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    Saiba mais sobre musculação e diabetes

    A musculação pode ser um ótimo "remédio" no combate e prevenção da diabetes. Entenda melhor como funciona este processo.

    Desde que se descobriu que a prática de exercícios físicos poderia acrescentar benefícios diversos aos quadros das mais diferentes doenças, tais quais o Diabetes MIlitus, passou-se a utilizá-lo não só como forma de prevenção, tratamento e cura de determinadas patogenias, mas também, de acréscimo de qualidade de vida ao individuo. Quando falamos de exercícios físicos, estes podem ser feitos de maneira diversa e, normalmente o que mais se houve falar por parte de alguns céticos desatualizados são os famosos exercícios aeróbios (que sim, possuem suas vantagens inúmeras e não devem ser desconsiderados também). Entretanto, será que a musculação ou o conhecido, exercício resistido pode interferir positivamente neste quadro clínico?

    A musculação é uma grande aliada ao controle da diabetes

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    A diabetes, que é pura e curtamente definida como sendo um quadro patológico crônico, posteriormente diagnosticado pela OMS como a glicemia basal igual o superior a 140mg/dl ou resultados superiores a 200mg/dl após carga oral durante o teste de TOTG (teste oral e tolerância à glicose) com sobrecarga de 75g de glicose, por conseguinte, é uma das doenças mais ascendentes em nível mundial nas diversas populações com diversas condições sócio-culturais não tão somente pela inter-relação com aspectos nutricionais, mas também pela relação direta com os hábitos de vida e transições dos mesmos que ocorreram nas últimas décadas, sendo assim, uma epidemia mundial do século XXI, essa crescente gera um número próximo a incidência de 300 milhões de indivíduos portadores da doença até o ano de 2025.

    Para que possamos entender realmente o que é a Diabetes MIlitus e também, o funcionamento que há entre a musculação e o exercício perante a uma possível melhora neste quadro clínico, devemos antes entender quais são suas subdivisões, que, são na realidade o motivo pelo qual o indivíduo possui Diabetes. Assim, existem, basicamente, três formas básicas de diabetes conhecidas e assumidas hoje:

    DMT1 ou Diabetes tipo 1: é um quadro clínico autoimune, originário de pacientes geneticamente herdados de uma não produção de insulina pelas células beta do pâncreas. Normalmente, estes indivíduos apresentam sintomas tais quais a perda de peso, cansaço, desânimo, hálito de cetona e etc. Neste quadro, os pacientes normalmente são insulino-dependentes, ou seja, pela falta de produção de insulina endógena, necessitam do uso do hormônio de maneira exógena, de acordo com suas necessidades individuais.

    DMT2 ou Diabetes tipo 2: é um quadro clínico não necessariamente herdado (apesar de que, a propensão pode ser herdada geneticamente), mas, normalmente desenvolvida com o decorrer da vida pelos maus hábitos do individuo, tais quais sobrecargas pancreáticas, alto consumo de alimentos inadequados, níveis elevados de estresse, falta de exercício físico, entre outros. Sendo quase 90% dos quadros existentes hoje de DM, o DMT2 é decorrente de uma produção insuficiente de insulina pelo pâncreas e/ou uma resistência celular ao hormônio, normalmente por parte dos receptores insulino-dependes, como o GLUT-4. As características típicas desses pacientes envolvem aumento de peso, urina com maior teor de glicose e etc.

    Pré-Diabetes: Esta é também considerada como resistência à insulina, onde o próprio nome já explica tudo. Neste quadro, normalmente também adquirido pelas mesmas razões do DMT2 (que é, na maioria das vezes resultado de uma pré-diabetes não cuidada) o paciente possui certa resistência à insulina por parte dos receptores celulares.

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    Sabe-se que, a Diabetes tipo I não possui cura, até então. Desta forma, a baixa ou nenhuma produção de insulina, o que faz com que seja necessário o consumo exógeno do hormônio. Assim, o indivíduo fica susceptível a doses variáveis de tal hormônio que, normalmente tenta imitar uma situação fisiológica. Mas, certamente, a qualidade de vida desse indivíduo, caso ele não adquira hábitos saudáveis de vida, pode ser prejudicada, lembrando que a insulina é um hormônio anabólico e, muito propensa a sinalizar a síntese de gordura corpórea. Desta forma, além do exercício físico e a musculação auxiliar largamente a controlar esses níveis de ganho de peso que podem vir a acontecer, ela ainda auxilia o corpo em respostas fisiológicas naturais.

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    O pré-diabetes, por sua vez, não existe nada que comprove, mas, inúmeros casos e relatos já aconteceram, pode vir a regredir. Desta forma, regredindo, através da busca pela melhora na qualidade de vida, o indivíduo passa a ter uma tranquilidade maior em não desenvolver o próprio diabetes. Porém, no caso do que já evoluiu para a DMT2, a resistência à insulina é o principal fator prejudicial, visto o ganho de peso que ocorrerá, fora todos os outros problemas decorrentes de tal doença, tais quais o aumento nos níveis lipídicos do corpo, inclusive do colesterol, o maior comprometimento do pâncreas e etc.

    Com essa epidemia chamada obesidade, aliado a outros inúmeros fatores que, cada vez mais vem comprometendo os mais diferentes indivíduos das mais diferentes idades, causando prejuízos, tais quais a própria diabetes, alguns métodos e algumas formas de melhoria na qualidade de vida são implantados, ou pelo menos, tentam ser, implantados por alguns desses indivíduos. Entre estes, está a prática de atividades físicas.

    Então, aonde entra a musculação e o exercício físico para prevenção e combate da Diabetes?

    O exercício físico é responsável por fazer com que os canais de cálcio no músculo sejam ativados e então desencadeiem um processo de reações intracelulares para expressar o receptor insulínico na membrana celular. Além disso, alguns estudos mostram um maior depósito de glicose no músculo após o exercício e um aumento à sensibilidade a insulina.

    O aumento na produção hormonal no praticante de atividades físicas, é algo notável, na medida em que, níveis maiores de GH, Testosterona, Insulina, fatores de crescimento (IGFs) entre tantos outros são apresentados naturalmente nestes indivíduos. O controle de massa muscular e gordura corpórea também são mostrados como um fator benéfico nessa produção hormonal.

    Além dos fatores fisiológicos, sabemos que, normalmente um indivíduo após iniciar as atividades físicas, normalmente inicia hábitos melhorados em sua alimentação, incluindo não só porções mais adequadas, mas, principalmente, alimentos mais adequados e mais saudáveis do que consumira anteriormente. Isso, sem sombra de dúvidas também auxilia largamente no processo relacionado ao diabético (seja de qualquer tipo) e também do pré-diabético (na realidade, o pré-diabético, normalmente é o que apresenta maiores mudanças).

    Conclusão:

    Desta forma, podemos concluir que, a atividade física e a musculação podem interferir positivamente no diabetes SIM. Por conseguinte, é importante salientarmos também que, quaisquer inícios de atividades físicas, sejam elas quais forem, devem ser avaliadas e orientadas por um profissional devidamente qualificado e, sempre de acordo com as necessidades individuais da pessoa. Portanto, não negligencie esse fator NUNCA!

    Bons treinos e cada vez mais com saúde!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon

    8 Comentários

    1. Deise 4 meses atrás
    2. Luis Henrique Ponzio 12 meses atrás
    3. Inácio Ribeiro 1 ano atrás
    4. Laécio 1 ano atrás
    5. fernando augusti 2 anos atrás
    6. giovanni farias 2 anos atrás
    7. ronny 3 anos atrás
    8. Roeds 4 anos atrás


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