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Quer ter corpo de homem? Então treine pernas como uma mulherzinha!

Tempo de Leitura: 2 minutos

Apesar do joguete engraçado e feito propositalmente do título, há muita verdade nesta frase. Desde que decidi a treinar seriamente, há aproximadamente um ano, passei a estudar bastante sobre musculação. E, aliando a teoria (aliás, há milhões delas no mundo do fisiculturismo, não é mesmo?) e prática, foi possível ver ao longo deste tempo diversas frases comuns dos famosos ‘frangos de academia’ como: “ah, não malho perna porque já jogo bola” ou “no dia de perna eu pulo” ou até “pra que malhar perna se eu uso calça o dia todo?” e outras tantas baboseiras.
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A grande verdade é que vendo os grandes fisiculturistas e olhando os caras “fortes” da minha academia eu percebi uma coisa muito conflitante. Muitos deles tinham aquele típico físico de “hulkito”: braço de “hulk” e perninha de “mosquito”. E me perguntei: Será que isto é o correto? Será que isto é mais bonito?
Para responder essa pergunta, claro, tive de ir direto ao foco de tudo. Naquilo que muitos daqueles que treinam buscam agradar: o sexo oposto. Conversei com várias amigas, não apenas da academia, e algumas ficantes (hehe!) para saber a opinião delas não só sobre homens “hulkitos” como também sobre a importância das pernas e a resposta foi sonora: toda, eu repito, TODA mulher se liga em homens com pernas “grossas”! Para reforçar, uma palavrinha da Luiza Carvalhosa: “cara, homem não pode ter pernas finas. Nem fracas. Homem tem que ter pernas proporcionais ao corpo, pernas bem fortes e definidas”.
Surpreso?! Não acredita? Converse com algumas mulheres e possivelmente você terá a mesma resposta. Então isso faz cair por terra todo e qualquer argumento para negligenciar o seu treino de pernas. Ainda não está convencido? E se eu te disser que, por exemplo, o Agachamento Livre é um dos exercícios que proporciona um grande aumento natural de hormônios anabólicos (estamos falando de testosterona, amigos!) no corpo?
Não só o agachamento, mas o leg press, avanço, adutora, abdutora e outros tantos exercícios vão dar um verdadeiro ganho geral para seu corpo em termos de proporção, volume e harmonia. Então, amigo, eu digo a você que treine pernas como uma mulher! Faça superséries, bi-sets e outras técnicas que você usa para os treinos de seus tão sonhados braços, no seu treino de quadríceps e, acredite, o resultado será fantástico! Não apenas para suas pernas, mas para todo o corpo!

Treine como uma mulherzinha, agache e não se importe com os comentários e zoações dos frangos, blinde-se e terás aquilo que sempre sonhou: um corpo de homem!
Artigo escrito por um leitor do Dicas de Musculação. Thiago Vieira é jornalista, tem 23 anos e é entusiasta do fisiculturismo como estilo de vida.

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Motivacional: Você não está enganando a si próprio?

Tempo de Leitura: 7 minutos

Quantas vezes você já se olhou no espelho, buscando ter encontrado mudanças, mas, na realidade o que encontrou foram frustrações? Quantas inúmeras vezes, essas frustrações chegaram a interferir em seu dia, ou em sua vida? Um pouco mais gordinho (a)? Talvez, sem massa muscular o suficiente para aparentar um belo corpo em “V” ou uma cintura delineada? Talvez ainda alguma assimetria que o incomode. Qual foi o seu problema?

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Mas, por outro lado, quantas vezes você se olhou no espelho e realmente se viu do jeito que está? Quantas vezes você se olhou com honestidade e viu que tinha alcançado algum tipo de progresso? Isso realmente te animou, não é mesmo? Pois bem, não poderia ser diferente…
Quando falo desse espelho, não me refiro unicamente aquele objeto que temos na maioria das casas, pelo menos no banheiro ou, numa pequena bolsa de maquiagem. Esse espelho o qual me refiro é a vida.
Quantas e quantas vezes não nos deparamos com enormes dificuldades diante dela e pensamos que estamos perdidos ou que simplesmente não há mais saída? É óbvio que são muitos os momentos de alegria. É óbvio que existem os momentos de tristezas e frustrações também. E, é claro que não podemos nos esquecer dos momentos em que deve existir o trabalho duro também.
Entretanto, todas as vezes que pensamos desta forma, a qual a vida não pode ser como querermos, ou como gostaríamos que fosse, estamos deixando de lado um fator importantíssimo para compreender algumas coisas: A vida possui um curso, um curso o qual segue e não está ligando para o que você pensa, acha ou deixa de achar. Ele simplesmente segue e atropela tudo que possa estar em seu caminho, sem se importar com nada!
Então, durante muito tempo, perguntas ficaram em minha mente, entre elas, o porquê de estarmos aqui se, na verdade a vida seguirá um curso e, provavelmente nos atropelará pelo menos umas tantas vezes também. Foi aí que comecei a descobrir algo que mudaria tudo. O problema, na grande realidade, não está com a vida ou com qualquer coisa que ela possa fazer, mas sim, conosco mesmo. Se a vida segue esse curso incontrolável que não podemos modificar, então temos de nos adequar a isso e fazer por nós mesmos. Nem ela, nem muito menos ninguém pode fazer algo por você. Mesmo que as pessoas convivam juntas, elas somente poderão auxiliar, mas, fazer, não serão feitas. Se nosso coração não decidir por si mesmo bater, então, não há nada que o possa fazer bater. Se nossas células não agem por si, então, nada poderá mudar isto.
Sempre buscamos as coisas das melhores maneira possíveis que nos possam ser propiciadas, ou nem tanto assim. Tristemente, na maioria dos casos, devo assumir que o ser humano quase nunca faz as coisas da melhor forma possível e, provavelmente quando faz é porque há algum interesse. Este é um mal, aparentemente presente e empregado em nós por algum motivo que, realmente não conheço. Independente disso, se, pelo menos este lado de fazer algumas coisas da melhor maneira possível tentarmos fazer, já será o bastante para considerar algo benéfico, produtivo e, em tempo, menos frustrante. Se você realmente quer algo, não satisfatório, apenas, mas, que cause satisfação, então, temos de fazer por onde, fazer por merecer…
Acho que um dos motivos pelo qual considero tanto o fisiculturismo e tenho orgulho dele, seja ele profissional ou não é pela extrema dedicação que há para conseguir algo, seja em nível competitivo ou não. Do contrário, não estamos falando de fisiculturismo, mas de qualquer outra coisa. Aliás, não admito que qualquer um possa levar nem o nome do meu esporte e tampouco a denominação de quem o pratica sendo que não atua como um, seja mentalmente e/ou fisicamente.

