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    Profissionais de educação física estão prontos para atuar na sala de musculação?

    Conheça alguns pontos que devem ser levados em conta por um aluno de musculação, afinal o curso foi o mesmo, mas é a especialidade que faz cada profissional!

    Antes de iniciarmos nossa discussão, não quero desmerecer ou desqualificar quaisquer profissionais nem tampouco dizer que eles sejam os principais responsáveis pelos fatos aqui demonstrados. Entretanto, acho por bem deixar alguns vestígios de pensamentos para os praticantes de musculação em geral que, diga-se de passagem, são os reais consumidores de um dos maiores mercados do mundo: As academias de musculação.
    Esse artigo tem como objetivo fazê-lo pensar se o atendimento fornecido na maioria dos ginásios de musculação é realmente um atendimento apto para trabalhar com aquilo e, mais do que isso: Será que você e sua saúde estão seguros diante dessa exposição?

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    Alguns pareceres iniciais da Educação Física

    A educação física, tem seus primeiros indícios com o homem antigo que para sua sobrevivência, ele necessitava caçar, escalar lugares altos, correr, pular obstáculos entre outros. Porém, a história nos trás que na China, cerca de 3000 anos a.C já existiam práticas sistemáticas de atividades físicas. Mais tarde, na Índia, através do Budismo, a prática de exercícios físicos tornou-se possível para aprimorar o corpo. Assim como o Japão também buscava essa mesma ideologia de melhora corpórea.

    Mas, sem dúvidas, foi no Egito e na Grécia onde os primeiros exercícios com maior grau de sistematização, com objetivos específicos e com caráter de prevenção começaram a aparecer. E, não é por acaso que foi na Grécia, o início dos maiores jogos esportivos, os jogos Olímpicos.

    Anos depois, a Alemanha, a Suécia, França e Inglaterra, as diferentes escolas começaram a introduzir determinados tipos de atividades físicas com determinados objetivos os quais eram influenciados por um ou mais pensadores, de uma maneira geral. E foi a partir daí que a Educação Física começou a se tornar um modelo mais aceitável dentro do ensino e aprendizagem, bem como da elaboração de métodos cada vez mais precisos.

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    Fazendo referência a profissão de Educação Física, ela pode ser considerada nova no Brasil, uma vez que em 98, com o decreto 9.696 assinado por Fernando Henrique Cardoso é que começou a ser considerada legal. Apesar desse marcante fato que pode oficializar a profissão, muito pouco se desenvolveu diante dela uma vez que, ela continua tendo um caráter muito simplório, como era vista desde seu surgimento, muitas vezes jogada a um lado mais lúdico e informar, quando, na verdade, não é.

    É curioso ver isso ao mesmo tempo que ela move uma quantidade absurda de dólares por mês, apesar dos inúmeros estudos científicos feitos em cima dela e dos benefícios comprovados, ela ainda não conseguiu perder por completo essa identidade.

    Talvez seja diante deste prospecto que a Educação Física hoje, seja no Brasil ou no mundo, não está preparada para lidar com MODALIDADES ESPORTIVAS e tampouco para atuar em quaisquer áreas diante da formação da maioria de seus estudantes.

    O curso de Educação Física X A Prática de modalidades esportivas

    Hoje, um curso universitário de Educação Física Bacharelado considerado bom no Brasil tem como principais diretrizes entender a história da educação física e os aspectos socioculturais, o conhecimento das principais modalidades esportivas brasileiras (Futebol, Vôlei, Basquete, Futebol), o conhecimento da história das Olimpíadas e dos principais esportes dela, o entendimento de alguns pontos de ginástica, da educação física para idosos e, talvez a maior ênfase no ápice do curso sejam mesmo aspectos relacionados com o ensino-aprendizagem da Educação Física em colégios.

    Pouco é visto sobre fisiologia, e mesmo anatomia e biomecânica são pontos bem superficiais comparados a outros cursos ou mesmo ao que se exista nesse meio. Mas, em tampouco tempo hábil, ninguém esperaria sai um Netter, um Guyton ou um Lehninger da faculdade…

    Porém, consideremos que seja dado um parecer geral ao profissional do que é a Educação Física e de como ela pode ser aplicada. Agora, o que fazer?

    O profissional de educação física tem mil e duas áreas para seguir. Tem um trilhão de possibilidades nesses ramos e ainda, conta com seu aspecto de criatividade.

