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    O treinamento de antebraços é realmente necessário?

    O treinamento de antebraço é algo realmente necessário ou ele já é estimulado o suficiente por treinos sinérgicos, como o de braços? Descubra neste artigo!

    Os antebraços são partes constituintes do esqueleto pêndulo superior no corpo humano. Sendo formados por basicamente dois ossos, denominados ulna (na porção medial) e rádio (na porção lateral), essa região possui uma ampla inervação bem como uma gama de pequenos músculos os quais possibilitam todos os movimentos das mãos, dos dedos e, claro, em auxílio ao próprio braço e ao restante do esqueleto superior em alguns determinados movimentos. É através da musculatura que passa pelos antebraços que torna-se possível a flexão, extensão, adução e abdução do punho, a flexão, extensão e abdução dos dedos entre outros movimentos.

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    Apesar do grau altíssimo de funcionalidade expresso pelos antebraços, sem sombra de dúvidas essa também é uma região a qual possui finalidades estéticas, principalmente para quem busca um corpo estruturalmente agradável. Entre outros, os antebraços fazem um acompanhamento dos músculos dos braços (como o bíceps, o tríceps, o coracobraquial e o próprio braquial, que também chega aos antebraços). Não há como ter uma devida simetria, caso não haja uma devida interação entre esses grupamentos.

    Porém, para que isso haja, muitos consideram o treinamento ideal e, de certa forma, podemos dizer que ele de fato seja. Porém, o treinamento ESPECÍFICO para antebraços é questionado por muitas pessoas. Alguns, totalmente a favor, outros, que o consideram irrelevante e desnecessário. Mas, afinal, qual das posições estaria correta? Existiria um melhor modo de desenvolver os antebraços?

    Os antebraços em sinergismo a outros grupamentos

    Os antebraços são muito peculiares por serem grupamentos os quais são bastante sinérgicos, praticamente com todos os movimentos, seja em participação direta ou simplesmente como estabilização. Até mesmo para membros inferiores eles são utilizados no treino de musculação, uma vez que, por exemplo, para estabilizar a barra do agachamento no tronco, ou segurar halteres para realizar passadas, eles são utilizados.

    Dessa forma, podemos já afirmar que esses músculos estão em ação praticamente o tempo todo, logo, estão em altíssimas chances de entrar em overreaching e, posteriormente em um possível overtraining. Apesar de sua rápida capacidade de recuperação por seus tipos de fibras musculares, os antebraços também são músculos pequenos e que necessitam de descanso, principalmente em suas camadas mais profundas.

    Porém, ao treiná-lo, pelo menos de maneira a levar somente esse fator em consideração, estamos realizando novamente um trabalho repetido que já havia sido feito anteriormente por sinergismo, ou seja, é como se estivéssemos treinando tríceps um dia após o treinamento de peitoral. Seguindo a lógica, a recuperação seria ainda pior e, mais demorada. Os fatores inflamatórios presentes na região também tenderiam a ser maiores.

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    Por que treinar ou não os antebraços?

    Segundo algumas linhas de pensamento, o treinamento de antebraços é totalmente desnecessário visando que já houvera um trabalho sinérgico, principalmente se esse fora realizado com máxima intensidade, não há necessidade de repeti-lo novamente especificamente aos antebraços. Isso quer dizer que, por exemplo, em uma rosca direta estamos recrutando tanto os músculos umerais quanto os próprios músculos do antebraço. Apesar de muitos deles não participarem, propriamente da flexão da articulação dos cotovelos, eles estão participando na estabilização da barra, na manutenção da postura do punho, frente a resistência e sobrecarga aplicada pelo equipamento e pela gravidade entre outros. Obviamente, isso é uma grande verdade e, mesmo que eles não estejam exercendo sua função primária que é a de flexão do punho, bem como de extensão, para os extensores, o seu recrutamento pode ser tão grande quando com exercícios específicos e, a depender da intensidade, até maior.

    Por outro lado, há pessoas que consideram o trabalho de antebraços totalmente necessário, uma vez que algumas porções dos músculos, em especial extensores dos antebraços, não são grandemente atingidos com esses exercícios. Além disso, temos o quesito de fortalecimento dessa região que também pode ser útil.

    Verdade seja dita que, existiram grandes atletas, especificamente de fisiculturismo, que seguiram as duas linhas de pensamento e, no entanto, tinham ótimos antebraços. Muito provavelmente, além da genética privilegiada que a grande maioria deles tem ou tinha, os fatores de adequação total do treino contam e, muito.

    Mas e nós, deveríamos ou não treinar os antebraços?

    Pareceria inconclusivo dizer apenas que existem duas linhas de pensamento a respeito do treino de antebraços, bem como as características e explicações dela. POrém, de maneira muito mais conclusiva, é importante definirmos que além dos fatores já mencionados, alguns trabalhos de antebraços são extremamente necessários, ainda mais se não estivermos falando do fisiculturismo em si e, claro, do desenvolvimento de características estéticas, mas ainda, funcionais ao extremo.