Não importa se você entra em uma academia, visando a próxima competição ou se você entra porque realmente quer e faz por merecer um bom físico, você É um fisiculturista. O que é muito diferente de não almejar ou querer obter progressos, o que, na verdade não é necessariamente um erro, mas, não pode ser chamado de fisiculturismo. Afinal, como o próprio nome diz, fisiculturista é o cultuador do físico, assim como os gregos eram e, não vejo absolutamente nada de errado nisso. É apenas uma espécie de egocentrismo melhorado e muito mais difícil do que simplesmente admirar-se no reflexo de um lago qualquer.
O fisiculturismo não é um esporte par qualquer um: Em primeiro lugar, não dependemos de absolutamente nada além de nós mesmos. E, claro, do alimento, que é a base da vida. Se, por conseguinte você imagina que dependemos de academias, então, se engana. E se elas não existissem? É possível então, desenvolver técnicas com o peso do próprio corpo, com exercícios utilizando a si mesmo, mostrando o quão solitário pode ser esse esporte (e de fato é).
Por segunda posição ainda, porque diferente dos outros esportes, o fisiculturista leva seu instrumento de trabalho sempre consigo e assim, oposto a um jogador de futebol, um jogador de vôlei, um mesatenista ou um alpinista, qualquer coisa que ele faça a qualquer instante refletirá no resultado final, não havendo o “tempo de trabalho” e o tempo para si.
E em terceiro, mas, não menos importante, estamos lidando com a máquina mais complexa do mundo: a célula viva, que constitui os tecidos, órgãos e, por conseguinte nós, por completos. E essa máquina é não só complexa o bastante, mas, também, individual e particularizada, tornando o trabalho mais complexo ainda.
Esses, entre outros fatores bem mais simples como alimentar-se de maneira diferente, viver e conviver de maneira diferente, exercitar-se de maneira diferente, ingerir líquidos de maneira diferente, abster-se de coisas comumente feitas ou apreciadas e outras tantas é que nos faz pessoas diferentes. Nem melhores, nem piores, apenas diferentes… Infelizmente, é nisso que muitos não conseguem retirar seu preconceito ou seus pensamentos negativos sobre. É, por hora, muito mais fácil sentar e esperar constantemente por algo (que não irá acontecer sem o esforço necessário) e começar a reclamar pela falta de resultados… E ainda julgam você como “babaca”…
Olhar ao espelho da vida é não perder-se naquele horizonte grande e vistoso. Olhar no espelho da vida sem criar seus próprios horizontes é aceitar as coisas como elas são, sem levar em consideração que você está inserido nelas. Sim, a vida ai seguir seu próprio curso e você deve seguir o seu, e não apenas o dela! Você deve ter planos, traçar metas, lutar por elas, sonhar alto, pensar que é possível. Aquele que sonha com uma simples bicicleta, não conseguirá, jamais, uma Ferrari, pois, quando tiver qualquer dessas bicicletas, será satisfeito. Assim, aquele que sonha com a Ferrari e, tenta fazer por merecer, conseguirá a bicicleta, o Pajeiro e também a Ferrari, quem sabe e, mesmo que não a consiga, se seu esforço foi o máximo possível e, ele sabe que não poderia ter sido diferente, pelo menos há de ter tentado, mas, tentado de verdade, de coração inteiro e aberto.
A vida de um fisiculturista requer escolhas dolorosas, sacrificantes, mas, gratificantes. Isso porque, você pensa que é fácil abster-se de coisas gostosas de manhã para comer e trocar tudo isso por algumas claras de ovos com creme de arroz ou, talvez, um mingau de aveia com água? Você acha que é realmente fácil quando um relacionamento passa a não ser mais tão fácil, uma vez que a socialização básica das pessoas não te permite jantares constantes com sua amada, ou seu amado, festas e noitadas, entre outras coisas?

Você acha que é fácil muitas vezes até mesmo ter de abrir mão de alguns fatores relacionados à FAMÍLIA?

Você pensa que será capaz de atingir um corpo e uma mente de fisiculturista sem uma boa noite de sono, enquanto poderia estar vendo um belo filme ou conversando com os amigos sentado à beira da calçada de sua rua ou na beira da piscina de seu edifício?
É… E essas são algumas das pequenas coisas, mas, coisas essas que não superam a maior delas: A guerra que é travada na mente de um fisiculturista o tempo todo por optar em fazer o correto e o que ele sabe que deve fazer ou optar por caminhos alternativos, que, por hora, em quase todas as circunstâncias não levam a lugar algum.

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Um fisiculturista tem de saber que essa batalha que é travada em sua mente acontecerá frequentemente e que ele deve estar preparado para enfrenta-la de frente, de cara, vencê-la sem permitir que ela abale o seu foco!
É fazer duas ou mais repetições quando se está passando mal embaixo de um agachamento livre bastante pesado, ou comer carne com arroz em um dia quente, onde você queria mesmo tomar uma bela taça de sorvete. É saber que se relacionar com as pessoas, na maioria das vezes significará decepções, mas, não decepções que devem apontar ao seu fracasso, mas sim, ao seu fortalecimento para a vida e para a experiência que adquirimos nela dia a dia.
Um real e verdadeiro fisiculturista não deve colocar unicamente a razão em sua frente, mas a emoção aliada a ela. Sem emoção, sem paixão, sem fervor, dificilmente obteremos algo nesse esporte. Você passa a perceber isso quando as dificuldades que não podem ser resolvidas com a lógica clássica, mas, que dependem de um estímulo próprio para superá-las iniciam-se ao decorrer do longo e doloroso processo que é ser um fisiculturista, mas, que, acima de qualquer outra coisa, faz com que você se sinta realizado consigo mesmo. E por mais que te julguem maluco, insano ou qualquer outra coisa do gênero, você sabe o porquê de estar fazendo cada uma daquelas coisas.
A força não advém unicamente de vitórias, de coisas felizes ou em erguer muitos pesos na academia. O fisiculturista verdadeiro não é necessariamente aquele que tem o melhor corpo, com a melhor definição, simetria e tamanho também… A força advém realmente em enfrentar nosso pior inimigo: Nós mesmos! A força advém em vencer obstáculos, barreiras, em superá-los. O fisiculturista verdadeiro então, é aquele que tem a maior força mental. Aquele que sabe acreditar, lutar, fazer de seu sonho algo próximo à realidade, quando não é possível torna-lo real. O fisiculturista verdadeiro pode ter 10, 12 ou 15 cm de circunferência de braços, mas, se ele agir, pensar e amar o esporte como tal, valerá e poderá ser muito mais denominado como fisiculturista do que um belo babaca de 52 cm de braços que age como um pífio… não só atleta, mas, ser humano também. Afinal, por trás de um grande corpo, há de haver um grande homem (ou uma grande mulher) também.
Meus caros, quero dizer a vocês que, se há algo que vale a pena nessa vida, não é necessariamente ser um fisiculturista, mas, acreditar e lutar pelo que se tanto almeja, em quaisquer aspectos, inclusive no fisiculturismo, seja ele profissional ou não.
É importante sempre sabermos que podemos dar tudo de nós, mas, se não fizermos aquilo com corpo, alma, paixão, fervor e amor, de nada valerá e as chances de fracasso são bastante evidentes. E não é a toa que hoje, o número de pessoas que desistem no meio do caminho perdem-se em números extensos. Muitos esquecem de planejar primeiro uma mente forte antes de qualquer outra coisa. Portando, sejam firmes, fortes e persistentes sempre, a fim de não decepcionar a si mesmo e nem a quem te vê com qualquer admiração. Acredite em si, você é capaz do que quiser, desde que faça por merecer.
O caminho pode não ser fácil e, de fato não é, mas, é por ele que conseguiremos, nos trancos e barrancos, chegar lá!
Bons treinos e mente forte para todos! Sempre!

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O “mais ou menos” e o meio termo na musculação

Tempo de Leitura: 4 minutosSe existe uma coisa muito “mais ou menos” ou uma coisa muito típica do brasileiro é o famoso “jeitinho para tudo”. Culturalmente, conhecido por sempre remendar situações e criar novas alternativas, o brasileiro também começou a aplicar essa teoria (que na verdade vem se tornando uma técnica) na musculação. Mas, será que realmente fazer as coisas no meio termo funciona para o praticante de musculação?

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Algumas coisas na vida, ou melhor, grande parte delas, necessitam de uma certa flexibilidade. Hoje, é praticamente impossível viver como um relógio suíço ou tampouco seguindo tudo ao pé da letra. Em primeiro lugar, porque indivíduos que tentam fazer isso, são normalmente marginalizados da sociedade contemporânea e tidos como “caretões” ou antiquados. Em segundo lugar, porque o indivíduo que optar por isso, sofrerá certas consequências, visto que vivemos em uma interdependência e, acabamos necessitando dos outros também, de maneira direta ou não. E, em terceiro e último lugar, mas não menos importante, porque o mundo tem se tornado cada vez mais frenético e cercado de regras implícitas e explícitas, nos impedindo de fazer o que queremos na hora em que queremos, na maioria das vezes.

Entretanto, se buscamos bons resultados nos mais diferentes aspectos da vida, necessitamos processar e digerir todas essas informações e combinar com um pouco de disciplina (ou muita, dependendo do que for, é claro). Não conheço pessoas bem sucedidas que não dedicaram pelo menos um pouco de seu esforço e tempo para atingir algum patamar, seja ele qual for. Provavelmente, um estudante de medicina de uma universidade federal ou até mesmo de uma particular de qualidade, dedicou algum tempo para estudar e então passar no vestibular da faculdade. Um grande engenheiro demorou horas para atingir seu status e ser considerado esse grande engenheiro. E nós, engenheiros do nosso próprio corpo, arquitetos e também pedreiros, não somos diferentes: também dedicamos tempo, dinheiro, esforço e muitas outras coisas. E não é porque estamos falando de um esporte ou até mesmo de um hobbie, que o esforço e a dedicação não são necessários.

