sexta-feira, junho 24, 2022
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Comer demais antes do treino pode prejudicar os resultados na musculação

Tempo de Leitura: 4 minutos

Você já deve ter se perguntado por que costumamos comer mais em momentos do dia do que em outros, não é mesmo? As razões óbvias são porque o corpo consegue detectar carência por nutrientes em determinados momentos e então passa a busca-los através da ingestão de alimentos. Logo, isso nos remete diretamente aos momentos de treino: optando por comer muito ou comer pouco e até mesmo por não se alimentar, muitos indivíduos seguem diferentes idéias e padrões os quais serão abordados adiante a fim de estabelecer alguns conceitos os quais podem mostrar o quanto uma alimentação inadequada para mais pode prejudicar o rendimento do indivíduo, equiparando-se com a alimentação inadequada para menos.

A nutrição pré-treino: A adequação e a moderação

Fica claro perceber que o exagero ou a falta serão subsequentes erros que prejudicarão seus resultados. Assim, faz-se necessário identificar as necessidades nutricionais individuais do indivíduo em questão para então propor melhor ou melhores estratégias para o que deseja. De maneira singular, deve-se entender o que funcionará bem para cada indivíduo, na composição da refeição pré-treinamento bem como em sua (s) quantidade (s).

Imagine que, por exemplo, estejamos falando de um ectomorfo o qual não consegue ingerir grandes quantidades energéticas por limitação gástrica. Quais seriam as estratégias convenientes e possíveis? Qual a enorme gama de possibilidades que temos? Várias, e entre elas podemos citar a inserção de hipercalóricos antes do treinamento, shakes imediatamente antes do treinamento após uma ou duas horas de uma refeição sólida grande, a utilização de lipídios de cadeia média e por aí segue..

Agora, imaginemos um indivíduo o qual suporta uma boa refeição antes do treino. Será que seria interessante trocar o alimento sólido por um hipercalórico, por exemplo? Será que haveria necessidade de abusar de lipídios, sendo que tranquilamente ele poderia utilizar nutrientes mais simplesmente digeridos como os carboidratos?

É interessante ainda que não tão somente a capacidade para comer seja avaliada, mas o objetivo e a distância da refeição para o treinamento, que na verdade é o ponto chave que levamos no artigo propondo que alimentar-se demasiadamente antes do treino pode ser mais prejudicial do que benéfico.

O que você come agora, não é o que será primeiramente utilizado pelo corpo

Por que comer muito imediatamente ao treino pode prejudicar os resultados? Teoricamente, não deveria isso ser algo bom, afinal otimizaríamos os níveis energéticos e de disponibilidade de nutrientes ao corpo? Sim, se tudo ocorresse na velocidade que muitas vezes achamos acontecer.

Ao entender o processo de digestão, devemos entender sua complexidade e entender que ele leva certo tempo para ocorrer. Além disso, haverá os processos de absorção e de metabolização de nutrientes. O resultado é que isso leva horas ou até mesmo dias para ocorrer completamente.

Muitos acreditam que ingerindo algo AGORA, este será utilizado pouco tempo depois. A verdade é que a energia utilizada em um treinamento pode ser a energia construída com o que você comeu no dia anterior ao mesmo. E é por isso que se faz tão necessário uma constância na dieta, para sempre manter o corpo estável.

Quando acreditamos que comer demasiadamente antes do treino pode gerar resultados, causamos um desvio de bombeamento sanguíneo inevitável para o sistema gastrointestinal, deixando de aproveitar que esse sangue seja utilizado para a oxigenação e distribuição de nutrientes na musculatura que está sendo trabalhada. Além disso, a hiperinsulimia causada por uma grande refeição pode gerar problemas como sono excessivo, queda de performance, tonturas ou mesmo uma bela hipoglicemia rebote (ou hipoglicemia reativa) durante o treino. E isso é ainda mais agravado se a refeição for rica em fibras e/ou em lipídios.

É necessário nutrir-se e não entupir-se de comida

Muitos antigos acreditavam que quanto mais uma pessoa comesse, mais energia ela teria. De certa forma, é fácil pensar assim uma vez sendo o alimento nossa fonte de combustível. Aliás, nossa própria mente já é implícita a imaginar que “de barriga cheia se pensa melhor…”. O problema é que na prática nem sempre as coisas funcionam dessa forma.

Alimenta-se de maneira inadequada antes do treino mais pode gerar quedas de energia do que fornecer energia, propriamente dito. Aliás, isso pode ser comprovado sem necessidade de ciência: Quem nunca ficou com sono após comer aquela feijoada no almoço de sábado? Altamente densa em calorias, altamente energética ela consegue “derrubar uma pessoa”. Exato! O mesmo acontece nos momentos de treinamento, devido a fatores relacionados a leptina, a insulina e a dopamina, neurotransmissores altamente ativos no corpo.

O desvio do fluxo sanguíneo para o aparelho gastrointestinal também é algo que chama muito a atenção. A periferia do corpo tende a ficar carente então por nutrientes. O resultado é que teremos nutrientes em excesso no corpo (não metabolizados ainda) e pouca energia disponível. Analogicamente, é como se estivéssemos em um posto de gasolina, local onde é rico em combustível, mas ainda não tivéssemos colocado o combustível no tanque de nosso carro. O resultado, é claro, torna-se inútil aos progressos energéticos.

Nutrir-se adequadamente requer a escolha certa dos nutrientes em geral. Às vezes, muito mais válido é ingerir boas quantidades de MCTs imediatamente antes do treino do que uma porção de carboidratos, por mais simples que sejam. É necessário ainda, atentar-se ao consumo proteico e de aminoácidos, que são fundamentais para garantir o balanço nitrogenado positivo do músculo, a diminuição ao catabolismo muscular, uma posterior melhora de recuperação pós-treino e de sínteses proteicas em geral também. Além disso, o consumo proteico adequado, garante ao sistema imunológico, o fornecimento de substratos essenciais para o seu funcionamento, que tende a ser reprimido com a atividade física.

Portanto, esteja sempre ligado nessas questões e passe a escolher o que melhor irá nutrir seu corpo em termos metabólicos, não mentais!

Conclusão:

Conclusivamente, é possível chegar ao ponto de que não é a quantidade de alimentos antes do treino que irá realmente fazer a diferença em seu desempenho. Mais do que isso, é necessário e fundamental atentar-se as quantidades de cada macronutriente ingerido, frente ao espaçamento ao treino e os tipos desses macronutrientes ingeridos. É necessário ter em mente que você deve nutrir seu corpo e não simplesmente “fornecer comida” a ele achando que isso realmente se tornará energia disponível e utilizável.

Jamais desconsidere ainda os fatores fisiometabólicos individuais, que são mais do que essenciais para traçar um planejamento adequado a você.

Boa alimentação!

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