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    Entre os principais indivíduos que podem se beneficiar com o treinamento de antebraços, destacam-se:

    – Strongmans: Sem sombra de dúvidas, essa é a primeira classe que deva ser devidamente mencionada. Os strongmans participam de eventos e provas as quais solicitam sua força em inúmeros pontos do corpo ou, em todos. Não poderia ser diferente com os antebraços. Entretanto, para esses atletas, os antebraços são regiões muito mais funcionais do que estéticas. Eles não visam volume, necessariamente, mas, maior qualidade nos movimentos de oponência, de extensão, flexão, de pinçada entre outros. Para isso, alguns treinamentos específicos são necessários como pinças, rotações de punho com sobrecarga, exercícios isométricos entre outros.

    É necessário que esses atletas tenham antebraços constituídos não somente por músculos fortes, mas, tendões e ligamentos tão fortes quanto.

    – Powerlifters: Outra classe que muito se beneficia com exercícios funcionais, inclusive para os antebraços, são os powerlifters, em especial os que exercem sua especialização no levantamento Terra, exercício que requer uma força de pegada MUITO grande e uma boa estabilidade, a fim de não comprometer a cabeça longa do bíceps também.

    Mesmo atletas de outras especializações como o agachamento livre e o supino reto, necessitam de antebraços fortes. No primeiro caso, para manter a estabilidade da barra, pois, imagine agachar com 400kg sobre os deltoides posteriores sem uma devida “trava” feita pelas mãos… Imagine ainda, no segundo caso, um supino reto que tombe ou escorregue pelas mãos do atleta… Causariam sérios prejuízos.

    Portanto, também não visando necessariamente questões estéticas, esses indivíduos muito realizam exercícios de prensa, de roscas punho, punho inversa etc. Obviamente, até mais do que Strongmans, esses periodizam muito seu treino e, portanto, normalmente sabem como adequar o volume do treinamento dessas regiões.

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    – Pessoas que necessitam de fortalecimento: Há muitas doenças nervosas, tanto do sistema nervoso central, quanto periférico, bem como doenças musculares, as quais acometem o sistema neuromotor, incluindo também o esqueleto. Essas doenças, tais quais o mal de Parkinson, ou mesmo doenças crônicas como a burcide, a tendinite e outros requerem tratamentos específicos.

    Porém, não há contestação quando se diga que é necessário um fortalecimento dessas regiões (no caso, os antebraços) quando são afetadas. Portanto, logicamente não são quaisquer exercícios que servirão para esses casos, mas individualmente devem der avaliadas as possibilidades e necessidades individuais para propor os melhores protocolos. Do contrário, certamente estaremos levando ainda mais complicações para a região.

    – Idosos: Sim, sem sobra de dúvidas é normal que percamos a força com o decorrer dos anos. Alguns desses motivos são a sarcopenia, a degeneração do sistema nervoso, a baixa hormonal, o cansaço e a fadiga entre outros. Não é por acaso que idosos conseguem segurar, normalmente, bem menos peso com os braços, bem como suportá-lo por menos tempo do que alguém jovem (logicamente, estamos falando de uma mesma média de condicionamento físico).

    Idosos podem e devem trabalhar os antebraços especificamente. Isso auxiliará não só no desenvolvimento de suas capacidades ligadas a força e controle, mas ainda, à retomada da coordenação motora entre outros.

    – Pessoas que estão se reabilitando de lesões na região: Pessoas que sofreram algum tipo de trauma, que sofreram algum tipo de processo cirúrgico ou algo que acometeu a região, também são candidatos ao treinamento de antebraços, uma vez que, a necessidade da retomada específica aos níveis anteriores (no mínimo) de capacidade da região devem ser recuperados.

    Isso, inclusive, não auxiliará apenas nessa retomada, mas ainda, pode potencializar a recuperação, estimulando, por exemplo, a síntese proteica que auxiliará em cicatrizações internas.

    – Pessoas as quais tem um mal desenvolvimento dos braços: Os antebraços são a “prolongação” dos braços, ou seja, uma prolongação do úmero e de músculos como o tríceps braquial, o bíceps braquial, o braquiorradial, o coracobraquial, o ancôneo e outros. Normalmente, muitos indivíduos apresentam um desenvolvimento ruim nesses músculos por não aguentar um treino pesado de braços por conta de falência prévia dos antebraços. O resultado é que os antebraços entram em fadiga antes dos braços e, portanto, torna-se um trabalho muito inferior ao que poderia ser feito.

    Portanto, é indispensável um bom treinamento da região, inclusive com exercícios de força e intensidade máxima, com baixo volume, alta carga e aspectos relacionados a essa característica de treinamento.

    Conclusão:

    Os antebraços seguem linhas de pensamentos sobre a realização ou não de seus treinos as quais se opõe. Individualmente, você deve perceber suas necessidades específicas e, claro, sua resposta frente a diferentes estímulos (ou ausência deles) para propor o ou os melhores protocolos e sistemas de treino e periodização.

    Bons treinos!

    Artigo escrito por Marcelo Sendon (@marcelosendon)



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