Claro, se falarmos de um grande pianista, por exemplo, nos remetemos a pensar que horas foram cedidas para que ele pudesse aprimorar suas técnicas, compor suas canções, criar ritmos e assim por diante. Se estamos falando de um físico, então horas foram dedicadas aos cálculos, aos estudos, aos livros e até mesmo a criação de possíveis teorias. Se estamos falando de um cirurgião, horas dentro de uma faculdade, depois de um hospital também tiveram de ser percorridas. Mas, então porque desvalorizar um indivíduo que tem um corpo digno de aplausos ou tampouco desprestigiá-lo? A realidade é que culturalmente (pelo menos na sociedade moderna) ninguém mais deseja ter um corpo fora dos padrões de beleza, mas, contraditoriamente, são poucos os que optam por seguir um caminho teoricamente mais difícil, mas, que os levará até lá. É como querer andar com as pernas sem movimentar as penas, entendem?

Seja um hobbie, seja uma paixão ou até mesmo profissão, dentro da musculação também é necessário dedicação, foco, disciplina.

Mas, porque essa história toda?

Infelizmente hoje, quando entramos em qualquer ginásio de pesos no Brasil, são típicas e comuns algumas cenas e alguns acontecimentos. E você vai perceber que isso é real.

Na próxima vez que entrar na academia, olhe ao redor. Quantas pessoas estão lá e realmente tem um belo corpo? Quantas pessoas estão lá e realmente fazem a coisa sabendo o que estão fazendo e com um determinado foco, seja ele qual for? Ok, você vai me dizer que alguns estão lá por questão de saúde e não para construir um belo físico e eu até devo concordar com isso. Mas, será que até mesmo buscando a saúde elas estão sabendo o que estão fazendo ou estão sendo induzidas por um treino meia-boca de gaveta? Ah… Aí tem uma bela diferença, não é mesmo?

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Se quiser ir além, pergunte para você mesmo quantas pessoas já lhe disseram que treinaram sério por um período de tempo e depois pararam por um outro período, reiniciaram novamente, depois pararam e assim consecutivamente. Eu, pelo menos, já ouvi diversas dessas histórias e, quase diariamente vejo algo sobre.

Cada vez mais as pessoas querem resultados rápidos, não conseguem, ficam frustrados e acabam se escondendo atrás da primeira dificuldade ou do primeiro pretexto para não darem seguimento para aquela jornada.

Seria um tanto quanto cético pensar que todos devem agir como atletas e julgar as pessoas por isso. Certamente, 99% não deseja ser um atleta ou muito menos viver do esporte. E eles devem ser respeitados. Na verdade, tenho certeza que muitos dos leitores desse texto também não tem pretensões profissionais no esporte e o usam como hobbie ou simplesmente paixão. Mas, não é porque é hobbie que iremos fazer mal feito! Não é porque é hobbie que vamos desvalorizar as coisas ou tampouco ter atitudes medíocres.

Se você gasta com academia, alimentação, suplementos alimentares, mas, ao mesmo tempo não larga o álcool, não larga a bituca de cigarro, não larga as noitadas, come o que sente vontade a toda hora e outras coisas mais, então você está fazendo as coisas totalmente pela metade. E há uma grande diferença entre curtir a vida e os prazeres da mesma e realizar seu hobbie de maneira digna e honrosa e simplesmente arrumar desculpas pra tudo (e ainda reclamar da falta de resultados). A triste realidade é que você terá de optar por fazer tudo que quer ou simplesmente fazer algumas coisas que quer e se poupar de outras em prol de um objetivo.

Se estamos falando da musculação (que pode ser tanto um esporte extremamente grato quando bem feito ou um esporte dos mais ingratos quando feito, mas, pela metade), de uma forma ou de outra, devemos ter a consciência de que para se obter resultados, um trabalho contínuo e progressivo é mais do que necessário, é fundamental. Isso porque, um trabalho de construção de um corpo leva um certo tempo e sempre há algo para ser ajustado e/ou melhorado, do contrário, seríamos “consagrados”. Buscar esse progresso continuamente é essencial.

Busque sempre fazer as coisas bem feitas. Busque sempre concluir seus planos e se dedicar ao máximo. Trace metas, crie prioridades, foque em seus objetivos. Você verá como o desânimo e as coisas paradas pela metade sumirão em pouco tempo!

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Nas últimas repetições são feitos os campeões do fisiculturismo

Tempo de Leitura: 3 minutosQuantas vezes você já teve vontade de desistir? Quantas vezes olhou para seu redor e não viu nenhuma razão para seguir em frente?

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Quantas vezes teve vontade de jogar aquele seu prato de comida ruim na lata do lixo e abrir um pacote de biscoitos? Quantas vezes olhou pela janela, viu aquela chuva e pensou em adiar o treino? Quantas vezes, quantas vezes…

Quantas vezes a vida não te pregou peças que te fizeram chegar a um desânimo amedrontador a ponto de fazê-lo pensar que nada mais fazia sentido? Por horas, você também se olhou no espelho e não viu mais aquele gigante escultural, mas um menino frágil, dependente e que ainda estava descobrindo muito da vida?

Mas, foi justamente nessa hora em que você se encarou no espelho e olhou no fundo dos seus olhos que viu um brilho bem distante, uma luz radiante de esperança, de fé… E decidiu acreditar…

Acreditar que seria capaz de seguir em frente mesmo quando as barreiras e dificuldades aparecessem de maneira tão evidente e cruel.

Acreditar que era possível superar esses contratempos de uma vida tão imoral, tão assustadora… Foi exatamente neste momento que você viu que o brilho dos seus olhos seriam a luz que guiaria vossos caminhos para que a batalha travada não acabasse ali, para que, por mais que a vitória não acontecesse nesse momento, você teria alcançado o êxito.

O êxito de ter batalhado, de ter colocado-se diante de algo que parecia ser maior que você e, com coragem, enfrentado.

A ânsia daquela comida já não faz mais sentido! Ela não pode, ela não vai te afetar! Sem sentimentos, sem se deliciar com nada daquilo, você faz o que tem de fazer. Engole seco, finge que nada está acontecendo…

Aquela chuva lá fora não te incomoda. Você não se importa em estar molhado quando, na realidade, estará molhado de gotas de suor dentro da academia diante de cada repetição, diante de um esforço inestimável, diante de tonturas, gemidos baixos sem fôlego…

Aquele desânimo, aquela preguiça não simplesmente somem, mas você os ignora e simplesmente passa a não dar valor a esses sentimentos deprimentes.

Você não se prostra a um treinamento submáximo. Você dá tudo de si em cada movimento. Consegue se concentrar em cada mínimo músculo a ser trabalhado.

Consegue sentir cada porção contraindo as miofibrilas musculares. Consegue imaginá-las sendo devastadas com aquele movimento.

Aquela queimação, aquela dor, aquela falta de ar, aquele instinto para você parar o movimento não tem valia alguma. O único instinto que fala ali é o seu instinto bodybuilder, seu instinto de querer sempre mais, mais e mais…

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Naquelas últimas movimentações, o mundo já não existe para você. Os olhares arregalados ao seu lado não te incomodam. Você não os vê, mas sabe que estão lá.

Simplesmente, o cérebro já não consegue formar pensamentos lógicos, não consegue mais articular raciocínios e você deixa de pensar por alguns instantes.

Tudo que você tem ali com você é sua determinação em querer terminar aquilo da melhor maneira possível. Então, você deixa aquele seu instinto bodybuilder agir sozinho e ele não te decepciona. 3, 4 ou 5 repetições que pareciam impossíveis.

A força reluzente dessas últimas repetições. Os mais fracos, parariam ali, logo no início, antes de ter chegado a comer sua refeição.

Conclusão:

Portanto, pessoas determinadas, chegariam ali, comeriam, treinariam até o término… Mas você é mais do que isso, você é bodybuilder: Lembra-se das 3, 4 ou 5 últimas repetições? É delas que falo… São elas que te farão um verdadeiro campeão!

Força, determinação, foco, consciência, fé, superação… Um simples instinto bodybuilder de ser…

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O seu psicológico é a sua maior arma

Tempo de Leitura: 5 minutos

Bem que já diziam que uma mente forte é passo fundamental para um corpo forte.

