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    Quantidade de carboidrato nas proteínas em pó: Isso é relevante?

    Descubra se você precisa realmente se preocupar com as quantidades de carboidratos que possuem nos suplementos de proteína em pó.

    Ao procurar uma proteína em pó, seja ela qual for, estamos procurando um produto de qualidade o qual possa nos fornecer o máximo de benefícios buscados. Esse produto deve apresentar aspectos de pureza, qualidade de matéria prima e de processamento, alta concentração proteica, adição de vitaminas e minerais, entre outros. Porém uma das maiores preocupações que as pessoas tem na hora de comprar a proteína é com a quantidade de carboidratos que ela possui. Dependendo da quantidade de carboidratos elas nem compram, mesmo que no restante ela seja excelente.

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    Comprar suplemento ZMA da Xcore Nutrition

    Venho observando esse comportamento a um certo tempo e toda vez que o vejo, paro e penso: “Mas será realmente que esse cara veio para comprar uma proteína e está se importando com o minimo de carboidratos que o produto possui?”. E depois de muito ver e perceber este comportamento, resolvi escrever sobre ele, para que possamos entender e discutir se é realmente válido toda essa importância.

    Tipos de carboidratos nas proteínas

    Em primeiro lugar, devemos observar quais tipos de carboidratos estão em dado produto e o porque eles estão ali inseridos. Existem carboidratos os quais não trarão quaisquer prejuízos ao produto. Por exemplo, alguns saborizantes industriais que chegam a acrescentar míseros 1 ou 2g de carboidratos na porção de uma proteína de extrema qualidade. Outro exemplo são de proteínas que por não passarem por um processo extremamente eficaz de filtragem, deixam alguns vestígios de carboidratos, os quais também não são necessariamente prejudiciais ou assustadores.

    Entretanto, existem produtos os quais são adicionados de carboidratos para baratear o mesmo e atender um público de menor renda. É o caso de alguns whey protein que sofrem adição de maltodextrina ou lactose, bem como muitas albuminas que frequentemente são adicionadas de maltodextrina, a fim também de melhorar o sabor do produto (que não é dos mais agradáveis).

    Não é necessariamente a quantidade que deve ser olhada de carboidratos, mas sim o perfil geral do produto. É o clássico caso do Muscle Milk, um blend proteico que pode estar entre os melhores do mundo, porém que possui adição de maltodextrina em sua fórmula, mas em pequenas quantidades. Muitos dos carboidratos restantes são fibras alimentares, que auxiliarão nos efeitos buscados pelo produto, efeitos de time release. O mesmo princípio segue com a proteína ISOLADA Chocolite da HealthSmarth Foods Inc que é totalmente livre de açúcares e lactose, mas que possui algo em torno de 8-9g de carbidrato em sua porção, sendo dessa quantidade, aproximadamente 5-6g de fibras alimentares, uma boa distribuição.

    Scoop of chocolate protein powder

    Portanto, se há algo realmente relevante é o tipo de carboidrato, não necessariamente a quantidade presente. Fica claro então que você não deve olhar apenas a tabela nutricional que mostra a quantidade de cada nutriente, mas também a parte que diz os ingredientes presentes no produto.

    Obs: Uma coisa que precisa ficar muito clara é que a quantidade de carboidrato presente na proteína não irá definir o nível de pureza da proteína e nem a qualidade da matéria prima que foi retirada aquela proteína, um exemplo claro é a proteína VP2 da AST Sport Science, que apesar de ter cerca de 2g de carboidratos é uma das mais puras que existe em todo o mundo.

    Proteínas de qualidade também podem apresentar taxas relativamente altas de carboidratos

    Algumas proteínas hoje no mercado apresentam uma qualidade incontestavelmente ímpar. É o caso do ProtoWhey, proteína hidrolisada da BNRG, do American Isso Whey da MGN, entre outros. Esses produtos, apesar de possuírem proteínas de tão boa qualidade, também possuem algumas adições extras, como o açúcar e a frutose, no caso do Protowhey e o próprio leite em pó no caso do American Isso Whey. Obviamente, esses ingredientes são inseridos a fim de melhorar o sabor do produto e deixá-lo ainda mais palatável para seu consumidor.

    E ai eu pergunto, você vai deixar de utilizar uma boa proteína por ela conter altas taxas de carboidratos? Claro que não né! A menos que estes carboidratos sejam ruins para o metabolismo em geral!

    Verdade seja dita: Em casos onde a dieta é restrita, onde não é possível adição de muitos carboidratos, essas podem não ser as melhores opções, sendo necessário procurar por uma proteína sem grandes adições de outros nutrientes. Porém se você estiver em bulking e com uma dieta mais ampla, acredito que esses ingredientes não farão tanta diferença assim.

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    Importe-se mais com a pureza da matéria prima, uma boa filtragem, boa adição de peptídios e importe-se menso com a quantidade de carboidratos.

    Neste caso, detalhes pouco fazem a diferença

    Em alguns casos, há detalhes que podem fazer muita diferença, principalmente se tratando do bodybuilding. É o caso de uma assimetria muscular nos palcos, uma má definição ou uma linha de deltoides muito pequena quando comparada aos braços. Da mesma forma, há detalhes na dieta os quais não podem ser errados, como o consumo calórico, as quantidades exatas de sódio, água e carboidratos antes da competição e assim por diante. Entretanto, há muitos detalhes que as pessoas costumam valorizar demais e que simplesmente NÃO fazem sentido, seja em pré-competição ou não.

    Um deles é comparar produtos proteicos com quantidades ínfimas de carboidratos. Há indivíduos que chegam a refutar um produto pela adição de 1g de carboidratos numa porção de 30g que fornece 27g de proteínas, o que chega a se tornar absurdo. Alguns chegam a pagar 50 ou 100 reais a mais em um produto igual a outro em qualidade, mas que possui 0,5-1g a menos de carboidratos.

    Lembre-se que para um indivíduo que consome 7-8 refeições diariamente e faz 1 ou 2 shakes adicionais, temos uma proporção muito maior de refeições totalizadas no “correto”. Portanto, sem grandes neuras! Busque uma proteína que procure fornecer em torno de 75-90% de concentração proteica e isso já será o suficiente. Lembre-se que nem sempre o mais é a melhor opção.

    Conclusão:

    Podemos concluir que diante da importância dos suplementos proteicos no meio clínico e esportivo, eles acabam também recebendo muitos olhares como primordiais ou mesmo como suplementos indispensáveis. Entretanto, apesar de certa importância, relevância e praticidade que demonstram na dieta, não há necessidade de tanta preocupação com as quantidades de carboidratos inclusas na maioria deles.

    Dentro de patamares aceitáveis, procure visar as melhores opções de custo X benefício e atentar-se a fatores muito mais importantes, como a qualidade da matéria prima, do processamento e das melhorias adicionais ao produto.

    Seja esperto e não deixe que o marketing e a neura interna o façam ir pelo caminho errado.

    Boa suplementação!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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