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    Vale a pena utilizar exercícios de risco na musculação?

    Descubra alguns dos exercícios de risco na musculação, e conheça quais as melhores formas de executa-los diminuindo a chance de risco

    Você já deve ter sido recomendado a não executar esse ou aquele exercício pelo risco de lesão que ele poderia te causar, não é mesmo? Já deve ter se deparado com recomendações as quais disseram para você executar esses movimentos em máquinas, de outras formas ou até mesmo com movimentos parciais, certo? Muito provavelmente, a justificativa foi que esses exercícios apresentavam alto grau de risco, enquanto outros poderiam proporcionar o “mesmo trabalho”, porém, com mais segurança.

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    Convenhamos que existem sim exercícios perigosos na musculação e que podem gerar lesões. Porém, normalmente esses exercícios apresentam uma eficiência de trabalho muito interessante, a qual faz com que eles não sejam deixados de lado. Mas, valeria a pena correr esse risco utilizando tais exercícios? O que, na verdade, poderia ser considerado prejudicial e o que poderia ser considerado de risco, mas, que vale a pena desde que se tenha os devidos cuidados? Existiria um exercício, propriamente dito, proibido? Entenderemos mais ao decorrer do artigo…

    A musculação e os movimentos básicos do corpo humano

    A musculação é um esporte o qual tem sido aprimorado com os anos que se passam de sua existência. Isso porque, de um método mais rústico de trabalhos com pesos, hoje se tem alta tecnologia e, não tanto isso, mas, principalmente, conhecimento técnico científico a cerca dos métodos de treinamento, da biomecânica, das melhores formas de planejamentos de treinamentos, de periodização entre outros itens os quais fazem com que ela se torne cada vez mais precisa.

    Apesar de toda essa evolução, não podemos deixar de dizer que muito dos métodos rústicos ainda são utilizados na medida em que, todas as evoluções vêm em decorrência deles. Mesmo assim, aprimorados, esses modos rústicos de trabalho ainda são presentes na musculação e, certamente possuem bastante eficiência na maioria dos casos, pois, são os meios mais naturais que o corpo humano tem de executar movimentos.

    Por exemplo: Imaginemos que o primeiro movimento aprendido pelo ser humano é o de agachar, pois, o infanto necessita abaixar-se para pegar algo do chão. Ao mesmo tempo, ele sobe com o peso do corpo e com o peso do objeto que pegou (por mínimo que seja). Esse movimento, nos primeiros anos de vida é PERFEITO, ou seja, com a biomecânica perfeita do agachamento. Porém, com os passar dos anos, inúmeros hábitos são gerados de maneira inadequada, acometendo portanto, a forma de executar esse simples movimento. Assim, o indivíduo ao invés de agachar com a cintura pélvica, agacha com a região lombar, ou mesmo com os joelhos, acometendo e sobrecarregando outras estruturas.

    Assim, não é por acaso que “desaprendemos” a realizar movimentos e isso que nos causa perdas musculares, perdas de funcionalidade ou até prejuízos mais severos como dores, deformações etc.

    Mas, voltando ao fato desses movimentos rústicos serem usados na musculação, grande parte deles foge aos novos conceitos do que é considerado “seguro”. E não é por acaso que, cada vez mais, exercícios como o levantamento Terra, o Agachamento profundo, barras fixas e outros estão sendo tirados das academias ou substituídos por máquinas.

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    Porém, não são só esses exercícios que estão sendo tirados. Outros muitos hoje são contestados, nos fazendo pensar na eficiência de utilização dos mesmos frente aos riscos os quais poderiam nos causar…

    Exercícios perigosos e exercícios com anatomia prejudicial

    Devemos antes de fazer quaisquer julgamentos, definir dois pontos principais ao criticar ou defender esse ou aquele exercício: O primeiro deles é entender que existem exercícios perigosos, mas, nem todos esses exercícios perigosos possuem uma anatomia prejudicial Devemos entender em segunda instância que todos os exercícios com anatomia prejudicial são exercícios perigosos. Parece confuso, não? Na verdade, nem tanto…

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    Vamos exemplificar: O agachamento livre é um exercício perigoso, pois, o indivíduo pode ter queda de pressão e desmaiar com o peso sobre si, por exemplo. Isso causaria um enorme acidente. Ainda, ele pode tropeçar ao tirar a barra do apoio e, também cair… O mesmo aconteceria com um supino reto, no caso do atleta e/ou esportista atingir a falha total e não ter a ajuda de algum parceiro. Todavia, não consideramos esses exercícios com anatomia prejudicial. O agachamento, por exemplo, é um exercício que imita o primeiro movimento do corpo humano, como citado anteriormente.
    Agora, imaginemos um exercício como o desenvolvimento de ombros com a barra por trás do corpo. Há grande compressão na articulação glenoumeral, fazendo com que ela se choque com o acrômio (logicamente isso vai depender da estabilização das escápulas, da forma de cada ombro, da amplitude de movimento etc). Porém, para a maioria das pessoas, que não tem controle neuromuscular nem uma concepção corpórea muito boa, elas executarão o movimento sem se importar com detalhes, apenas “puxado” a barra para baixo. Mesmo atletas experientes, ao utilizarem altas cargas, que impossibilitam uma perfeita estabilização podem sofrer esses prejuízos.