A cada vez que observo os sacrifícios necessários na vida e, principalmente na vida de quem tem algum objetivo, seja ele qual for, mais me choco com o quão difícil eles são e o quão preparada deve estar sua mente acima de qualquer outra coisa.

psicologico

O cérebro é o centro controlador do corpo humano inteiro. Provavelmente, você pode viver sem um rim, sem um pedaço do fígado, sem um pulmão e, pasme até mesmo sem um coração, por meio de circulação mecânica. Mas, sem um cérebro, provavelmente, digo, certamente, o óbito é mais do que certo, visto que a falta de estímulo (leia-se comando) e também controle faz com que todo o restante do corpo entre em uma real pane.

Assim fica fácil compreender o porquê é necessário começar a crescer diretamente da mente e não do corpo em si. Nenhuma fábrica começa a se desenvolver pela faxineira (apesar de ela ser peça fundamental para o bom andamento de tudo), mas sim, pelo chefe que determina o que e como será feito.

Pois bem, meus caros, a vida de um bodybuilder não é nada diferente dos exemplos já citados. E não estou me referindo aos grandes bodybuilders que vivem unicamente por isso e para isso. Estou me referindo a mim, a você, ao seu parceiro de treino. Pessoas que acordam para trabalhar comem forçado, gastam um pouco de seu sofrido dinheiro com alguns potes de suplementos no final do mês, que dão duro na academia nada top, que deixam de sair a noite com medo de perder a sofrida massa muscular ganha. Falo daqueles, que assim como eu e você fazem pelo amor, pela dedicação e pela honra…

Como eu dizia, nossa vida além dos aspectos normais de qualquer vida ainda envolve sacrifícios extras como a dedicação íntegra, a alimentação, o descanso, a abdicação de algumas coisas, o suor derramado na academia, o estudo, os métodos, os testes, o tempo… Tudo muitas vezes não passa de uma tortura naquele momento, mas, se analisarmos bem, é tão mais gratificante algum tempo depois, não é mesmo?

Você, como se sente quando todos saem as 22:00h ou 23:00h numa bela sexta-feira de clima ameno e você está ali na frente da televisão fazendo sua última refeição e imediatamente indo dormir? Sinceramente, eu não sei, mas para mim, isso é frustrante. Muitas vezes sinto vontade de desistir, confesso. Mas tenho certeza que não sou o único a pensar isso e mais, também não sou o único a erguer a cabeça e realmente seguir em frente. Somos nós bodybuilders que fazemos dia-a-dia.

É aniquilador para a mente saber que, mesmo estando sem a menor fome ou pelo menos vontade de comer, uma nova refeição deve ser feita. Aliás, é justamente esse tempo entre as refeições que mais incomoda a maioria de nós. É necessário ter uma mente forte para renunciar as coisas deliciosas que o homem criou e optar por comida com função e o pior, na hora certa. Não é pra menos que muitos de nós acaba preferindo ficar em casa do que organizar cinco ou seis marmitas antes de meio período fora, não é mesmo?

Mas se isso fosse reconhecido pela maioria como alguém que alcança objetivos, tudo bem… Mas nem isso! Nem isso! As pessoas criticam, sua família critica, seus colegas riem da sua cara! Sua namorada te chama de palhaço, diz que você não dá atenção! E você ainda acha tudo isso legal? Assim como eu, provavelmente não, mas a mente necessita ser mais forte… E cada vez mais forte.

Você sai na rua e todos admiram seu corpo, seus braços em camisetas de mangas já apertadas. Todos olham para seus dorsais. As pessoas ficam chocadas mesmo de você não for um bodybuilder de ponta. Mas é justamente nesse instante também que começo a me perguntar se aquilo é admiração, inveja ou simplesmente pensamentos pífios de sua pessoa. E vocês sabem bem do que estou falando…

A troca por noite com mulheres, por bebidas e comidas deliciosas… Talvez às vezes pareça que isso tudo não faz sentido… E eu sei bem disso!

Quando você tem algumas centenas de quilos em cima de suas costas, parece lógico ficar com medo e desistir. É natural e defensivo do corpo que isso seja feito. Mas a motivação por superar a si mesmo, a provar a si mesmo que nada, absolutamente nada pode te deter ainda é mais forte… E sabe por quê? Simplesmente porque você, assim como eu também é um bodybuilder

Meu caros colegas e amigos, o que quero dizer com isso é que não importa o quanto você tenha que renunciar por seu sonho. Um sonho não tem preço, não para quem quer realizá-lo. Perceba como pensam a maioria dos bodybuilders e vocês entenderão porque eles são realmente grandes.

objetivo

Coleman após ganhar o Olympia de 2003 não agradeceu os patrocinadores, mas sim, sua família. Kai Greene quando ganhou o Arnold Classic, não disse para comermos e treinarmos, mas disse para termoa uma mente forte. Aliás, foi esse mesmo atleta que literalmente veio da miséria. Foi esse atleta que não tinha direito para absolutamente nada mas, mesmo assim, não deixava o foco ser perdido. Era como um tampão que visava apenas o topo. Evan Centopani então, disse que devemos acreditar e, facilmente poderemos estar com os melhores no topo. Sim, é assim a mente de um campeão…

O engraçado é que tudo pode parecer uma utopia o ainda uma coisa muito distante de nós. Mas nenhum deles omitiu que será necessário realizar sacrifícios, acreditar em si mesmo, lutar com unhas e dentes, brigar pelo topo, almejar ser o melhor, ter um coração maior do que um corpo… Nenhum deles disse que o bíceps ou as pernas eram o mais importante em um atleta… Todos eles de alguma forma nos remeteram a pensar em coisas que muitas vezes não damos a real importância e o real valor: as coisas que cercam nossa vida diariamente, as pessoas, as coisas, a nossa própria mente…

A mente pode ser o fator mais importante para decidir aonde você vai chegar. Pode não, é!

Uma vez, ainda no colégio ouvi dizerem que você nunca é mais que seu sonho. Portanto, se sonhar com uma bicicleta, jamais terá uma Ferrari, pois, quando comprar a bicicleta, terá seu sonho realizado. Então, não sonhe nem com uma Ferrari, mas sim com um Bugatti. Assim, você trabalha mais, luta mais, compra a bicicleta, a Ferrari, um Jaguar e ainda almeja o Bugatti. Se não conseguir, você tentou e, conseguiu outras milhões de coisas… mas não somente a bicicleta.

Insanidade? Talvez… Ridicularidade? Para alguns sim… Mas o que te importa? Você vive sua vida ou vive pela mente fraca dos outros?

Por isso, não sonhe baixo! Acreditem em si mesmo! Você é seu potencial, você é seu limite. Você decide aonde quer chegar. Batalhe, seja persistente, tenha fé…

Sua mente é sua maior arma!

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Musculação: Esporte e preconceito

Tempo de Leitura: 4 minutosHoje a musculação além de ser um dos esportes mais primitivos e antigos é também um dos esportes mais conhecidos no mundo (por vias corretas ou não).

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Obviamente a crescente busca por corpos idealizados pelo marketing visual fez com que a ascendência das salas de peso nos mais diferentes cantos pudesse crescer.

Em âmbitos nacionais, não é nada incomum ver uma academia a cada esquina com milhares de promoções, academias dentro de condomínios ou até mesmo ao ar livre, na praia ou nos sertões nordestinos com pesos até muitas vezes inadequados e improvisados.

Mas os carteirinhas desses ambientes estão lá, firmes e fortes como sempre, muitas vezes atraindo cada vez mais gente e amigos pra dentro desse mundo, ou pelo menos para uma leve inserção dentro dele, afinal, ninguém quer mais se prestar a ser motivo de piada ou levar algum tipo de desvantagem por seu físico arredondado na cintura ou por seu físico taboa, não é mesmo?

A mídia a cada dia passa novas reportagens sobre os mais diferentes aspectos relacionados a um corpo perfeito, seja ele por meio de dieta e treinos clássicos ou por dietas e treinos alternativos.

Aliás, essa é uma outra grande crescente: As inovações e o marketing na indústria do bem-estar que cada vez me surpreende mais.

E isso faz com que a busca por métodos aliados a essa indústria de bem estar aumente, fazendo com que também aumente o público que conheça não só esse ramo da musculação, mas o esporte também.

Mas até que ponto é benéfico conhecer e julgar? Penso que quase todas as pessoas se sentem no direito umas de julgar as outras.