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    A limitação, na grande maioria dos casos e juntamente com a busca por algum subsídio existencial (leia-se salário) os faz recorrer ao meio mais comum: Colégios ou ginásios de musculação.  Por mais assistência que eles tenham, eles são jogados em uma sala, sejam como estagiários ou professores já formados a fim de lidar com as mais diferentes pessoas, com os mais diferentes objetivos e necessidades individuais e tudo… Sem nem mesmo conhecer o básico que é a biomecânica um pouco mais a fundo. A maioria se quer viu a musculação a sério nas academias e, ainda acredita nos conceitos generalizados de que 4X8 faz crescer e 3X15 definir. Infelizmente, parece que isso não é real, mas, é ainda pior: Muitos não fazem ideia nem que esses conceitos são generalizados, quem dirá, fazem ideia de como agir na prática.

    Qualquer que seja o esporte não pode ter um professor sem a devida qualificação. Por exemplo, sou um professor de Educação Física formado e especializado em musculação, não me sinto nem um pouco apito para instruir um time de basquete ou de vôlei. Da mesma forma, não vejo o Sensei apto para guiar um time de futebol… Em outras palavras “cada macaco no seu galho”. E isso não é desmerecer quaisquer profissionais ou quaisquer cursos, quer dizer que cada especialização está pronta para lidar com o que lhe foi aprendido, não com o que é desconhecido, do contrário, terá de aprender.

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    Se você, simplesmente, “jogar de paraquedas” o profissional dentro de uma sala e ele ainda, estiver lá por obrigação, certamente estaremos combinando uma fórmula ao desastre.

    Na certeza de fazer o melhor, qual o caminho a seguir?

    Se é possível conhecer as causas, é possível identificar o erro, qual é a postura que deveria ser tomada, seja por praticantes de musculação, por gerentes de ginásios de musculação (e outros esportes) ou mesmo pelos próprios profissionais de Educação Física?

    Primeiramente, o praticante de musculação fica a mercê, pois, ele não é obrigado a conhecer a fundo algo que não é estudado por ele. Ele muitas vezes depende do profissional que, diga-se de passagem, sai da universidade sem saber nada e, não faz questão alguma de aprender na prática também. Procurar por bons profissionais, por referências, ter um bom senso crítico ao avaliar seu progresso, seus regressos e outros fatores correlacionados é essencialmente importante para que você possa se prevenir.

    Os gerentes de ginásios, por sua vez, deveriam ter um senso muito mais crítico ao contratarem seus profissionais. Veja: Se você tem um alto grau de exigência, seu concorrente também buscará ter… Assim, como uma cadeia de reações, começaremos a ter graus de exigências superiores o que, necessariamente fará com que os profissionais queiram se qualificar da melhor maneira possível para serem efetivados.

    Mas, acima de tudo, creio que o principal passo seja dos próprios profissionais de Educação Física, uma vez que, você faz um juramento de fazer o melhor quando se forma. Você deu sua palavra e o mínimo que pode fazer é cumpri-la! Enquanto ser humano, você tem de respeitar seu próximo e saber que ele também possui necessidades individuais e que é um ser único.

    E não, os profissionais não são obrigados a saber tudo sobre tudo, porém, eles devem ser humildes o suficiente ou para buscar conhecimento ou para, simplesmente, mostrarem que eles não estão aptos especificamente para aquilo e que sua especialização é em outra área. E isso não irá torna-los profissionais inferiores, aliás, pelo contrário; Os tornará não só profissionais, mas, seres humanos mais dignos e respeitosos para com o outro.

    Conclusão:

    Hoje, sabemos que a maioria dos cursos superiores no Brasil são muito ruins. Entretanto, o de Educação Física pode ser dito como um dos mais superficiais, seja pela cultura do que é a Educação Física ou mesmo pelo jeito desprendido da maioria dos que o buscam.

    Porém, isso resulta na formação de profissionais cada vez piores e, muito mais agravante se torna quando eles entram em prática em um dos mercados que mais cresce no  Brasil e no mundo. Portanto, é fundamental que possamos ter olhares críticos e sermos críticos com nós mesmos (caso sejamos profissionais de Educação Física) a fim de sempre, independente de qualquer coisa, buscar o melhor, jamais deixando de respeitar o próximo.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)

     



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