    Desta forma, podemos diferenciar os exercícios que, apesar de perigosos, não fogem da anatomia do corpo humano e exercícios que fogem e, portanto, tornam-se extremamente perigosos (até mais do que os outros).

    Mas, afinal, vale a pena executar movimentos de risco?

    A resposta é: Depende! Isso dependerá, a princípio da funcionalidade daquele movimento bem como se ele é um movimento que foge à anatomia do corpo ou não. Se estivermos falando do agachamento, por exemplo, sim, talvez os riscos valeriam seu uso, pois, estamos falando de um exercício mestre na musculação e um exercício que seu corpo sabe fazer o movimento, mas, precisa reaprender. Apesar dos riscos que ele gera, que podem ser minimizados com precauções, ele por si só não causará prejuízos. Os agachamentos em máquinas ou outros dificilmente terão quaisquer efetividades tão grandes quanto o agachamento livre, principalmente em termos de funcionalidade.

    Porém, se estamos falando sobre exercícios que fogem da anatomia humana, sim, devemos evitá-los. Isso não quer dizer os banir, mas, utilizá-los com precauções extras, com técnicas extremamente perfeitas, com menores graus de amplitude e, principalmente visando ao máximo não um trabalho com cargas muito elevadas, mas, um trabalho com cargas relativamente moderadas. Obviamente, esses exercícios possuem bons substitutos ou exercícios análogos os quais podem gerar a MESMA funcionalidade, mas, com maior segurança.

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    Por exemplo, o desenvolvimento para ombros com a barra por trás pode ser trocado pelo desenvolvimento para ombros com a barra pela frente, no Smith ou ainda melhor, com halteres ou em uma máquina convergente, visto a maior estabilidade e movimento mais anatômico e natural. As puxadas por trás da cabeça (nuca) podem ser trocadas então pelas puxadas pela frente, que, inclusive pegam uma região maior do latíssimo dorsal. Exercícios como o leg press de lado ou hiperextensões excessivas da região lombar em alguns exercícios também podem ser evitados, entre outros.

    É importante observar ainda que, a individualidade do atleta ou esportista pode contar muito na hora de decidir usar ou não usar esse ou aquele exercício. Existem pessoas que naturalmente conseguem executar alguns movimentos de maneira mais natural do que outros, podendo (e devendo) assim, o treino ser adaptado de acordo com essas condições anatômicas e mecânicas individuais.

    É importante levar em consideração que muitos indivíduos justificariam más execuções de movimentos com “a individualidade biológica”, coisa que, a certo grau nem poderia ser considerado individualidade, mas sim, um erro propriamente dito. Não devemos justificar erros e sim, procurar sempre executar os movimentos da melhor maneira possível.

    Estabilidade para a execução de exercícios

    Exercícios que talvez apresentem maior quantidade de risco, necessitam que os indivíduos estejam não somente fortes o suficiente para executá-los nem tampouco que apenas conheçam as técnicas para realiza-lo. Mais do que isso, faz-se necessário que o indivíduo tenha ESTABILIDADE e, estabilidade essa que é conseguida com o passar dos treinamentos.

    Não adianta querer utilizar de cargas elevadas sem antes adquirir estabilidade, do contrário, o que poderia ser uma arma ao seu favor, torna-se uma arma, mas, contra o seu favor. O uso da força sem a estabilidade, certamente acarretará em lesões sérias.

    Conclusão:

    Contudo, podemos chegar ao ponto de que exercícios de risco podem ou não valer a pena e acordo com a classificação que se encontram, com o nível de treinamento do indivíduo, bem como sua individualidade fisiobiológica e a real necessidade de utilização daquele movimento.

    Se, por um lado não podemos utilizar o tempo todo tais exercícios como o desenvolvimento de ombros com barra por trás da cabeça, as puxadas por trás da cabeça (pela nuca) entre outros , não podemos desconsiderar seu uso frente aos devidos cuidados, devidas situações e determinados momentos. Não seja cético! Entenda o que é cada exercício em seu mais profundo conhecimento e, cada vez mais, aprimore suas técnicas de treinamentos, alcançando não só resultados cada vez melhores, mas, prevenindo-se de lesões e outros contratempos indesejados.

    Bons treinos!



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