E não seria diferente com o fisiculturismo, mas de uma maneira mais invasiva ainda e, muitas vezes sem o menor fundamento.

Esse julgamento muitas vezes não só denigre a imagem do bodybuilder como, também o chateia, pois, estamos SIM falando de um ser humano com sentimentos.

Devo dizer que esse julgamento muitas vezes sem o menor cabimento não é só perante ao esporte em si, mas todos os aspectos que o cercam como hábitos alimentares, disciplina e até mesmo o uso de esteroides anabolizantes.

Aqui abro um parênteses para citar os conceitos antiquados e ultrapassados de muitos desses “especialistas” que tanto abrem a boca para vomitar abobrinha mastigada!

Não é incomum, por exemplo, um garoto que entra na academia para ganhar peso e ouve “conselhos” do tipo: “Mas você não vai ficar exagerado igual aqueles caras, né?” “Mas você não toma bomba, né??” “Cuidado pra não ficar brocha!”

Claro, como se exagero existisse no fisiculturismo e nos bares de qualquer cidade não, não é mesmo? Como se usar esteroides em níveis profissionais fosse muito pior do que encher a cara, se entupir de comida que mais parece lixo cancerígeno e usar drogas alucinógenas, não é?

Pois bem, o julgamento começa antes mesmo de existir qualquer conhecimento do assunto e, provavelmente os que se julgam conhecidos do assunto e criticam com esse nível de argumento é porque não tiveram boas referências.

Talvez a principal diferença do fisiculturismo para os outros esportes é que o esporte é, de fato carregado no corpo e não em 90 minutos de jogo ou numa partida de tênis, que seja.

O esporte fisiculturismo é levado diariamente em cima do que você se presta e se modifica a ser de acordo com seus objetivos.

Só que para que isso ocorra, são necessárias técnicas tão intensas quanto a de qualquer outro esporte, mas, o tempo todo.

É realmente muito engraçado mulheres que acham muitos dos fisiculturistas aberrações e o grande ator principal de Thor um verdadeiro semideus. GAROTAS: ELE SÓ TEM MAIS CABELO E UM PAR DE OLHOS AZUIS A MAIS DO QUE MUITOS FISICULTURISTAS.

O fato de ele estar na televisão o faz parecer teoricamente normal porque o enfoque principal não é sua forma física (ainda tenho minhas dúvidas). Já no caso do fisiculturismo a imagem é enfocada em sua forma física.

Devo dizer claramente que ele e muitos amadores são exatamente iguais. E o que te faz criticar um e não outro? – Isso faz parte então de alguma justiça de imagem do século 21 tão moderna que ainda nem entrou na lei dos bons princípios?

É muito engraçado vermos quando pessoas são louvadas por atingirem um alto patamar de estudo e outras são ridicularizadas por atingirem um patamar altíssimo dentro do esporte.

Aliás, não desmereço nenhum desses casos. Ambos necessitaram de força, garra, horas de dedicações e, ambos abriram mão de muitas coisas para atingir o seu objetivo que, em tempo, nunca deve ser estagnado, não é mesmo?

Essa justiça de imagem é muitas vezes a responsável por rótulos sociais nos quais envolvem simplesmente trogloditas pesados sem nenhuma essência ou raciocínio digno.

Devo lembrar-vos que o que diferencia uma pessoa não é unicamente a sua aparência, mas sua essência e, diga-se de passagem, não consigo observar com boa essência aquele que julga sem conhecer ou que pseudo-conhece e se acha no direito de regurgitar um conhecimento precário.

Fundamentalmente, o que foge de padrões aceitavelmente normais hoje já não é levado em consideração. Aliás, é difícil ver na sociedade algo que fugisse do padrão e fosse bem aceito.

Talvez seja por isso que tantas guerras foram desenvolvidas, tanto conflito ocorreu e tanto sangue foi derramado.

O padrão, meus caros, cada um pode criar o seu, mas, infelizmente o que for aceito pela maioria será tido como “o padrão”. E a partir daquilo, começará toda a problemática.

Conclusão:

Conclusivamente, o que quero dizer é que o julgamento não nos cabe para alguém e também não cabe de quaisquer pessoas perante a nós.

Os únicos capazes de realmente julgar se estamos ou não fazendo o que deveríamos fazer somos nós mesmos e, claro a finalidade e objetivo para aquilo.

Não sejamos manequins manipulados. Atitude fala mais do que palavras. Que assim, possamos vestir nossa camisa e ter orgulho de quem somos, independente de quaisquer fatores nagativos.

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A busca por resultados rápidos na musculação

Tempo de Leitura: 4 minutosFrequentemente uma das dúvidas mais frequentes que vejo no meio da musculação, seja por parte do público masculino ou feminino é exatamente esta: “Desejo ganhar massa muscular e perder gordura. Qual o melhor treino e qual a melhor dieta?”.

resultados-rápidos

Bem, confesso que no início era até conveniente responder quaisquer tipos de dúvidas, mas, com o passar do tempo, isso acaba tornando-se rotineiro demais. Por isso, vamos estabelecer alguns pontos importantes neste artigo, sanando a dúvida de muitos indivíduos.

Essa velha história parece bem aquela outra história do bulking X cutting. Mas não é esse o ponto da questão em que quero chegar. Quero chegar na estruturação do treino e nas incoerências que acontecem, seja seu objetivo bulking, cutting ou simplesmente, em âmbitos não competitivos, a manutenção do peso.

O primeiro ponto a ser levado em consideração para definir o seu tipo de treinamento é o seu objetivo. Nada adiantará relacionarmos um indivíduo que deseja tornar-se um powerlifting com atividades aeróbias intensas. Assim como não podemos relacionar um indivíduo que deseja construir músculos e tornar-se um competidor de fisiculturismo com treinamentos unicamente focados em força. Cada qual merece o seu espaço, a sua atenção e, claro, a sua especificidade.

A partir do que for decidido como objetivo, entra a função do treinamento que é fazer com que através de estímulos seguidos de uma recuperação adequada (envolvendo dieta e descanso) o indivíduo possa chegar no alvo efetivamente. Porém, assim como uma arma com cano torto dispara mal, um treino inadequado e “torto” também atingirá um alvo errado. Isso é o que podemos chamar de treinamento concorrente, visto que, muitas vezes a grande mistura de métodos, enfeites e funcionalidades no treinamento o torna concorrente demais consigo mesmo, diminuindo a proporção em que os resultados poderiam ser alcançados.

O problema da maioria das pessoas é remetido justamente pela dúvida apresentada no começo. O indivíduo crê, por exemplo, que se fizer musculação, estará construindo músculos, em contrapartida, logo após, fazendo atividade aeróbia, estará maximizando a queima de gordura e consequentemente melhorando a definição muscular. Mas, se bem lembrarmos, para o corpo construir músculos, ele necessita de energia disponível, não é mesmo? Porém, para degradar gordura, há necessidade de certo déficit calórico. Então, como poderiam ser feitas as duas coisas ao mesmo tempo?

Outro erro trágico cometido por muitos praticantes é dar muita atenção ao exercício aeróbio ANTES do treinamento com pesos. Lembre-se que a atividade resistida com pesos é preferencialmente glicolítica e que glicose é a fonte primária de energia do corpo. Porém, a atividade aeróbia a um período um pouco mais longo, utiliza preferencialmente na via energética ácidos graxos após a depleção do glicogênio muscular. Então, não seria óbvio iniciar um treinamento que necessita de glicose, tendo a gasta antes em um exercício que, preferencialmente poderia ser aproveitado utilizando efetivamente os lipídios estocados no corpo. Essa concorrência pela preferência do uso de glicose deve ser dada, obviamente nos treinamentos em que você necessita não de degradação, mas de prevenção dessa degradação. No caso da musculação, lembre-se que o índice de catabolismo durante a prática da mesma (apesar desse ser um dos estímulos) é muito alta, o que não torna nada conveniente não ter algum tipo de estoque energético, principalmente primário, como a já citada glicose (ligada em várias moléculas e ramificada em glicogênio).

