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    Por que instrutores de musculação cometem tantos erros em seu trabalho?

    A oficialização do ensino de Educação Física iniciou-se em meados dos anos 40, no Rio de Janeiro, em São Paulo e Rio Grande do Sul. Apesar de muitas controversas e diferentes modos de pensamento para as teorias a respeito do ensino da Educação Física no país, muitos apoiavam que sua prática era necessária. A formação de educação física foi regulamentada oficialmente em primeiro de setembro de 1998 pela lei nº 9.696 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o qual dispõe que o ensino da educação física deve ser feita por profissionais devidamente habilitados ou, até a data vigente, por profissionais que comprovassem a prática de uma modalidade específica e que fossem nela especializados, os chamados “provisionados”. Entretanto, no segundo caso, não existe mais essa possibilidade, fazendo com que para exercer a prática hoje seja necessária a certificação do CREF ao indivíduo que cursou bacharelado ou licenciatura em educação física.

    Sem sombra de dúvidas, essa regulamentação é fundamental para fazer com que as pessoas obtenham uma garantia de que estão sendo suportadas por um profissional devidamente qualificado. Aliás, não somente com a Educação Física, mas com a maioria das profissões, é isso que ocorre. É necessário que o indivíduo adentre a uma universidade a fim de conhecer os aspectos teóricos e práticos de sua profissão e seja apto a exercê-la de maneira ética e adequada.

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    Com isso, muitos são os ótimos profissionais que amam o que fazem e procuram exercer suas funções da melhor maneira possível. Muito mais do que isso, esses profissionais são capazes de se especializar para exercer ainda mais especificamente e precisamente sua profissão em determinada (s) área (s). Porém, junto a estes, está também uma grande massa que assustadoramente vem crescendo nos últimos anos… E é justamente da massa dos maus profissionais que estamos falando. Cada vez mais estão aparecendo profissionais não somente desqualificados, mas despreparados para lidar com situações práticas. Profissionais que não tem a MÍNIMA noção do que estão fazendo, colocando em jogo a saúde e a integridade de quem por ele é ensinado.

    Mas por que isso ocorre? Por qual motivo cada vez mais esses profissionais estão no mercado de trabalho e empregados? Seria cômodo a eles? A culpa está nas universidades? As empresas que os contratam é que são as erradas? Ou mesmo, os instruídos por maus profissionais tornam-se também culpados nesse emaranhado todo? Esclareceremos algumas dessas dúvidas e iremos propor pequenas discussões ao decorrer do artigo…

    Uma má formação

    Pessoas mais velhas já costumam dizer que não se fazem mais profissionais como nos tempos antigos e temos de concordar que não. Hoje há uma facilidade tremenda para obter informações das mais diferentes fontes e naturezas, dos mais diferentes assuntos, é extremamente simples conhecer novos conceitos, atualizar-se e mesmo executar funções que alguns anos atrás levariam um bom tempo para serem feitas.

    Hoje, até mesmo o acesso às universidades ficou algo extremamente fácil. Isso faz com que muitos aproveitem positivamente esses avanços, porém faz com que oportunistas acabem “se beneficiando” inadequadamente e de maneira tão errada. Se tratando especificamente do curso de educação física, desde que foi criado nunca foi visto por TODOS como algo relevante, importante, preventivo, com aspectos de profilaxia entre outros, mas sim como algo banal, sem valor e como sinônimo de “tempo de recreação”. Assim, isso começou a dar margem para muitos dos indivíduos que adentram ao curso o fazerem como “ocupação” ou para se diplomarem de fácil maneira. E, infelizmente, a realidade é que cada vez mais isso vem acontecendo por questões culturais e um sistema político e educacional extremamente falho, em especial no Brasil. A fácil “educação” que é uma pseudo-educação e que forma pseudo-profissionais é sinônimo do que vemos hoje no mercado de trabalho.

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    Todos esses e mais alguns fatores levam ao dia a dia pessoas as quais estão diplomadas, estão certificadas, mas pouco estão qualificadas para exercerem sua função. E não quero entrar no mérito que isso ocorre em todas as profissões, mas quero manter o foco justamente na educação física que é nosso foco e assunto, principalmente porque é o curso que faço e tenho uma visão do que acontece dentro da universidade.

    O mal profissional de educação física hoje se forma nas coxas e, pior, exerce seu trabalho pelas coxas, realizando um pífio desempenho. Mas, sabe o que contribui mais ainda para isso? AS INSTITUIÇÕES CONTRATANTES! E é aí que começa um estágio ainda mais vergonhoso e lastimável. Hoje, não se quer pagar bem pelo bom profissional, então, os que são bons acabam ficando de lado. Em contrapartida, os maus profissionais, certificados por inúmeros locais com cursos pífios e sem valor, ocupam importantes lugares pelo simples fato de que mesmo sendo “certificado” não há necessidade de pagar caro por quem NÃO SE VALORIZA, assim como o bom profissional, não é mesmo?

