alimentação pode ser fundamental para obter o máximo de benefícios, não de malefícios, da alimentação.

    Como ocorre a oxidação proteica?

    Imaginemos que uma matéria prima de proteínas seja o peito de frango. Claro, advindo de uma ave, portanto, essa é exposta a fatores tais quais o calor, a manipulação humana (adequada ou não),  a óleos oxidados em sua dieta (seja de ração ou não). Além disso, durante seu processamento, após o abate, ela também é sobreposta a fatores como o seu processamento (maquinário utilizado, métodos etc) e, após estar na indústria para o consumidor, ainda sofre danos em seu preparo.

    Todos esses fatores podem ser considerados como fatores primários para a oxidação proteica. Porém, de maneira secundária, outros pontos também podem interferir na oxidação como o uso de medicamentos nesses animais, o consumo de alimentos inadequados etc.

    A oxidação proteica se dá por moléculas as quais interagem com compostos celulares e causam perdas de elétrons, ou seja, capturam um elétron desse elemento e o torna suscetível a danos que podem ser irreversíveis ou mesmo à morte celular. Obviamente, passando da oxidação da carne consumida ou da fonte proteica em si ao nosso corpo, visto que estamos ingerindo compostos já oxidados (por outros compostos antioxidantes, como já mencionado anteriormente). Essa oxidação ocorre, portanto, rancidificação, doenças, formação de compostos tóxicos, etc. É nesse ponto que fatores antioxidantes fazem seu papel: Eles servem como substratos para essas moléculas oxidantes a fim de não deixar que elas interajam com as células. Esses fatores podem ser tais quais suplementos dietéticos, fitogênicos, antioxidantes (vitaminas, minerais etc), ácidos graxos (ômega-3) etc. porém, mesmo que esses fatores estejam em níveis elevados no corpo, não poderão fazer nada se ainda estiverem em déficit frente ao que ingerimos de oxidantes (ou o que fazemos para tais).

    Mas, o que a oxidação proteica causa?

    Sabendo disso, não devemos pensar que unicamente estamos nos oxidando ao ingerir proteínas oxidadas.

    Apesar de não bem compreendidos pela ciência os mecanismos exatos e reais da oxidação proteica para com os malefícios os quais geram no corpo, sabe-se que elas estão intimamente ligadas com doenças tais quais o Mal de Alzheimer, a fibrose no tecido hepático, a doença de Parkinson, o diabetes, a artrite, distrofias musculares entre outras. Relevantemente, podemos considerar ainda que o PROTOX interfere na digestibilidade e biodisponibilidade da proteica ingerida, nos valores nutricionais e nas qualidades organolépticas do alimentos etc.

    Toda essa interação de compostos oxidados com o trato gastrointestinal, gera ainda consequências consideráveis: podem ser aumentados os níveis de danos celulares em tecidos importantes, como o coração ou mesmo o tecido cerebral, gerando doenças graves como doenças coronarianas e doenças neurodegenerativas, toxicidade ao sistema gastrointestinal, alterações pós-translacionais indiretos (diferente dos LOX – oxidação lipídica -, que tem efeitos diretos), interação com compostos da oxidação lipídica os quais podem gerar danos no DNA.

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    O trato gastrointestinal é um dos mais afetados pela alta ingestão de PROTOX e podem causar sérias alterações. O próprio intestino grosso, rico em bactérias que são essenciais ao corpo humano e que fazem parte da flora intestinal, fica prejudicado justamente pela morte de boa parte dessas bactérias.

    Em geral, a ciência considera que proteínas oxidadas podem interagir com as células gerando toxicidade, replicações com erros, morte celular e, claro, doenças.

    Há como evitar a oxidação proteica?