Uma outra coisa que acontece largamente na academia e que torna o treino extremamente errado é a falta de sinergismo e descanso da musculatura. Sinceramente, devo confessar que realmente parece lógico pensar que quanto mais se treina um determinado músculo, melhor ele será. Na verdade, para a maioria das coisas isso realmente funciona: Se você cozinhar muito, tenderá a aprimorar suas técnicas, se digitar muito, conseguirá maior velocidade, se estudar muita matemática, possivelmente terá maior facilidade para fazer contas e assim por diante… Porém, na musculação isso foge a regra. Indivíduos que normalmente treinam errado possuem normalmente um desenvolvimento pífio naquela musculatura. Passe a observar: Os indivíduos que passam mais tempo na academia, que treinam mais “braços” ou um grupamento são os que tem menores ganhos. Conseguinte, os indivíduos que fazem seu treinamento coerentemente e organizado, poupando tempo, possuem ganhos melhores. Obviamente é o descanso que propicia um crescimento adequado após a sessão de treinos. Porém, esse descanso deve ser avaliado precisamente. Não é porque você não está treinando especificamente um músculo que ele não está sendo recrutado em algum outro trabalho. O erro crasso e mais comentado é, por exemplo, aquele rapaz que treina na segunda-feira peito e bíceps e na terça-feira costas e tríceps. Como observamos, o uso dos bíceps no treino A pode afetar o treino B de costas e o uso de tríceps no treino B será afetado pelo pré-uso no treino A, durante o treino de peito.

Além disso, ainda podemos contar com o indivíduo que treina membros superiores a semana toda em sistemas ridículos. Não é incomum encontrar treinos do tipo: Peito/Costas – Braços – peito/Costas – Braços – Peito/Costas … Você realmente acha que seu corpo terá tempo para se recuperar treinamento basicamente a mesma musculatura todos os dias? Claro que não!

Devemos lembrar por último que a dieta é que, na verdade definirá o seu objetivo. Pouco se muda no treino de contest e no treino de offseason (claro que há mudanças, mas, o básico é sempre o básico). Por isso, não comece com invenções de um volume muito alto no período de definição muscular e tampouco no processo de ganho muscular. Compensar calorias demais ingeridas com um treino volumoso, por exemplo, é uma outra coisa que pode ser considerada contraditória e extremamente concorrente. Se o objetivo é ganho de massa, então porque desejar queimar tantas calorias desnecessariamente na academia?

É por essas e outras que ter uma coerência de treinamentos é definido pelo foco que há pelo praticante e, claro pelo conhecimento científico que se tem sobre determinado assunto. Tenha foco e opte pela qualidade sempre!

Bons treinos!

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Musculação pode ser a solução

Tempo de Leitura: 4 minutosNos últimos anos, como já disse algumas vezes, a indústria que mais tem crescido mundialmente é a indústria do bem-estar, em todas as suas vertentes, sejam elas físicas, psicológicas ou qualquer outra.

Musculação

A cada dia que se passa também, a busca por um físico adequado aos padrões estabelecidos implicitamente pela sociedade é extremamente maior. Todo mundo, ou pelo menos grande parte dele, quer ter aquela cintura fina, braços e coxas fortes e definidos, barriga tanquinho e por que não ombros relativamente largos. É só sair em um bairro, seja de periferia, classe média ou alta, e encontramos diversas academias novas e antigas (com diversas modalidades como natação, lutas, danças, aulas alternativas, ginástica localizada, musculação etc), clínicas de estética, salões de beleza e comércios relacionados com a aparência física.

Além disso, as lojas de suplementos nutricionais cresceram de uma maneira tão assustadora quanto o mercado de suplementos em si. Obviamente, isso deve-se não só ao marketing estabelecido nessa indústria, mas principalmente a informação difundida sobre esses tipos de produtos, muitas vezes, vindo de fontes um tanto quanto pouco confiáveis e no famoso “boca a boca”.

Além disso, essa indústria do bem-estar não envolve unicamente a aparência física, mas a qualidade para a vida. Aquela velha história de que pessoas com maior idade, por exemplo, estariam supostamente condenados a uma vida sedentária ou fazendo caminhadas já é algo do passado antiquado e não faz o menor sentido com todo o conhecimento que temos hoje. Em tempo, a busca da terceira idade por academias de ginástica e, muitas vezes especificamente para a musculação é também algo que vem crescendo muito, principalmente quando orientada por profissionais atualizados e qualificados. A flexibilidade, a recuperação de massa muscular e óssea, melhora no líquido sinovial, a resistência cardiovascular e outros são só alguns dos benefícios para esse público.

O papo de que doenças, condições físicas debilidades ou patologias impediriam pessoas de realizarem a prática de atividade física também é algo que, além de não possuir o menor fundamento com os estudos atuais, ainda é prejudicial, visto que para diversas dessas patologias e/ou recuperações de doenças, lesões e outros podemos certamente indicar a prática de atividade física. Aliás, ainda falando de patologias, não podemos esquecer o benefício da atividade física para controle glicêmico (ótimo para diabéticos, principalmente do tipo II), o controle da gordura corpórea, o controle dos radicais livres no corpo, controle hormonal, entre outros.

E adolescentes, púberes e crianças? Recentemente este também é um paradigma que vem sendo aos poucos quebrado com a utilização da ciência empírica. O que antes era teoricamente proibido para esse público hoje é mais do que indicado, claro, com os devidos cuidados e acompanhamento profissional. Isso, inclusive segundo algumas fontes pode ajudar no crescimento ósseo.

Mas quando falamos da prática de atividade física, devemos ter certos cuidados. Algumas modalidades obviamente parecem não possuir lá tantos benefícios dependendo do público alvo específico. Isso quer dizer que nem toda modalidade pode ser praticada por todos, não é mesmo? Mas, então, qual é a modalidade que é ideal? – Ela não existe, mas ao que tudo indica e pelo que ando lendo nos últimos tempos, a modalidade com maior indicação, aceitação e efetividade, principalmente no custo X tempo X benefício é a musculação, ou o trabalho resistido com pesos.

Nada como bons estudos. Por exemplo, o que pensaríamos quando nos fosse sugerido um esporte de baixo impacto e que trabalhasse o sistema cardiovascular? Talvez um transport ou algo do tipo, correto? Que tal a musculação? Sim, ela mesma! Comprovadamente a musculação promove um impacto extremamente positivo na consolidação e mineralização dos ossos, além de promover uma ótima resposta cardiovascular, visto que o controle da respiração é um dos fundamentos básicos no ato de levantar peso.

Por exemplo, a coluna de atletas levantadores de peso básico possui uma mineralização muito mais eficaz, ao contrário do que se imaginava (imaginava-se uma coluna teoricamente gasta). Além disso, sabemos que o sistema cardiovascular responde em seu débito cardíaco de acordo com o que lhe é estabelecido, assim, o coração de uma pessoa ativa (no esporte, especificamente) possui menor trabalho e menor sobrecarga não só durante o exercício, mas nos momentos de repouso, favorecendo a pressão e frequência cardíaca e arterial.

Ainda falando sobre a pretensão do uso da musculação em patologias, não podemos esquecer de citar os ótimos fatores endócrinos proporcionados pela prática da modalidade. Um claro exemplo, é por exemplo a relação com diabéticos, principalmente do tipo II. Como bem sabemos, a diabetes tipo II é causada principalmente na resistência à insulina, ou seja, na medida em que os receptores de membrana ou algum processo na cascata de reações intracelulares não respondem bem a fosforilação quando há a ligação insulínica. Assim, alguns estudos apontam que a atividade física é extremamente benéfica para esse tipo de patologia, pois, não unicamente trabalha com a insulina em si, mas também com a necessidade de utilização aumentada de energia pelo músculo, fazendo uma espécie de indução aos processos que deveriam acontecer naturalmente na ligação da insulina nas células.

Mas digamos que, patologicamente você esteja bem, ou seja, não possui doenças. Por que arriscar em tê-las? A ciência preventiva relacionada a nutrição e atividade estão aí. E, enquanto muitas pessoas esperam as doenças baterem a porta, outras já se previnem com trancas e grades praticando atividade física e alimentando-se corretamente.

Aliás, o estresse é um dos problemas mais freqüentes no dia-a-dia da vida moderna e, pode facilmente ser combatido com um pouco da prática de musculação que trabalha na liberação de níveis de endorfina, um poderoso hormônio relacionado com o bom humor.

E isso tudo, sem contar os aspectos de aparência que a musculação traz. Certamente, este é o esporte não só para modelação de todo o corpo com precisão e nos mínimos detalhes, mas da mente e do estilo de vida.

Sim, a musculação não só pode como é a solução!