    Observe que muitos dos maus profissionais que se encontram em salas de musculação, mostram isso em seu próprio shape. E não estou dizendo que é necessário ter um corpo escultural para ser um bom profissional, longe disso, afinal Hany Rambod e outros tantos bons treinadores e não tinham excelentes corpos. Porém, há de se considerar que muitos desses instrutores querem teorizar demais algo que se quer conseguem executar na prática. São os famosos acadêmicos que nunca fizeram um supino, mas que sabem o nome de meia dúzia de autores para impressionar em uma conversa. Você precisa saber fazer bem para ensinar bem. Você precisa ter o mínimo de prática e conhecimento para poder transportar isso para outro indivíduo.

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    Ocupando essas vagas no mercado de trabalho e fazendo a introdução e acompanhamento nas academias, os praticantes de musculação mais novos e sem informações estão submetidas às praticas incorretas desses pouco ou nada qualificados. E isso pode ser muito prejudicial a todos, principalmente ao aluno que não irá obter resultados significativos e pode até acabar tendo uma lesão por conta de uma má orientação.

    Sim, esse é um ciclo vicioso e que vem se repetindo cada vez mais com uma frequência absurda.

    De quem é a real culpa?

    Culpar o profissional em questão? As instituições que o formam? As instituições que o contratam? Por razões óbvias, todos esses são sim culpados. O profissional por não cumprir seu juramento ao se formar e por não agir com seriedade com a profissão que representará e por interagir COM OUTRO SER HUMANO E COM SUA SAÚDE. As instituições por permitirem tanta facilidade e ao visar apenas o lucro, concluírem tais cursos de pessoas sem captação. Além disso, as mesmas instituições NÃO dão embasamento sério para o ensino da musculação. Esse, na realidade, é um tema muito pouco visto nas faculdades de educação física, quando deveria ser um dos mais vistos, pois envolve a ação básica muscular, ou seja, pode ser considerada como a modalidade “mãe de todas as outras”. E por fim, as instituições contratantes por não respeitar seu cliente e o ser humano que irão lidar. Além disso, visando apenas o capitalismo, deixam de lado pessoas que possuem extrema qualificação para empregar formandos que não tem a menor noção do que estão fazendo, pelo fator falta de interesse durante a universidade e pelo fator que disse acima, as faculdades não abrangem de forma completa o tema musculação, logo um recém formado não está apto a ser um instrutor da modalidade.

    Ainda há dois culpados nessa história: O primeiro deles é o CREF! Sim, o Conselho Regional de Educação Física. Esse órgão, apesar de relativamente sério, comete muitos erros, pois muita vezes preza unicamente pela certificação e não pela qualificação do profissional em questão. Dessa forma, enquanto muitas pessoas capazes, e não certificadas, são talhadas, outras certificadas e sem quaisquer conhecimentos científicos, são aceitas como profissionais.

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    O segundo desses culpados é o próprio indivíduo (cliente) que busca esses profissionais sem antes se certificarem de que eles realmente são aptos a lidar com o seu objetivo. Muitos vão por indicações, muitos outros por influência de uma “socialização” desse profissional e mesmo pelo status. Desconsideram seus aspectos técnicos e desconhecendo os mesmos, passam a não ter como exigir um trabalho realmente competente.

    Nesse emaranhado de culpados, infelizmente, o consumidor é o maior prejudicado na história e é ele que paga o preço caro por todos esses erros seguidos, por toda essa abrangência inadequada e por toda incapacidade alheia.

    Instrutores de musculação: Negligentes ou inocentes?

    Simplesmente criticar erros, não basta. Mais do que isso, devemos entender porque esses erros estão acontecendo. Se por um lado existem profissionais nada comprometidos e que não buscam o conhecimento de sua própria função (leia-se negligência), simplesmente não estão ligando pela vida a qual estão trabalhando, por outro lado existem profissionais que estão mergulhados no mar da ignorância, mas que buscam o conhecimento e procuram aprender. E é isso que diferencia ambos os profissionais em seus erros.

    No primeiro caso, o profissional erra sabendo que está errado e não tenta corrigir ou melhorar seus defeitos. Já no segundo caso, o profissional quando percebe seu erro, logo toma como aprendizado para mudar sua postura e agir de forma adequada e coerente com cada situação. Isso é importante, pois os erros podem se tornar experiências as quais se tornam positivas, mas mais do que isso, porque isso aponta o profissional que realmente merecerá um investimento e/ou um voto de confiança.

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    É lastimável saber que existam esses dois pontos, pois infelizmente o primeiro demonstra o quanto estamos decaindo dia a dia com o comprometimento, não somente profissional, mas principalmente, humano.

    Conclusão:

    Maus profissionais existem em quaisquer profissões e isso será complicado de mudar, porém cabe a nós identificar esses maus profissionais e fugir deles. Se um instrutor te passar uma ficha de treino sem ao menos te fazer uma avaliação física, entender seus objetivos, pode começar a desconfiar, pois ninguém é mágico para passar um treino a alguém que nunca antes o viu. Se ele fica conversando com as meninas e não presta atenção na execução dos alunos da academia, também fique atento.

    Enfim, muitos são os culpados de isso acontecer hoje e para que isso mude, muita coisa precisa mudar. Mas cabe a nós, praticantes de musculação ficar atento aos bons e maus profissionais e assim seguirmos sempre aqueles que possuem comprometimento com o esporte. Se o mundo não muda, nós podemos mudar.

    Atente-se: Você não procura um médico ruim, não é mesmo? Então, por que procuraria um mau profissional de educação física sendo esse também um aspecto ligado com à saúde?

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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