    Na realidade, não há nada que se possa fazer de maneira considerável para prevenir por completo a oxidação lipídica. Ela, de certa forma, é um processo natural de todas as proteínas. Entretanto, há de se dizer que fatores como a fonte da matéria-prima (e todos os aspectos que a tange), as formas de industrialização dessas proteínas, o armazenamento, embalo, o tempo para o consumo, a forma de preparo do produto, a interação com outros compostos entre outros poderá interferir diretamente nessa qualidade. Especialmente proteínas com altos níveis de tirosina, lisina (grandemente encontrada na caseína) e Triptofano são mais sujeitas a tais efeitos oxidantes. É óbvio que a qualidade nutricional como um todo (pois, como vimos, a atenuação da oxidação pode ser feita através de alguns meios) também contam muito aqui.

    Claramente, entretanto, isso não quer dizer que não devamos consumir proteínas, sejam vegetais ou animais (pois, ambas sofrem oxidação), pois, sabemos que esses são macronutrientes vitais para o corpo, jamais podendo estar em déficit. Entretanto, é importante que consideremos a viabilidade de melhorar os aspectos mencionados a fim de minimizar esses impactos negativos.

    Nutrientes antioxidantes podem auxiliar na prevenção do PROTOX?

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    A ingestão de nutrientes antioxidantes são essenciais para garantir um balanço adequado dos níveis de oxidação no metabolismo. Há nutrientes como, por exemplo, a Vitamina E, o Ácido Ascórbico entre outros que são fundamentais para garantir que haja interação sua para com o composto oxidante, fazendo portanto uma espécie de “neutralização” dos efeitos os quais ele poderia proporcionar às células. É por isso que esses nutrientes são considerados como protetores e é justamente por isso (pelo fato de prevenirem a morte celular) é que são utilizados como nutrientes antienvelhecimento.

    Cada vez mais a elucidação de nutrientes antioxidantes tem sido relevante na dieta. Alguns desses exemplos são o selênio, o licopeno, o beta caroteno etc que eram pouco comentados até tempos atrás, sendo principalmente elucidadas as vitaminas. Mas, especificamente relacionados ao PROTOX, podemos observar alguns fatos peculiares e interessantes:

    • A Vitamina E não funciona para atenuar a oxidação proteica;
    • A Vitamina C pode AUMENTAR a oxidação proteica.

    Esses antioxidantes não demonstram benefícios quando acrescidos nos alimentos (inclusive sendo a vitamina C prejudicial). Ainda, consideremos que o que mais influencia nesse ponto é a sua concentração para  com a quantidade proteica, o tipo proteico e, principalmente, as formas como tais interagem frente aos elementos externos. Então, consegue perceber você que isso é muito mais complexo do que se imagina? E, mais do que isso: Percebe que a indústria não desprenderia tanto tempo para ajustar esses detalhes extremamente necessários de precisão?

    Portanto, não acredite que, necessariamente por um alimento ser acrescido de antioxidantes, de fato ele terá menos oxidação.

    Alimentos proteicos orgânicos possuem vantagens?

    Muito se fala sobre o uso de alimentos antioxidantes. De fato eles possuem certa qualidade um pouco melhor, entretanto, isso não quer dizer que eles tenham total efetividade.  Eles podem até sofrer menores índices de oxidação, visto que seus processos, desde a origem (matéria-prima) até o processamento, armazenamento passam por cuidados maiores do que alimentos não orgânicos. Entretanto, necessariamente podemos considerar que seu custo X benefício talvez não valha a pena, principalmente para indivíduos como bodybuilders que utilizam altas quantidades proteicas diariamente.

    Portanto, sim, eles podem ser menos oxidados do que alimentos não orgânicos, mas, na prática, talvez isso fale mais alto ao seu bolso.

    Conclusão:

    Contudo, podemos concluir que as proteínas podem sofrer processos de oxidação os quais são responsáveis por causar desde danos leves a danos severos, matando células e causando disfunções em sistemas e/ou tecidos.

    Toda essa oxidação se deve a fatos os quais envolvem desde a produção da matéria-prima até o preparo do alimento. Portanto, cuidadosamente devemos observar cada um deles a fim de minimizar os impactos que, por sinal, não parecem ser atenuados significativamente com usos inadequados de nutrientes antioxidantes.

    Atente-se a pequenos detalhes de sua alimentação. Eles realmente poderão influenciar na sua saúde, qualidade de vida e performance.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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