Bons treinos!

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Mude sua mente

Tempo de Leitura: 6 minutosA cada vez que decido escrever um artigo, seja ele sobre qual tema for, tenho de pensar e repensar nas probabilidades de sucesso ou de fracasso que ele pode refletir ao meu nome, ao site e as pessoas que lêem também. É então que procuro fazer o meu melhor e a partir disso transmitir informações da maneira mais completa e simples possíveis e, ao mesmo, tempo através de fontes confiáveis de pesquisa científica e quase nunca empírica, propriamente dita.

mente

Diferente do que muitos acham ou imaginam, todo colunista que possa se preservar um pouco ou que tem o mínimo de respeito não somente com os leitores, mas com si mesmo tenderá a realizar, ou escrever, no caso, artigos da melhor maneira possível, visando seu público alvo.

Mas talvez seja justamente aí o maior problema:

Alguns colunistas costumam escrever artigos voltados a caráter científico para pessoas que já tem no mínimo um prévio conhecimento da área. Assim, é comum e frequente o uso de siglas, o uso de linguagem técnica, nomes de procedimentos, materiais e vias (processos) metabólicas (os) etc. Já outros, possuem a característica de escrever de forma simples (as vezes até demais) , escolhendo seu público alvo as pessoas de menor conhecimento naquela área.

Quando comecei a escrever, obinha um platô do tipo de pessoa que iria ler meus artigos, ou seja, deveria eu ser técnico ou deveria eu ser simples e breve? E não, não poderia mesclar as duas coisas em um único artigo. E, foi justamente aí que optei por artigos inteiros mais simples e artigos inteiros mais complexos. E em cima disso, elaborei uma forma própria de escrever, fugindo da informalidade mas ao mesmo tempo me esquivando do caráter denotativo para não deixar os textos mais chatos. Além disso, decidi que meu público alvo seria aquele leitor que gostasse de interagir com o texto. Que me enviasse perguntas, que argumentasse contra e a favor meus pontos de vista (com exceção dos cientificamente comprovados) e aquele que mesmo que não entendesse patalhufas, quisesse pesquisar e entender um pouco mais sobre o assunto. Isso faria com que além da interação, pudéssemos todos nós aprender uns com os outros.

Confesso que tempo é algo que realmente me custa muito. Minha rotina começa as 5:30h da manhã e normalmente termina as 23-23:30h. Procuro, claro, aproveitar o máximo possível as horas de sono, pois sei que basicamente quando eu acordar, só Deus sabe qual será o meu destino e o quanto será cansativo aquele dia.

Porém, devo admitir que gosto, além de ler e ver documentários, de fuçar na internet pra ver o que está acontecendo e pra ver o rumo que o que eu escrevo está tomando. Algumas vezes me surpreendo positivamente e negativamente. Vejo pessoas que eu nem conheço, me fazendo elogios, me defendendo por aí, levando meu nome como se eu realmente fosse algo mais do que um simples ser humano. E isso é, de fato, gratificante e devo agradecer a todas essas pessoas que cedem um pouco do seu tempo. Mas, absolutamente nada é perfeito e, as vezes me deparo com coisas que acho simplesmente deprimentes. E, infelizmente é justamente delas que quero falar a respeito nesse artigo. Aliás, é a respeito da mentalidade em si de nosso povo que quero falar um pouco.

Quando me deparo com críticas, a primeira coisa que me vem em mente é uma animação para discutir com o indivíduo e, claro, aprender um pouco mais e, se possível, gerar um pouco de conhecimento para ele também. Acredito que se formos todos humildes para discutir de maneira civilizada e realizar dialéticas sábias, o crescimento virá. Mas em grande parte desses casos, as críticas vem simplesmente de “eu acho” ou “comigo não é assim” ou de algum achismo próprio desse tipo de gente.

Em primeiro lugar, eu quero dizer que não sou melhor do que absolutamente ninguém. Sou um ser humano como qualquer outro que sabe algumas coisas a mais em algumas áreas e algumas muitas milhões de coisas a menos em outras. E não vejo problema algum nisso. Sou humilde para admitir que quanto mais aprendo, mais realmente me sinto uma verdadeira anta e me proponho a aprender ainda mais.

Enfim, acontece que ao ver muitas dessas críticas achistas, vejo também uma série de erros que infelizmente refletem no estado atual de “em desenvolvimento” que o Brasil encontra-se nos esportes diferentes do futebol ou talvez do vôlei. Normalmente essas pessoas não param para ler, entender que aquilo não é verdade absoluta, mas é ciência e simplesmente criticam. O embasamento? Teorias mirabolantes feitas por um ZÉ NINGUÉM (geralmente americano) que, para mim significam nada mais nada menos do que: NADA!

E você pode me achar arrogante falar dessa forma, mas não trata-se de arrogância, mas sim de uma veracidade e uma verdade jogada no ventilador, ou seja, não quero (nem seria) ser melhor do que ninguém. Mas ao mesmo tempo que você me critica, ou critica qualquer outra pessoa que está envolvendo a ciência, em nome de seus achismos, realmente você prova a total ignorância nos fatos.

Jogando ainda mais a verdade no ventilador, é típico de grande parte dos brasileiros serem tietes dos norte-americanos, isto é, os famosos “baba ovo”, “paga pau”, “bastardos da América do norte” ou como preferir. Visto por exemplo que o whey nacional não presta, mas a vaca americana é melhor, por isso, o whey de lá é melhor, os métodos de treino brasileiro são velhos, os de lá são ótimos, waxy maize faz crescer, malto engorda… E por aí vai…

Percebe o que quero dizer? Quero dizer que falta atitude e, atitude própria a esse tipo de pessoa. E isso nada mais mostra como acontece essa pseudo-evolução no decorrer dos anos no Brasil. Aliás, vocês já pararam e perceberam os caras que mais fizeram fama no Brasil? E eu faço questão de citar grandes e respeitados nomes como o Professor Fernando Marques, o professor Waldemar Guimarães, o atleta e preparador Marcelo de Paula etc etc etc… Esses foram atletas que realmente revolucionaram não só o cenário da musculação em si, mas das metodologias e afins que as envolve. E, quando estes iniciaram, certamente receberam críticas exorbitantemente achistas. Mas eles estavam lá buscando ciência (em cima de algum empirismo é claro) e comprovando suas metodologias. Visto hoje que eles são o que são.

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Talvez uma das coisas que mais falte, principalmente ao público brasileiro da musculação (e vejam, não estou me referindo ao bodybuilding competitivo) é a humildade de admitir que a ciência é o caminho e mais, a humildade de admitir que sempre vai haver alguém que saiba mais do que você. Aliás, é natural da vida e é natural que as coisas sejam assim. Mas o que me parece é que todos são Arnold da vida, buscam um maldito empirismo prático (muitas vezes sem fundamento algum) e descartam tudo que aparentemente é correto. Em suma, vivem em um passado que já não existe mais.

Trazendo em miúdos, a época Arnold foi brilhante para aquela época, onde não haviam recursos, não havia muito o que ser feito etc. Além disso, aqueles atletas contavam com uma genética extraordinária e surreal, além da tonelada de esteróides que usavam. Em padrões modernos, eles poderiam ter se desenvolvido muito mais em diversos aspectos físicos. O difícil é fazer as pessoas acreditaram e entenderem que isso é, de fato, verdade.

Aqui falta um pouco de união entre os praticantes das modalidades de esportes de força, entende? Diferente do que vemos nos campeonatos onde aparentemente grande parte das pessoas se dão bem e tem respeito e carinho uma pelas outras, em fóruns vemos meia dúzia de FRANGOS, CACHACEIROS, BALADEIROS PORRADEIROS RECALCADOS que mais querem aparecer e ter um bracinho de 39cm inchadinho pra por um baby look e “arrasar na balada” bombando com a mulherada esculachando, ofendendo, humilhando e querendo sempre “ser melhor” do que o próximo. E é aí que passam a criticar desde atletas de ponta como os profissionais do Olympia, até atletas amadores de âmbito nacional. Ah, claro, eles se ofendem também.

Parece até que um pouco de cortesia e reconhecimento pelo trabalho do próximo é algo vergonhoso e que jamais deve ou poderia ser feito.

Grande parte dessas pessoas de quinta categoria se quer respeitam ou conhecem o esporte verdadeiramente dito e seus nuances. Se quer já foram em um campeonato ou se quer passam pelo que um bodybuilder de verdade passa. E mesmo assim, colocam a boca no trombone.

Percebe a gravidade dessa situação? Isso gera uma aparência negativa as pessoas. Primeiro pelo fato de não envolver fatos e segundo pela ausência do mínimo de respeito.

Pensem que não adianta reclamar que o Brasil é antiquado, subdesenvolvido e outros adjetivos negativos se quem começa a fazer a mudança é seu próprio povo!

Mude sua mente e saiba! Um corpo grande quer uma mente GIGANTE!

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Hipocrisia nos esportes: O levantar de peso com hipocrisia e banalidade

Tempo de Leitura: 5 minutosÉ realmente triste, deprimente e banal…
Na última sexta-feira, dia 15/07/2011 uma atleta americana de Weightlifting foi a primeira atleta a ser permitida competir em sua modalidade com o traje típico de sua religião. Estou falando de braços, pernas e cabeça cobertas por uma longa roupa. Estou falando de uma mulher muçulmana, filha de muçulmanos.

traje típico de sua religião

A atleta em duas semanas conseguiu mudar o regulamento que era válido há anos da federação internacional de levantamento de pesos referente ao estuário dos atletas em competição. Aliás, um regulamento tão “rígido” que prevê até os mínimos detalhes como meias e comprimento do macacão. E isto pode parecer banal a princípio, mas certamente não é.

As roupas usadas nesse tipo de campeonato (e em outros também) não é simplesmente um uniforme que identifica o atleta, mas sim, que ajuda em sua estabilidade durante a execução do esporte e também ajuda o árbitro a fazer uma avaliação mais precisa.

Um jogador de futebol, por exemplo, não poderia jogar de calça jeans ou com um calção da mesma cor do outro time, não é mesmo? Isso porque não seria conferido conforto, flexibilidade e principalmente causaria uma grande confusão em um lance de impedimento onde apenas estivesse sobre visão dos árbitros a parte inferior do corpo do atleta.

Da mesma forma, especificamente no levantamento básico de peso, além da estabilidade que o macacão gera para o corpo, ainda temos a vantagem de joelhos e cotovelos ficarem totalmente amostra, conferindo ou não validade para o levantamento em questão.

Em primeiro lugar, quero dizer que não tenho absolutamente NADA contra a religião muçulmana e nem contra qualquer religião. Sou a favor da liberdade e isto inclui a liberdade religiosa sem qualquer tipo de discriminação. Mas o fato é que com essa atitude, emergimos não só os esportes e as olimpíadas em um mar de hipocrisia, mas sim, preceitos humanitários e que caem em contradição se analisarmos de perto.

Aceitar ou não valores está se tornando cada vez mais uma atitude política do que social, embora a política devesse envolver questões sociais mútuas e não individuais. E sabe por quê? Porque desde muito o esporte não é movido por paixão ou por competição, mas sim, por interesses e auto-afirmação. Aliás, quem foi que disse que as Olimpíadas são, de fato, sinônimo de confraternização? Nas cidades gregas antigas, em meados do século VIII a.C. as Olimpíadas além de envolverem questões religiosas envolviam batalhas e disputas entre as sociedades (em formação) rivais. Isso nos faz pensar que esporte de fato não é apenas uma questão de “jogo”, mas uma questão de moral. E para quem discorda, que entre em um campeonato visando confraternizar e NÃO atingir a vitória. A grande verdade é que quem entra num campeonato busca a vitória ao custo que for e, é isso.

O anti-dopping por sua vez tão questionável, mas ainda tão cheio de vertentes e de TABUS recebe um desfoque que o torna inquestionável a fim de não atrair uma atenção muito mais ampla a que o envolve. Acredito eu que se há exceções pra isso, então deveria haver pro uso de substâncias consideradas “ilícitas”…

Aliás, seria descriminação um indivíduo que sofre de alguma patologia como AIDS e faz uso de hormônios esteroides pra própria sobrevivência ser barrado em um anti-dopping? E os casos de menopausa, andropausa que são tratados com hormônios esteroides? Pior: E em casos de doenças que envolvem convulsões? O indivíduo deve permanecer longe de fazer o que mais gosta? Essa ideia é tão absurda quanto ser impedido de pegar um ônibus quando está gripado.

Afinal, seria mera regra a ser cumprida no pé da letra? O problema é que se ela tem uma modificação “não natural” provavelmente vai cair no dopping

Conversando esses dias com uma nutricionista, tive referências de que muitas dessas organizações monetárias, digo, esportivas costumam proibir o uso de substâncias que chegam a acessibilidade de países de menor renda, fazendo então com que o dopping apenas foque nessas substâncias, enquanto os país que, de fato possuem condições financeiras possam se sobressair utilizando de outras substâncias modernas. Mas, sinceramente, acho isso de certa forma uma bobagem.

Toda droga hoje, querendo ou não é acessível aos atletas, principalmente de alto nível… Agora, por que aquela câmara que simula altitude que alguns atletas dormem dias antes da competição pra aumentara oxigenação é permitida e o EPO não? São duas maneiras de se conseguir a mesma coisa… É aí que eu volto a repetir que os esportes mais são demonstração de “boa vizinhança” e “confraternização” enquanto rola muita coisa suja por trás… isso é mais do que questão social, mas é algo de CORRUPÇÃO social, algo que gera dinheiro. Imagine só excluir um país dos maior evento de esportes da história simplesmente por não aceitá-lo “como ele é”… Mas então, pra que existir regulamento?

dopping

Desculpem-me, mas é inadmissível em pleno século XXI ainda vivermos em uma cegueira dessas ou, pior, vivermos em um mundo onde nos fazemos de cegos. Essa afronta machista muçulmana esqueceu-se de que estamos em jogos MUNDIAIS e não jogos do seu país.

Ora essa, então, caso um dia haja um campeonato naqueles países médios, teremos de cobrir todas as participantes para não “ofender a moral”? – É como chamar toda a legião de mulheres dignas de vulgares e imorais só por usarem a roupa de sua MODALIDADE ESPORTIVA. VOCÊ FAZ NOÇÃO DO QUE ESTOU FALANDO? A PRÁTICA ESPORTIVA E OS MÉTODOS SÃO JOGADOS NO RALO SIMPLESMENTE PARA ATENDER A INTERESSES INDIVIDUAIS ENQUANTO A MAIORIA AINDA SOFRE COM PROBLEMAS MAIORES. (E se quiserem que cito esses problemas posso até começar: Falta de patrocínio em países de menor desenvolvimento, jogadas sujas, malas brancas, questões sociopolícias etc etc etc). Muito mais vulgar e imoral do que mostrar o corpo (ou parte dele, mesmo eu não considerando NADA VULGAR) é essa maldita balbúrdia em torno de algo que já é decidido e pronto. Muito mais vulgar é essa balbúrdia de interesses que rola solto em todo lugar, inclusive em âmbitos esportivos.

Sem demandas, o que quero dizer é que o esporte não é e nunca foi sinônimo simplesmente de confraternização e porta de possibilidades para se mostrar de acordo com as coisas e se mostrar livre de preconceito. Tanto porque o preconceito é algo inserido em nossas mentes desde muito cedo. E quem não tem nenhum tipo de preconceito é um grande mentiroso!

Veja, não estou de acordo em condenar a atleta. Ela está em seu direito de reivindicar e tentar fazer por merecer de acordo com sua filosofia de vida. E a mesma não é nenhuma ignorante, visto que possui PhD em computação, é lutadora profissional e algumas outras qualidades. A minha maior cisma é mesmo com essa maldita junção do belo que não existe com a sociedade. Seguindo filosofias alemãs do sociólogo Durkheim, por exemplo, vivemos em um grande caos e nada é perfeito, visto que a subjetividade é cada vez mais levada em consideração, quando deveríamos dar ênfase para a inter-subjetividade.

Enfim, pra que achar que tudo é lindo e maravilhoso? Respeitar princípios, filosofias e escolhas não é sinônimo de concordância, que isso fique bem claro. Eu lhe respeito, mas não sou obrigado a concordar com seu ponto de vista e muito menos juntar-me a você! E que, sinceramente, cada um esteja no ambiente onde lhe é coerente e não venha querer modificar ainda mais o que há anos já foi modificado e destruído: O ideal olímpico e dos esportes.